Estamos aqui, Chuva Negra!

E com muito orgulho, e um dia de atraso, eu venho falar sobre essa banda de São Paulo, que sempre me inspirou e sempre vai inspirar! Eu uso uma de suas musicas mais inspiradoras, que por sinal tem a cara do blog! AMOSP foi a primeira música que eu ouvi, e achei que seria uma ótima forma para descrever o “Quem somos nós”.

Então, sem mais delongas, vamos à entrevista respondida pelo Mateus Brandão, guitarrista da banda CHUVA NEGRA!

#SPNQSC – De onde vem o nome da banda?

Mateus De um filme policial dos anos 80, de mesmo nome. Com o Michael Douglas, sabe?

#SPNQSC – Eu particularmente, gosto muito de AMOSP, como foi escrever a letra da musica?
Mateus Essa música foi a última que fizemos antes de gravar o Terapia. Era carinhosamente chamada de “aos 45 do segundo tempo”. Quanto à letra, não posso dizer muito, é do Chinho. O que posso dizer é que, obviamente, trata dessa relação de amor e ódio que todos os paulistanos que vivem por aqui têm com a cidade. E assim como a melodia e todas as outras letras, foi escrita no talo do prazo antes de gravarmos. O Chinho funciona assim.
#SPNQSC – O primeiro disco de vocês se chama Terapia, e em “Não foda com a noite”, uma parte da letra diz: “Se eu disser que estou limpo vocês vão dizer que estou mentindo (…) e eu que nunca fui de me controlar, sempre tem alguém querendo me testar que estraga minha noite na metade”, então, o Chuva Negra em si, é uma Terapia ou algo que o valha?
Mateus eu fui o último a entrar pra banda, a convite do Marcelão, que era o cara que eu conhecia a mais tempo alí. E pra mim, era exatamente isso. Uma sessão de descarrego onde todos podiam esquecer de todo o resto pra se concentrar somente naquilo que mais gostamos de fazer. A banda deu certo porque não só pra mim, mas pra todos os 5 era assim. O tempo passou, gravamos um disco, teve um pessoal que curtiu e passou a nos acompanhar. Em certos momentos, a responsa fala mais alto que a diversão. Mas quando estamos alí, literalmente tocando, o lance da terapia volta a ter força. às vezes tocamos longe de casa, com horários espremidos e um dia todo de trabalho por vir a algumas horas, mas na hora, nada disso importa. Enquanto for “terapia” pra gente, tá valendo.
#SPNQSC – Como foi a preparação para o EP, Sempre Verão?
MateusEsse disco surgiu graças a uma parceria do Chuva Negra com o Tyello (Dance of Days/Estudio Rock Together) que tava afim de experimentar equipamentos novos e um novo técnico de som. O Otávio Cavalheiro “Boi” (ex fullheart/falante) que produziu o Terapia, dessa vez deu lugar ao Felipinho Rocha que tá cuidando daquela coisa cheia de botões. É o primeiro trampo dele, até o momento tá rolando legal. O disco está na Trama Virtual, pra download.
#SPNQSC – O que vocês querem mostrar na letra de 1 a 1?
Mateus O que ela representa pra você, quando ouve? É isso o que importa!
Assim como todas as outras, a letra é do Chinho, mas tenho certeza que ele diria o mesmo. Ou não, ele gosta de ser do contra! 
#SPNQSC – Quando será feito um registro ao vivo da banda?
Mateus Quando tivermos uns 8 discos de estúdio lançados, se chegarmos tão longe, pensamos nisso. Levando em conta nosso “modus operandi”, acho que lá pra 2028!
#SPNQSC – Dentro da cena, tem muitas indas e vindas, tem alguma banda com quem gostariam de tocar e ainda nãotocaram?
MateusTivemos o prazer de dividir o palco com muitas bandas daqui. Muitas que já conhecíamos, outras viemos a conhecer. Não posso deixar de citar o Garage Fuzz. Todos nós gostamos e respeitamos muito, mas ainda não tocamos com eles. Das menos conhecidas, tem o Malvina, lá de Niterói. Banda muito boa, ainda não tocamos com eles, também.
#SPNQSC – Quais as maiores influências que o Chuva Negra tem?
MateusCulinária, campeonatos de futebol, o Gil Brother e o Mé. Menos o Thiagão que não é de beber.
#SPNQSC – Em shows fora de SP, quais as maiores dificuldades que encontram pela estrada?
Mateus As mesmas pelas quais toda banda passa. Viagem longa, van apertada, dormir no chão (quando se pode dormir), cachê curto (quando tem cache) e até mesmo ter que pagar tudo do bolso, de “surpresa”. Faz parte, é mais diversão do que uma dificuldade, na real.
#SPNQSC – Além do Chuva Negra, vocês tem algum outro tipo de trabalho?
Mateus Todos trabalham. Chinho dá aula, Gabriel desenha no computador, Thiago trampa com política e burocracia, Marcelo vende linguiça e eu faço conta e digito.
#SPNQSC – Deixe uma mensagem aos leitores do blog, e aos fãs da banda.
Mateus Quando estiverem navegando na internet, gastem mais tempo procurando discos, filmes e livros e menos tempo no facebook e no twitter, os outros não estão tão preocupados com suas vidas pra se dedicarem tanto a eles.

Agenda do fim de semana.

25/02/2012 – O artista, Eduardo Srur convida para conhecer “Labirinto“. Um labirinto feito com produtos recicláveis. No Parque Villa Lobos das 11h às 18h.

Hugo Paz e Marah Mends incentivam a leitura com o grupo de discussão “Poesia é da hora mano”. No Centro de Acolhida Barra Funda I às 18h30.

26/02/2012 – O Zoológico Zona Sul recebe o espetáculo “Yo si tu no – Um elogio à bobagem” às 11h.

O Parque da Juventude recebe o rapper Emicida, à partir das 11h30.

Links do Chuva Negra:

http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/chuvanegrapunk

http://www.facebook.com/pages/Chuva-Negra/126618314076413?sk=wall

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Guerra e Paz.

Ontem eu, @Detachez e a minha pequenina, @doracelestino, colamos no Memorial da América Latina, para marcar a presença do blog #SPNQSC na expo que mostra o trabalho de Cândido Pornitari.

Nascido no município de Brodowski, em São Paulo, em 29 de dezembro de 1903, Portinari criou um estilo único de arte. Ao entrar na expo, no primeiro prédio onde estavam as obras, eu me emocionei muito com uma de suas pinturas.

O quadro leva o nome de “Mãos Entrelaçadas” e é uma bela mostra da sensibilidade do artista. A expo foi dividida por ano, mas infelizmente, não tinha espaço suficiente para as quase cinco mil obras de Portinari.

Além dessa obra, ainda vimos desenhos de animais, num processo completo. Os primeiros esboços, e os desenhos separados, até chegar à obra final. Incrível, pois podemos acompanhar o crescimento da obra, desde os primeiros traços.

Uma das sessões mais impressionantes, além das obras, era a sessão onde haviam objetos pessoais do próprio Portinari. Pincéis, tintas, e até os óculos dele estavam à mostra.

A exposição leva esse nome por causa de parte da obra de Portinari, onde ele mostra sua visão sobre a Guerra e sobre a Paz. As obras são incríveis e eu diria indescritíveis.

E para os fãs de arte, ainda tem um pequeno merchandising no prédio Biblioteca, onde encontramos canecas e corretinhas com as obras do artista. Sendo assim, vale muito a pena colar e curtir.

A expo começou em 7 de fevereiro e vai até 21 de abril. Vai de terça à domingo, das 09h as 18h. Maiores informações: 3823.4671 ou pelo e-mail: educativo@portinari.org.br. Visitas guiadas apenas para escolas, mas de acordo com o site do Memorial, as mesmas estão suspensas, por provável demanda alta.

Local: Fundação Memorial da América Latina – Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, nos seguintes espaços: Salão de Atos, Galeria Marta Traba e Biblioteca Latino-americana Victor Civita.

Entrada: São Paulo Free!

Spinelli Détachez.

Semana da Arte Moderna.

Com cada dia da semana tendo um assunto específico, a Semana da Arte Moderna, ou Semana de 22, teve sua primeira edição em 13, 15 e 17 de feveeiro de 1922.

Seguindo como uma inovação do movimento de arte, a Semana da Arte Moderna abriu portas para um novo conceito de arte. A semana em si, foi um evento onde novas ideias nacionalistas, em busca de um estilo próprio e inovador, foram se mostrando e levando à pessoas “leigas” a oportunidade de conhecer a arte de uma forma diferente.

Lembrando que quando falamos em arte, estamos falando de todas as formas de arte: pintura, poesia, escultura, música e literatura.

No início, o evento não tinha um programa definido. A coisa toda foi feita meio que “nas coxas”, já que tudo no evento era novo, e o desejo de sentir os gostos das novidades da forma mais intensa que fosse estava latente em todos que deram vida ao movimento.

Artistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Tarsila do Amaral, entre outros, tiveram participação na edição inicial. E como não poderia ser diferente, em 2012, o evento toma formas e vida na cidade de São Paulo.

O evento está comemorando 90 anos, e não poderia ser diferente, que a cidade de São Paulo recebesse o evento com uma grande festa. Mais uma vez, o Teatro Municipal abre suas portas e recebe o evento.

Pessoas que estão ligadas de alguma forma direta à arte, ou apenas curiosos podem visitar e interagir com outras pessoas, no evento que vai ter sua finalização em 17 de fevereiro.

Então vale à pena conferir, porque tem de tudo. E assim, fica mais uma dica da cidade que “Não Quer Ser Cinza”.

Spinelli Détachez.

Verão Revolução 2012

O evento de nome deste post, teve sua primeira edição em São Paulo, no verão de 2011. Com duração de três meses, o mesmo teve início em 01/01/2011 e fim em 31/03/2011. Ao lado de Adriano Pacianotto, Nenê Altro, vocalista do Dance Of Days, deu vida à uma ideia brilhante: mostrar que todos juntos
temos força e que “se não podemos dançar, não é nossa revolução”.

O evento visa abrir portas à bandas independentes, para que possam mostrar seu trabalho como musicos e o trabalho de divulgação que investem mais que suas vidas. De acordo com o blog oficial, o evento é um levante livre e simultâneo de diversos indivíduos, bandas, coletivos, interessados em resgatar
o espírito ativo da cena independente.

Dando valor ao trabalho árduo de bandas que tentam seu lugar ao sol, a parceria tem dado certo e em 01/01/2012 a segunda edição do Verão Revolução teve seu início, por várias cidades de São Paulo, e assim como na primeira edição, o fim será em 31/03/2012. O evento cresceu consideravelmente desde sua primeira edição, e muitas outras bandas aderiram à causa unindo-se em prol de uma ideia única.

Tanto que, as apresentações não acontecem apenas em São Paulo, podendo eu dar como exemplo o Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Segue então uma entrevista do próprio Nenê Altro para o Catraca Livre, falando sobre o evento e também o endereço do blog oficial.

Este é o tempo, esta é a nossa vez. Crianças do campo o mundo é de vocês!

1 – O Verão Revolução busca o resgate do espírito da cena independente nos dias atuais. Qual sua opinião sobre os novos nomes do circuito alternativo e a principal diferença de hoje para o início da sua carreira? Comparando a trajetória do Dance of Days, por exemplo.

Na verdade a proposta inicial do Verão Revolução sempre foi a de resgatar o espírito da cena independente que já existia por aqui nos anos 80 e 90. O intercâmbio entre bandas, o auxílio mútuo, a cooperação. Nessas duas décadas o “faça você mesmo” manteve uma cena crescente e naturalmente mais estruturada, pois as pessoas tinham bandas, zines, queriam que a coisa vivesse e progredisse, e tudo baseado na força das cenas locais.

Os anos 2000 foram marcados pela gradual substituição do “faça você mesmo” pelo “cada um por si”, o que culminou no que temos hoje, onde as bandas que mantiveram a essência foram consideradas “antigas” e colocadas em segundo plano e o que se afirmou como “independente” nada mais foi do que um mini mainstream, onde há uma busca desenfreada por sucesso, holofotes e praticamente nenhuma ideologia no trabalho das bandas.O Dance of Days vem dos anos 90, e, na verdade, todos nós da banda estamos na cena e tivemos banda desde muito antes disso. Vimos tudo acontecer e, por muitas vezes, o entusiasmo cegar histericamente a razão por toda nossa volta.

Com a chegada dos grandes festivais de hardcore, por exemplo, deu-se a ideia de que a cena estava atingindo um nível maior, se ampliando, e realmente estaria se a coisa não começasse paralelamente a migração de algumas bandas para as rádios e ao mainstream. Com isso se propagou o senso de que isso não era uma opção, uma escolha de cada banda, e sim um “caminho” a ser seguido. Na época parecia algo inocente, pois as pessoas ainda tinham opiniões, concordavam ou discordavam, haviam debates, zines, etc. O que não havia como imaginar seriam os efeitos desse “caminho” 10 anos depois na cena independente.

Se você me perguntar sobre os “grandes nomes” do circuito alternativo eu não vou saber dizer. Desconheço a maioria. Eu reconheço uma boa banda independente mais por seus membros do que por sua música. Se os caras da banda participam da cena, organizam eventos, fazem intercâmbio, entendem que o independente é isso, é participação, compartilhar, auxílio mútuo, eu apoio e acompanho. Agora se a banda mal sai das fraldas e já tem produtor tem algo errado aí. Veja bem eu não sou contra os grandes festivais, não sou contra a banda ter uma boa estrutura para um show e ser valorizada, receber um cachê que a possibilite ficar na estrada e se manter. Isso acontecia já, com dezenas de bandas, principalmente com as que iniciaram tudo na explosão punk dos anos 80. O que eu sou contra é que as pessoas vejam no independente um meio e não um fim.

2 – Qual o objetivo do projeto ? A ideia foi inspirada em algum outro festival semelhante?

O objetivo é o de fortalecer localmente o espírito original do “faça-você-mesmo”. E o sentimento de coletividade entre cenas locais, através do intercâmbio entre essas cenas. E que se faça saber e se espelhe aos quatro cantos que isso não tem uma centralização, que não há um “grupo verão revolução”, pois o objetivo sempre foi o da disseminação da ideia e da atitude, para que seja absolutamente livre e fora de controle. Afinal os grupos tem mais problemas com corrupção e desvios de caminho do que as idéias. Das idéias sempre vão ter os que mantém acesa sua chama original. E é essa chama que já
reacendemos com todos esses eventos surgindo e pessoas se mobilizando por todo país. E que não seja apenas um verão, mas que seja contínuo.

O nome foi uma brincadeira com o “Revolution Summer” dos anos 80 de Washington DC mas a inspiração foi na própria cena nacional que teve seu crescimento interrompido nos anos 2000. Hoje o que mais se escuta por aí ou é que o independente “já era” ou coisas tipo “como era boa a nossa época” e todo esse bla bla bla.

O verão revolução veio em resposta a tudo isso, e por isso veio de maneira tão
forte e por todos os lados do país. Se você “sente falta” de alguma coisa vá a uma biblioteca, a um museu ou fique em casa triste assistindo documentários de uma época que se foi ou que jamais viveu. A revolução está gritando do lado de fora da sua casa e você só não faz parte dela porque não quer. É essa a ideia que está movimentando todas as pessoas envolvidas no levante.

3 – São Paulo floresce destaques na música a cada final de semana e vê surgir uma promissora geração de artistas, acolhendo influências de diferentes culturas do país, do rap ao carimbó, mesclando rock, forró e samba. Qual o papel da cidade neste contexto cultural?

Eu acho que São Paulo, como todas grandes cidades, tem um papel fundamental na preservação do lado “humano” do ser que habita e povoa esse planeta. A cultura é importante sim, para que sejamos mais do que meros produtores de consumo. Seja na música, na poesia, nas artes, as cidades devem ser focos de artistas que se importem com a arte, que saibam que uma andorinha só não faz verão, e que fazer arte necessita fundamentalmente do outro lado, que é o de apreciar a arte. E eu acho que os centros humanos são fundamentais nesse intercâmbio, que só tende a enriquecer mais e mais as diferentes expressões artísticas.

O grande papel dos artistas, dos que se importam mesmo com a arte da transformação social, é o de quebrar todo esse esquema jurássico dos “grandes e intocáveis nomes” da arte brasileira, que tiveram sim sua função social e expressão na época mas que se tornaram mais instituições sagradas que
fecharam todas as portas para o novo e o livre com medo de perderem as pernas. A arte não deve serregrada por departamentos, associações, escritórios contábeis ou cabides de corrupção que mais dificultam do que auxiliam o músico, principalmente. E o artista deve parar de ter medo desses tigres de seda e ignorá-los cada vez mais até que sejam apenas imagens ilustrativas de um passado tolo.

E mais uma vez, eu não estou dizendo que não se deva valorizar o trabalho de um músico, que sua arte não deva ser reconhecida e que viver de sua arte não seja algo digno. Eu só digo que uma associação de músicos deveria favorecer o músico, não burocratizar sua existência, que uma entidade que diz defender direitos autorais deva estar a favor da música e não se preocupar em fechar e
embargar eventos de bandas pequenas realizados em bairros pobres.

A cidade está aí, os artistas estão aí e sem o “humano” elas não existiriam, não haveria quem cantasse sobre uma paixão numa lanchonete boêmia ou sobre as vidas e problemas dos menores nas ruas. E São Paulo, por ser uma das maiores metrópoles do país, tem um papel hiper fundamental que é o de deixar a arte respirar e não apenas “permitir” que exista.

4 – Além da música, o evento propõe também a realização de feiras, oficinas e outras atividades relacionadas ao cenário independente. Como convergem música e as artes neste contexto? E o que elas podem oferecer para a sociedade?

Na cena independente nacional os zines, grupos ativistas, ongs culturais, sempre conviveram lado a lado com as bandas, shows, intercâmbios. Tudo isso é o que realmente possibilitou a qualquer pessoa estar inserida no contexto, mesmo que não esteja em uma banda, pelo simples fato de se sentir parte de tudo que acontece. A ideia de que os focos do Verão Revolução devam propagar esse sentimento e abrir espaço para todas essas formas de expressão é a de ir contra a corrente do “pague seu ingresso, assista o show de maneira comportada e vá pra casa” que se arrastou na última década.

A sociedade só tem a ganhar com isso através da fortificação dos valores individuais. A ideia do Verão Revolução é a de que a mudança não está em um grupo, em um evento, em uma atividade coletiva, mas em cada um, e que se cada um não tiver isso dentro de si todas as outras coisas perdem o sentido. Participe. Mas não porque “tem” que participar, mas porque faz sentido para você. Não há problema algum em escolher outro rumo para sua vida ou em se importar com outras coisas. Mas se ESSE AQUI é o seu mundo faça parte dele! Seja com uma banda, com um zine, com um poema, com uma oficina em que possa ensinar algo. Não é que o espírito precisa de você; VOCÊ é o espírito.

Spinelli Détachez.

Campus Party 2012.

Por @doracelestino

Dora (@doracelestino) mais uma vez escrevendo aqui pra vocês, mas dessa vez com um tema dferente do post anterior, vou falar de um evento que acontece pela 5ª vez no Brasil, tendo como sede sempre o estado de São Paulo.

Como a Nanda (@Detachez) diz eu sou a ‘nerdizinha’ do blog, mas pra falar a
verdade estou mais a metida a nerd do que uma nerd propriamente dita.

Eu não poderia deixar de escrever para vocês sobre o Campus Party, evento que está ocorrendo pela 5ª vez em nosso país, e na nossa cidade cinza, evento esse que visa manter conectados 24 horas por dias durante 7 dias no ano as pessoas envolvidas no mundo tecnologicos de programadores a blogueiros, de gamers a pessoas envolvidas em social midia, integrando eles num grande campus de interação (sim, nerds interagem) onde é possivel ver palestras, debates e ver alguns workshops com o intuito de melhor seu conhecimento na sua area bem como em areas que você tenha algum interesse/curiosidade.

O enfoque é super amplo, você tem um leque de areas na qual pode visitar e conhecer mais, elas abrangem a inovação tecnológica e entretenimento eletrônico , com ênfase na livre software , programação , astronomia , mídias sociais , jogos , tecnologia verde , robótica , redes de segurança e modelagem computacional.

Como desde de seu inicio em 1197 na Espanha, seu objetivo declarado é o
de reunir os melhores talentos em áreas sobre tecnologia e Internet para compartilhar experiências e inovar para um “amanhã melhor”. Cada ano o Campus traz uma novidade e personalidades importantes no campo tecnológico para participar de mesas redondas, debates e demais atividades do evento, em orderm cronológica o Campus Party já teve como convidados especiais em:

2008:
– Jonh Maddog Hall é um defensor histórico do software livre no mundo, presidente e diretor executivo da Linux International.

– Marcos Pontes é tenente-coronel da Força Aerea Brasileira, o primeiro e ínico brasileiro membro do famoso programa de treinamento de astronautas da NASA, que em 2006, viajou ao espaço alcançando a Estação Espacial Internacional a bordo de um Soyuz TMA-8.

– Steven Johnson é um escritor norte-americano voltado à área de divulgações científicas, que já trabalhou como colunista em revistas como Discovery e Wired, sendo um dos sócios fundadores da ezine Feed, em 1995. Desde o ano de 2006 dirige a comunidade Outside-in.

2009:
– Demi Getschko possui graduação, mestrado e doutorado em engenharia eletrônica pela Universidade de São Paulo, fez parte da equipe que estabeleceu a primeira conexão de Internet no Brasil, um membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil desde 1995, serve como contato administrativo para o .br desde 1989; também desempenhou um papel fundamental na definição da árvore do DNS brasileiro e na definição das normas que regem o registro dentro do país.

– Tim Berners-Lee é APENAS um dos pais da Internet, ele é criador da World Wide Web, conhecida também como WWW, abriu a Campus Party Brasil 2009.

2010:
– Kevin Mitnick é considerado um especialista controverso da vulnerabilidade dos sistemas operacionais e demais ferramentas de comunicações. A palestra que ele ministrou no evento, a “THE ART OF DECEPTION: você pode ser invadido?” refletia a perspectiva que o hacker mais famoso do mundo tem sobre a ameça que paira sobre a engenharia social, um tipo de ataque altamente efetivo que potencializa a participação do elemento humano na segurança corporativa.

– Marcos Galperin é o fundador do Mercado Livre.com.

– Scott Goodstein foi um dos pilares da campanha 2.0 de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos. Falou sobre a importância do efeito das redes sociais nas estratégias de comunicação, além da tendência de utilizar dispositivos móveis dentro desta.

2011:
– Al Gore ex-vice presidente norte-americano, veio participar para dividir o palco com Tim-Berners Lee (criador do WWW) , emonde num encontro inedito eles discurtiram sobre os primeiros passos da nossa tão conhecida e amada internet, como também fazer reflexões sobre o futuro da mesma.

– Ben Hammersley editor especial da revista Wired, que é uma revista especializada em tecnologia e toda a sua influencia em vários campos das nossas vidas, como cultura, politica.

– Steve Wozniak co-fundador da Apple, teve sua participação com o foco de ser uma oportunidade dos campuseiros terem o prazer de conhecer um pouco mais sobre os segredos e descobrirem curiosidades a respeito do desenvolvimento tecnológico ao longo de todos esses anos.

Esse ano não poderia ser diferente, o Campus traz como participantes:

– Sugata Mitra, que é pesquisador e professor, considerado um dos maiores estudiosos da tecnologia educacional.

– Michio Kaku, conhecido como o “físico do impossível”, é, hoje, o principal porta-voz da física teórica no mundo.

– Vince Gerardis é co-fundador da Created By, que representa grandes nomes da literatura em ficção científica, fantasia e terror, no seu curriculo ele traz trabalhos de peso como o filme Jumper e a adaptação dos livros de George R R Martin, a série que vem tomando conta do mundo Game Of Thrones.

Na edição de 2011 tive a oportunidade de ir a area de exposição que é aberta ao publico e confesso que fiquei muito boba com toda aquela tecnologia que estava diante dos meu olhos, claro que não se compara nem a metade de toda a maravilha tecnológica que os campuseiros (nome dado as pessoas que ficam acampadas no evento) tem acesso na arena do evento, que é exclusiva para os campuseiros e convidados.

Para quem é nerd, geek, viciado em tecnologia ou apenas um curioso, o Campus Party é um prato cheio pra conhecer coisas novas que podem virar tendencia e também aprender mais sobre o que já está rolando nesse mundo que a gente conhece como internet, afinal tecnologia é um mundo infinito pra quem tem sede de aprender.

Para conhecer mais sobre o evento e sobre o que vai rolar esse ano, n?o deixe de acessar o site do evento:

http://www.campus-party.com.br/2012/index.html

 

Edição de Spinelli Détachez.