Fractius.

Por @Detachez

SPNQSC: Antes de mais nada, vamos tentar entender o nome da banda, Fractius, até onde eu tinha conhecimento, é o nome de criaturas existentes em cartas do jogo mundial Magic The Gathering. É daí que vem o nome da banda?

Renato: Realmente o nome da banda veio deste jogo de cartas o Magic, a princípio o nome “Fractius” era apenas por que soava interessante pra uma banda, porém depois ao pesquisar vi que a história por trás também era interessante.

As criaturas mitológicas “Fractius” são seres que se fortalecem quando estão lutando juntos, cada um transmitindo energia uns aos outros. Vejo isso na gente, quando subimos no palco e em relação ao público também… É como se existissem um monte de Fractius lutando pelo mesmo objetivo no momento!!!

SPNQSC: Vi vocês tocarem na Virada Cultural este ano, e fiquei encantada com o entrosamento da banda entre si com o público. Esta foi a primeira apresentação “grande” que vocês fizeram desde o inicio da banda?

Renato: Bom, fizemos algumas apresentações “grandes” no decorrer destes 4 anos de banda, como foi o dia mundial do rock em 2009 na Led Slay onde um público aproximadamente de 1500 pessoas lotaram o local.

Também tocamos no aniversário do Motoclube Kaiowas em Leme onde passaram por la mais de 3mil pessoas de diversos motoclubes do Brasil e um que teve grande repercussão para nós foi tocar na ExpoMusic2010, tínhamos um público de 600 pessoas mas tocar la foi um desafio, sem nenhum contato e disputando com mais de 400 bandas, na ocasião, conseguimos este feito, mas de todos estes o show da virada cultural foi de longe o melhor show que fizemos, com muita energia uma festa fantástica e por dados que obtivemos mais de 9mil pessoas passaram pelo nosso show, foi fantástico.

SPNQSC: No site de vocês, na sessão que conta um pouco sobre a banda, existe a informação de que vocês “conquistam mais fãs pela fidelidade ao som da banda Deep Purple”. Como é fazer cover de uma das melhores bandas clássicas de todos os tempos?

Renato: É realmente difícil, pois fãs são difíceis de “conquistar”, o Deep Purple conseguiu fazer isso com todas as suas formações e nós tentamos resgatar um pouco de tudo isso fazendo uma mescla de sons “ao vivo” com sons de estúdio timbres de um ou outro músico, e isso nos diferencia, pois muitos por exemplo esperam um guitarrista com uma fender tocando igual ao Blackmore ou um baixista como Roger Glover, e nós tentamos unir tudo para agradar a todos, as vezes Blackmore as vezes Steve Morse, sempre tentando manter as origens das músicas.

SPNQSC: Ainda sobre o cover de Deep Purple, geralmente, vemos bandas cover que se caracterizam com os integrantes da banda original. E a olhar pela maioria dos integrantes, vemos que a Fractius não segue este tipo de padrão. O que mais instiga aos integrantes serem vocês mesmos e fazer som de outra banda?

Renato: Nosso real intuito com a banda não é copiar e sim homenagear uma das bandas que fizeram nossa cabeça e ainda fazem, portanto não queremos ser iguais, queremos tocar Deep Purple mas soando como nós mesmos porque gostamos de tocar Deep Purple do nosso jeito por isso tambem não nos intitulamos COVER e sempre carregamos o Tributo no nome.

Muitas pessoas já nos perguntaram “porque não usa uma Fender” ou mesmo “porque a banda soa tão pesado em algumas músicas”, mas o que queremos é sempre nos divertir, tocar uma boa música sempre com profissionalismos e deixar a galera ter uma noite boa.

SPNQSC: Vocês são bons músicos e tem presença de palco, a julgar pela apresentação da Virada Cultural, na qual o Diego foi a grande revelação, (em minha opinião, claro), arregaçando nos vocais, dando o calor maior ao público. Vocês não tem planos para trabalhar em músicas próprias?

Renato: Realmente ja pensamos nisso algumas vezes, com exceção do nosso baterista Felipe que vive de música – ele é professor de bateria – o trabalho com música não é nosso foco hoje, nós temos outros empregos durante a semana não vivemos de música, por esse motivo achamos que o Deep Purple é o suficiente para nós, pois nos encontramos viajamos e nos divertimos, lógico que vontade não falta acho que todos gostaríamos de pelo menos gravar umas músicas para guardar, mas nossos empregos e projetos futuros ainda não nos permitem isso.

SPNQSC: Comentem sobre como tudo começou.

Renato: A um bom tempo, por volta de 2005, se me recordo bem, conheci Mario Maia (baterista) por um site na internet, da mesma maneira encontramos Erick (Vocal) Humberto (baixista) e assim começamos o que seria a banda Fractius, porém nesta época tocávamos tudo aquilo que curtiamos como, Metallica, Iron Maidem, Megadeth, Pantera, Pink Floyd e Deep Purple, chegamos a fazer 3 shows desta maneira no Blackmore e percebemos que a resposta do público ao tocarmos Deep Purple foi grande com relação ao restante das músicas, e com o aumento de espaço para bandas covers decidimos nos tornar a Fractius-Deep Purple Tribute.

Foi onde nosso tecladista André Mietto entrou para a banda, diga-se de passagem que ele adentrou-se apenas 1 semana antes do nosso primeiro show que ocorreu na Led Slay 30/04/2008. Após esses anos todos muita coisa aconteceu, Humberto deixou a banda para entrada de Biel Astolfi (nosso pequeno Glenn Hughes) Mário Maia tambem deixou a banda para entrada de Felipe Abdala e Érick deixou a banda para entrada de Moacir que depois tambem viria a sair deixando o posto para o Diego.

Conheci o Diego cantando em uma banda cover de Bon Jovi a Wild Pussy, e quando perdemos nosso vocalista lembrei que tinha visto ele cantando e procurei seu contato, felizmente pra nós ele cantou e gostou e nós tambem adoramos, o Biel ja foi um pouco diferente, pois ele na realidade é baterista, montei uma banda de som próprio com ele e depois de um tempo foi onde descobri que ele além de tocar bateria gostava muito de, cantar e tocar baixo e quando surgiu a oportunidade o convidei para o teste, e assim formou-se a banda que temos hoje.

Felizmente hoje temos uma banda que corresponde muito bem e acima de tudo somos bons amigos o que nos ajuda em muito.
Diego Fioroto – Vocals
André Mietto – Teclados
Biel Astolfi – Baixo e Backing Vocals
Renato Estevam – Guitarra
Felipe Abdala – Bateria

SPNQSC: Vocês já tem uma certa bagagem de vida na carreira musical. Todos vocês são de São Paulo? Como foi o convite da Prefeitura de São Paulo para que vocês tocassem na Virada Cultural?

Renato: Todos moramos em São Paulo, cada um de uma região, Pirituba, Penha, Mooca, Campo Belo e jardim aeroporto. Foi inesperado este convite, pois todos os anos eu me inscrevia no programa da prefeitura para tocarmos, porém nunca obtive resposta, e no ano que eu simplesmente deixei de lado acabei que recebendo um e-mail do pessoal do Shopping Light que gostariam de montar um show com covers, foi repentino nem esperávamos e foi espetacular.

SPNQSC: Nesses 6 anos de banda, o que mais mudou? Onde vocês acham que mais amadureceram?

Renato: Após esses anos todos podemos ver que uma banda não é simplesmente “ir la tocar uma música pra galera” todo o bastidor e o processo para ter uma banda boa requer outras aptidões, como por exemplo um bom relacionamento interpessoal, creio que conviver com uma banda desenvolve muito o lado pessoal de uma pessoa, por exemplo posso sitar a mim, eu era extremamente tímido, tocar me fez mudar muito e isso foi bom até para minha vida profissional, pois desenvolvi um lado muito mais carismático que eu não possuía, saber falar com as pessoas, saber manter relacionamentos duradouros e creio que como funcionou pra mim pra todos devem ter dito seus efeitos, o aumento de responsabilidades ajuda muito, pois montar uma banda e ir tocar não é tão simples quanto parece, necessita tempo, planejamento, estudo para ninguém sair perdendo e tudo isso você acaba aprendendo a fazer sozinho e leva pra vida toda.

SPNQSC: Gostaria de deixar claro que acho que todos na banda tem seus méritos. Como é o trabalho em equipe? Nos contem sobre as discussões e coisas engraçadas que já aconteceram
tanto para resolver algum show, quanto em viagens.

Renato: Como mencionei anteriormente somos bons amigos, viajamos juntos vamos na casa um do outro para jogar poker ou comer alguma coisa, mas nem sempre tudo é lindo neh? como qualquer relacionamento, existem brigas, a maioria delas se resolvem rapidamente e algumas duram um pouco mais de tempo e nessas foram onde alguns integrantes da banda acabaram por deixa-la.
Melhor falar de coisas boas e engraçadas não? Ja tivemos situações onde um bêbado subiu no palco tirou o microfone da mão do Diego e começou a cantar Mistreated, simplesmente a musica favorita do Diego, ele acabou o show bem tenso, mas depois saímos rindo daquilo.

Fazemos muitos shows no interior de São Paulo e nessas viagens procuramos rir muito, nos divertimos desde a montagem dos equipamentos na van até na parada para comer algo na estrada, certa vez André e eu demoramos para sair do restaurante e o motorista da van ficou dando círculos no local que estávamos escondendo a van, como se esconde uma van eu não sei, mas que eles conseguiram deixar a gente preocupado eles conseguiram.

E talvez nossa viagem mais legal tenha sido quando fomos para Itajaí em Santa Catarina, tocamos em um Pub chamado Greenwich, foi uma viagem de onibus de aproximadamente 10h, foi uma viagem cansativa mas rimos muito no caminho, jogamos jogos dentro do onibus, tiramos diversas fotos e chegando no local fomos muito bem recebidos, com jantar maravilhoso, um camarim que possuia mesa de sinuca, academia, TV de LED, bar, mesa de ping pong e uma vista para o Mar, foi uma das melhores viagens na minha opinião.

SPNQSC: Gostaria muito de agradecer a participação de vocês. Espero que tudo dê certo, e ficarei na torcida, para quem sabe vê-los tocar de novo. Deixem uma mensagem para os nossos leitores e todos os links para contato com a banda. Sintam-se à vontade para colocar links pessoais, se preferirem. Muito obrigada.

Renato: Nós agradecemos muito o convite, gostamos muito das perguntas e foi um prazer participar de seu blog. Com certeza terão muitos shows onde você poderá ir e por favor venha nos conhecer em algum show.
Gostaríamos de agradecer a todos que nos seguem no facebook, que nos deixam comentários, dicas, apoio etc, nós gostamos muito de interagir com o público, saber suas opiniões, receber elogios e críticas. Espero que todos continuem curtindo nosso som, pois fazemos isso com vontade porque realmente gostamos de fazer um bom som e de uma ótima banda, nosso muito obrigado a todos.

Aqui nossos links:
Site – www.deeppurpletribute.com.br
Sound Cloud – www.soundcloud.com/fractius

Fotos retiradas do site oficial e da perfil da banda no Facebook.

 

Spinelli Détachez.

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Bullet Bane!

Mais uma do Caio C. [ http://www.facebook.com/nardoniattackcrew?fref=ts ].

A entrevista foi respondida pelo Renan Garcia, baterista do Bullet. Sem delongas: Bullet Bane!

Hoje venho aqui entrevistar uma das bandas que desde a primeira vez que eu ouvi, assim de cara já me identifiquei. Os caras têm boas influências, dentre algumas: Hot Water Music, Reffer, Propaghandi. Antes eram conhecidos como Take Off The Halter, algum tempo depois mudaram o nome para o que conhecemos atualmente como Bullet Bane. Os caras mandam tão bem, que já abriram shows para nomes conhecidos da cena, como: Nofx, No Fun At All, dentre outras.

SPNQSC: Bom, primeiro de tudo obrigado por nos conceder esta entrevista. É uma grande honra estar aqui entrevistando vocês. Qual foi o motivo da mudança de nome da banda? 
Renan: Antes de mais nada, nós que agradecemos pelo espaço dado, a honra é nossa. A mudança do nome ocorreu pois o nome antigo (Take off the halter) tinha um duplo significado, a nossa interpretação era a de “retire o cabresto”, mas em alguns lugares as pessoas entendiam algo como “retire o sutiã”. E pra evitar futuros problemas, resolvemos mudar o nome, e chegamos ao consenso do Bullet Bane. 
SPNQSC: Quando vocês montaram o Take Off The Halter, vocês queriam ser conhecidos como são conhecidos atualmente ou era apenas uma brincadeira de amigos?
Renan: Antes de mais nada, todos nós amamos tocar, e o que está acontecendo é consequencia de muitas coisas. Mas se alguém monta banda pra se tornar “conhecido”, deve repensar logo, o hardcore é muito além do que isso. Nosso objetivo é tocar sempre mais e melhor, e o restante acontece naturalmente.
  
SPNQSC: Vocês foram vencedores da promessa 2011 pelo Best Of Zona Punk. O que isso significou para vocês? E o que mudou depois deste prêmio? 
Renan: Prêmios são legais, porque mostram o quanto seu esforço foi reconhecido. Porém, o prêmio mais importante são as pessoas que a gente conhece em cada lugar, que falam o quanto gostam e se identificam com o nosso som. Esse é o prêmio maior. 
  
SPNQSC: Conte-nos como foi lançar um cd tão aclamado pela crítica e por tantas bandas velhas na cena underground, como foi o lançamento do “New World Broadcast”. 
Renan: O mais gratificante de tudo foi o fato da gente ter se preocupado na hora da composição, gravação, e ter chegado exatamente onde queríamos ter chegado. Fico muito honrado quando pessoas que sempre foram referências pra gente elogiam nosso trabalho, é algo que não tem preço que pague.
 
SPNQSC: Ainda nessa de lançar cd, como foi a gravação do Chumbo? Fazer uma cover em inglês da Plastic Fire e o que vocês acharam da cover que a Plastic Fire fez de vocês. 
Renan: A gravação do split foi de uma forma muita caseira, gravamos tudo em um home studio, e depois enviamos o material para o Gabriel Zander que mixou e masterizou todas as músicas do Split (e também do nosso cd New World Broadcast), o resultado final foi sensacional, ainda mais pelas bandas que se juntaram, pois existe uma amizade muito grande entre todas. E fazer um cover em inglês do Plastic Fire foi algo que saiu naturalmente, a gente queria deixar a música com a nossa cara também, por isso a escolha de passar a letra pro inglês. A versão que eles fizeram da nossa música foi uma surpresa muito boa, curtimos demais a versão. Com eles é sempre jogo ganho e vice-versa.
 
 
SPNQSC: Eu fiquei sabendo pelo facebook, que vocês estavam com um projeto, juntamente com a Vans de fazer um cd em português. Isto é realmente verdade ou é apenas um boato do fãs que ainda pensam em ver vocês em versão nacional?
Renan: É boato. O que aconteceu foi o seguinte: durante o ano de 2011 participamos de uns projetos da Vans junto com a Universidade Metodista, e rolou o convite pra fazer a “música tema” de um evento deles. Fizemos a música em português pro evento, e só. Simples assim.
 
SPNQSC: Como é ser uma banda “nova” na cena underground e já ser aclamada? E ainda por cima ser chamada para abrir shows de bandas com um grande peso na cena, como Nofx, Millencolin, No Fun At All? 
Renan: Essa história de banda “aclamada” é muito relativo, pegamos alguns shows bacanas, pegamos furadas, viajamos bastante, e acho que tudo é consequência de todo um processo que estamos construindo. Com isso tentamos agarrar as oportunidades que vão aparecendo no caminho, e tocar ao lado de bandas ícones na cena é algo que pra gente é muito valioso, um aprendizado enorme.

SPNQSC: Eu como fã da banda, já fui em muitos shows de vocês e percebi que vocês gostam de fazer covers de algumas bandas, tais como Hot Water Music, Reffer entre outras. Qual é a importância dessa banda para vocês? E vocês já pensaram em gravar alguma cover (tirando a do Satanic Surfers que vocês fizeram para um tributo).

Renan: Sem essas bandas talvez o Bullet nem existiria, e tocamos alguns covers de vez em quando como forma de homenagear as bandas que fizeram a gente se encantar por isso. Logo, logo, participaremos do Tributo ao Overlife Inc., banda brasileira, que somos grandes fãs e amigos. O trabalho de lançamento ficará por conta da Balboa Records.
 
SPNQSC: Vocês já estão trabalhando para um novo cd? E esperam que ele seja tão aclamado como o New World Broadcast?
Renan: Estamos começando a juntar algumas ideias pro próximo cd, mas em 2013 começa o processo de compor mesmo, faremos menos shows e nos dedicaremos bastante no processo de composição e gravação do cd. E a repercussão é consequência, o foco principal é a gente pirar no resultado final, pois acredito que os discos é a herança que deixamos no mundo, então não adianta pensar em repercussão, antes de qualquer coisa tem que agradar a nós mesmos. 
  
SPNQSC: Como está a agenda de show de vocês? Faz tempo que eu não vejo um show de vocês aqui por São Paulo. Mas sei que por esses dias, vocês vão abrir o show do Atlas Losing Grip. Como é a sensação de abrir mais um show, para um banda de peso? E como está a agenda de vocês?
Renan: Realmente ficamos um tempo sem tocar em SP, rolou bastante shows em outros estados. Nesse ano de 2012 nós tocamos em todas as regiões do Brasil. Tocar com o Atlas Losing Grip é uma honra, pois admiramos a banda e a ex banda do vocalista (o Satanic Surfers), é uma referência enorme pro 
estilo de som que nós tocamos. É a nossa escola. Nesse mês de novembro, estaremos passando pelo Espírito Santo, Goiânia, Brasilia, e tocaremos em SP capital e outras cidades também (São José dos Campos, Guarulhos). Dezembro deve rolar mais shows na Capital, Baixada Santista, Sorocaba.
 
SPNQSC: Bom, desde já eu agradeço aqui o espaço que vocês nos concederam de fazer lhes algumas perguntas. Boa sorte ai na estrada de vocês. Que ainda rolem muitos shows, muita vibe e muito hardcore. Deixe-nos uma mensagem. 
Renan: Muito obrigado. Quero agradecer ao espaço e ao convite, e pra quem quiser acompanhar nosso trabalho, nossa agenda, adiciona “Bullet Bane” no facebook ou dê like na fan page, e por lá você acompanha nossa agenda de shows, fotos de shows que rolaram, videos, e todas as novidades que vamos colocando pra galera. Abraços!
Bullet Bane

A magia está no ar!


Para os amantes ávidos de Magic The Gathering, venho comunicar uma novidade.

A Livraria Cultura do Conjunto Nacional abre as portas de sua loja Geek.ETC.BR, para uma reunião semanal que acontece todas as terças-feiras a partir das19h, na qual fãs, jogadores, simpatizantes e iniciantes (o que é o meu caso), para partidas e até mesmo troca de cartas.

A única coisa que não é permitida, é a venda de cartas, visto que na própria loja já existem boosters e decks prontos à venda. Incluindo a nova coleção de 2013, que foi lançada em Outubro.

Sendo assim, convido a todos, até mesmo os que não conhecem o jogo, para se emocionarem com as partidas mágicas que rolam.

A reunião ocorre no andar de cima da Geek e acaba as 22h, quando a loja fecha.

Livraria Cultura – Conjunto Nacional.
Av. Paulista, 2073
01311-940 – Bela Vista – São Paulo – SP

Horário de Funcionamento:
Segunda a Sábado – 9h às 22h
Domingos e Feriados – 12h às 20h

Tel.: (11) 3170-4033 / Fax.: (11) 3285-4457

http://www.geek.etc.br/loja/Home.aspx

Spinelli Détachez.

Uma entrevista com Jair Naves.

Depois de tantas “promessas”, finalmente, Jair Naves, por Caio C. [ http://www.facebook.com/nardoniattackcrew?fref=ts ]

SPNQSC: Seu primeiro trabalho solo, o “Araguari”, foi uma transição em ter uma banda veterana na cena underground de São Paulo e passar a ter um trabalho com o seu nome. Como você lida com a carreira solo?

Jair Naves: O fato de eu estar em um projeto que leva o meu nome me dá, antes de qualquer coisa, liberdade. Na época da minha banda anterior eu também trabalhava nessas condições, já que as composições também eram minhas, mas agora eu me sinto ainda mais confortável para experimentar o que eu bem entender em termos de sonoridade, conceitos e temáticas.

SPNQSC: Ainda falando sobre o Araguari. Como foi a ideia de fazer um trabalho com esse nome? O que Araguari (município) significa para ti?

Jair Naves: Quando eu decidi começar uma “carreira solo”, me parecia necessário iniciar essa fase falando sobre algo que fosse muito pessoal, que falasse a respeito das minhas origens. E eu optei por falar da cidade em que meu pai nasceu e cresceu, o lugar onde eu passei alguns dos melhores momentos da minha infância e que tem um valor emocional gigantesco para mim, por representar uma ligação com alguém que eu perdi muito cedo – isso sem contar a coisa toda d’O Caso dos Irmãos Naves, episódio que se passou em Araguari. 

Antes do EP sair, eu tinha o receio de que ninguém se interessaria por um disco que leva o nome de uma cidade do interior de Minas Gerais. Felizmente, não foi bem assim. Acabei descobrindo que muitas pessoas possuem suas “Araguaris” particulares.

SPNQSC: De onde saiu a ideia do nome do novo CD?

Jair Naves: “E você se sente numa cela escura, planejando a sua fuga, cavando o chão com as próprias unhas” são versos de uma das músicas que gravamos nas sessões desse disco, mas que acabaram não entrando no álbum. Mesmo a canção tendo ficado de fora, esse trecho resume muito bem o sentimento de inconformismo e inquietação que caracteriza a maior parte das faixas. E, ao contrário do que uma interpretação apressada desse título possa sugerir, não é uma afirmação pessimista. Pelo contrário, é a constatação de que, por pior que lhe pareça o atual estado da sua vida, você sempre pode transformá-lo.

SPNQSC: Uma coisa bem íntima. Como você compõe suas músicas? Prefere um lugar calmo ou mais agitado?

Jair Naves: Prefiro a calmaria, definitivamente. Não consigo produzir ou mesmo concentrar direito em lugares muito agitados – o que é um problema para alguém que mora em São Paulo.

SPNQSC: Jair, eu sinceramente gostei muito da temática do Araguari, mas o novo cd eu não consigo parar de ouvir, porque eu realmente me identifiquei com muitas letras. Qual é a diferença do Araguari para o E Você Se Sente Numa Cela Escura, Planejando A Sua Fuga, Cavando O Chão Com As Próprias Unhas? Houve um amadurecimento musical?

Jair Naves: Há grandes diferenças entre os dois trabalhos. Antes de qualquer coisa, as temáticas são quase opostas: enquanto “Araguari” é um registro nostálgico, que fala muito sobre o passado, enquanto “E você se sente…” é um disco urgente, sobre o agora e questionamentos sobre o futuro. Além disso, o EP foi um disco feito em um período longo, em que eu toquei boa parte dos instrumentos, ao passo que esse disco novo foi feito num esquema “semi ao vivo” e os arranjos tiveram participação de uma banda das mais talentosas: Renato Ribeiro (guitarra, violão de cordas de nylon e vibrafone), Thiago Babalu (bateria), Alexandre Xavier (piano) e Alexandre Molinari e Adriano Parussulo (baixo).

SPNQSC: Escrevi uma resenha sobre o seu novo CD intitulado “E Você Se Sente Numa Cela Escura, Planejando A Sua Fuga, Cavando O Chão Com As Próprias Unhas”. Jair qual é a principal característica desta nova obra?

Jair Naves: Difícil dizer. As músicas são bem diferentes entre si, as letras falam sobre temas bem diversificados… creio que a principal característica seja a tal urgência que eu ressaltei na resposta anterior. E o fato de ser um disco feito à moda antiga, sem correções de pós-produção, sem auto-tune ou coisas similares. É tudo muito cru, verdadeiro, orgânico, sem maquiagem – o que faz com que o disco tenha certas imperfeições aqui e ali, mas ao menos soa autêntico, o que era minha principal preocupação.

SPNQSC: Pensei que “Um passo por vez” entraria neste cd cheio. Fale um pouco para o pessoal do blog sobre essa letra.

Jair Naves: A princípio entraria sim, mas tivemos tantas músicas novas para esse álbum que não faria sentido incluir uma música já lançada anteriormente. Tivemos que excluir quatro canções inéditas do repertório final. Das antigas, só incluímos “Carmem, todos falam por você” e “Vida com V maiúsculo, vida com v minúsculo” porque essas são das preferidas entre o nosso público e ainda não possuíam registro de estúdio.

SPNQSC: Como eu já havia dito, particularmente gostei muito do novo cd. Como foi o processo de composição das músicas?

Jair Naves: Renato, Babalu e eu passamos o primeiro semestre lapidando as composições e trabalhando nos arranjos. As letras, como de costume, foram finalizadas quando já estávamos em estúdio.

SPNSQC: Umas das musicas que eu mais me identifiquei foi “Maria Lúcia, Santa Cecília e Eu”. Como é a relação entre Jair Naves e Maria Lúcia?

Jair Naves: A melhor possível. A letra já diz tudo, minha mãe realmente é a “minha pessoa preferida”. Fico feliz com o fato de as pessoas gostarem dessa, é uma das mais importantes pra mim – e um presente dos melhores por parte do Alexandre Xavier, o coautor da música.

SPNQSC: Jair, hoje (27 de Outubro), estreou o clipe de “Pronto Para Morrer (O Poder de Uma Mentira Dita Mil Vezes)” na MTV. Qual é a sensação de ter um clipe rolando por ai, para todos assistirem e qual foi a sensação de ver a estréia?

Jair Naves: Ótima! É sempre comovente ver um trabalho pronto e indo a público. Os videoclipes ainda são uma forma muito eficiente de divulgação. Espero conseguir fazer também de outras músicas desse disco.

SPNQSC: Tanto no Ludovic, quanto na sua carreira solo eu percebo que você tem uma energia fantástica no palco. Os shows são libertadores para você, assim como são para o pessoal que está lá assistindo?

Jair Naves: Bom, espero mesmo que as pessoas encarem da mesma forma que você. Realmente há uma liberação de energia enorme nos shows, as apresentações são uma válvula de escape para sentimentos reprimidos. Chega a ser terapêutico. A Louise de Bourgeois sempre é lembrada por ter afirmado que a arte é uma garantia de sanidade. É meio que a relação que eu tenho com os shows.

SPNQSC: Sobraram músicas do processo de criação do novo cd? Já está pensando em lançar singles ou outro cd cheio?

Jair Naves: Sobraram duas músicas gravadas e outras que não foram registradas. Ainda não sei o que será feito desse material, acho mais prudente deixar passar mais um tempo para analisá-lo com o devido distanciamento. A princípio, não deveremos levar a público essas canções, mas nunca se sabe. E ainda é muito cedo para pensar num próximo álbum, mas acredito que seguiremos compondo para que o disco seguinte tenha apenas músicas feitas por essa formação.

SPNQSC: Agora Jair, quais são os próximos planos?

Jair Naves: Levar as músicas desse disco a todos os lugares possíveis. E tocar, muito, em todo lugar que esteja disposto a me receber.

SPNQSC: Obrigado pelo tempo que nos concedeu para esta entrevista Jair.

Jair Naves: Eu que agradeço pelo espaço. Espero que a gente se veja em breve por aí.

[[As duas primeiras fotos são de Daniel Moura, a terceira, eu peguei na página pessoal do Jair no Facebook. A quarta imagem peguei na internet.]]

Spinelli Détachez.

Elvis Experience Brasil.

Em Setembro se deu início a maior exposição feita fora dos Estados Unidos sobre o Rei do Rock, Elvis Presley.

Ambientalizado no Shopping Eldorado, “The Elvis Experience” apresentará mais de 500 itens raros e pessoais, como utensílios, documentos e fotos, a maioria nunca vista fora de Graceland.

Além da exposição, os fãs sul-americanos irão conferir uma experiencia única, a sensação de estar presente em um verdadeiro show ao vivo de Elvis Presley: “Elvis Presley in Concert” será apresentado em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

O público que estiver presente irá assistir algumas das melhores performances de Elvis projetadas em telão de última geração, acompanhadas ao vivo no palco por uma orquestra completa, um time de cantores e músicos que trabalharam junto com Elvis.

Classificação: Livre. Os visitantes terão horários marcados para comparecer à exposição: é possível escolher entre 10h, 11h, 12h e assim por diante, até as 22h. Há horário definido para entrar, mas não para sair; a entrada será permitida apenas para a data e horário do ingresso comprado.

Vendas pelo Ingresso Rápido ou na bilheteria do local.

Para maiores informações acessem o vídeo que é apresentado pelo ator Cássio Reis.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=nmMeLpO19Yc#!

Local: Av. Rebouças, 3.970 | Pinheiros | São Paulo – SP
SAC: 55 (11) 2197-7810
Concierge: 55 (11) 2197-7815
Email: sac.eldorado@shoppingeldorado.com.br

 

Spinelli Détachez.

Curtas sobre São Paulo.

Agora vai! (Será?)

Fernando Haddad é o novo prefeito de São Paulo. O candidato petista bateu o tucano José Serra, e vai comandar nossa amada cidade pelos próximos 4 anos. Entre as principais propostas do candidato, estava a criação do Bilhete Único Mensal, e o fim da taxa do Controlar.

Vale lembrar que Haddad, nas pesquisas encomendadas no primeiro turno, corria sério risco de ficar de fora no segundo turno. Isso porque Serra e o candidato do PRB, Celso Russomano eram os favoritos a assumir o mandato.

Basta torcermos para que Haddad faça uma bela administração de nossa metrópole, e que não dê motivo para dúvidas sobre sua capacidade.

 

MÚSICA

Mudando de assunto, rola nesse final de semana, no Espaço das Américas, na Barra Funda, o WROS Festival. O evento que contará com bandas como Alkaline Trio, Rise Against (que toca nos dois dias), Pennywise e bandas nacionais, como Garage Fuzz e Dead Fish. Ainda há ingressos para os dois dias de festival.

Programem-se, e bom show!

Bruno Rodri

 

Spinelli Détachez.