Fractius.

Por @Detachez

SPNQSC: Antes de mais nada, vamos tentar entender o nome da banda, Fractius, até onde eu tinha conhecimento, é o nome de criaturas existentes em cartas do jogo mundial Magic The Gathering. É daí que vem o nome da banda?

Renato: Realmente o nome da banda veio deste jogo de cartas o Magic, a princípio o nome “Fractius” era apenas por que soava interessante pra uma banda, porém depois ao pesquisar vi que a história por trás também era interessante.

As criaturas mitológicas “Fractius” são seres que se fortalecem quando estão lutando juntos, cada um transmitindo energia uns aos outros. Vejo isso na gente, quando subimos no palco e em relação ao público também… É como se existissem um monte de Fractius lutando pelo mesmo objetivo no momento!!!

SPNQSC: Vi vocês tocarem na Virada Cultural este ano, e fiquei encantada com o entrosamento da banda entre si com o público. Esta foi a primeira apresentação “grande” que vocês fizeram desde o inicio da banda?

Renato: Bom, fizemos algumas apresentações “grandes” no decorrer destes 4 anos de banda, como foi o dia mundial do rock em 2009 na Led Slay onde um público aproximadamente de 1500 pessoas lotaram o local.

Também tocamos no aniversário do Motoclube Kaiowas em Leme onde passaram por la mais de 3mil pessoas de diversos motoclubes do Brasil e um que teve grande repercussão para nós foi tocar na ExpoMusic2010, tínhamos um público de 600 pessoas mas tocar la foi um desafio, sem nenhum contato e disputando com mais de 400 bandas, na ocasião, conseguimos este feito, mas de todos estes o show da virada cultural foi de longe o melhor show que fizemos, com muita energia uma festa fantástica e por dados que obtivemos mais de 9mil pessoas passaram pelo nosso show, foi fantástico.

SPNQSC: No site de vocês, na sessão que conta um pouco sobre a banda, existe a informação de que vocês “conquistam mais fãs pela fidelidade ao som da banda Deep Purple”. Como é fazer cover de uma das melhores bandas clássicas de todos os tempos?

Renato: É realmente difícil, pois fãs são difíceis de “conquistar”, o Deep Purple conseguiu fazer isso com todas as suas formações e nós tentamos resgatar um pouco de tudo isso fazendo uma mescla de sons “ao vivo” com sons de estúdio timbres de um ou outro músico, e isso nos diferencia, pois muitos por exemplo esperam um guitarrista com uma fender tocando igual ao Blackmore ou um baixista como Roger Glover, e nós tentamos unir tudo para agradar a todos, as vezes Blackmore as vezes Steve Morse, sempre tentando manter as origens das músicas.

SPNQSC: Ainda sobre o cover de Deep Purple, geralmente, vemos bandas cover que se caracterizam com os integrantes da banda original. E a olhar pela maioria dos integrantes, vemos que a Fractius não segue este tipo de padrão. O que mais instiga aos integrantes serem vocês mesmos e fazer som de outra banda?

Renato: Nosso real intuito com a banda não é copiar e sim homenagear uma das bandas que fizeram nossa cabeça e ainda fazem, portanto não queremos ser iguais, queremos tocar Deep Purple mas soando como nós mesmos porque gostamos de tocar Deep Purple do nosso jeito por isso tambem não nos intitulamos COVER e sempre carregamos o Tributo no nome.

Muitas pessoas já nos perguntaram “porque não usa uma Fender” ou mesmo “porque a banda soa tão pesado em algumas músicas”, mas o que queremos é sempre nos divertir, tocar uma boa música sempre com profissionalismos e deixar a galera ter uma noite boa.

SPNQSC: Vocês são bons músicos e tem presença de palco, a julgar pela apresentação da Virada Cultural, na qual o Diego foi a grande revelação, (em minha opinião, claro), arregaçando nos vocais, dando o calor maior ao público. Vocês não tem planos para trabalhar em músicas próprias?

Renato: Realmente ja pensamos nisso algumas vezes, com exceção do nosso baterista Felipe que vive de música – ele é professor de bateria – o trabalho com música não é nosso foco hoje, nós temos outros empregos durante a semana não vivemos de música, por esse motivo achamos que o Deep Purple é o suficiente para nós, pois nos encontramos viajamos e nos divertimos, lógico que vontade não falta acho que todos gostaríamos de pelo menos gravar umas músicas para guardar, mas nossos empregos e projetos futuros ainda não nos permitem isso.

SPNQSC: Comentem sobre como tudo começou.

Renato: A um bom tempo, por volta de 2005, se me recordo bem, conheci Mario Maia (baterista) por um site na internet, da mesma maneira encontramos Erick (Vocal) Humberto (baixista) e assim começamos o que seria a banda Fractius, porém nesta época tocávamos tudo aquilo que curtiamos como, Metallica, Iron Maidem, Megadeth, Pantera, Pink Floyd e Deep Purple, chegamos a fazer 3 shows desta maneira no Blackmore e percebemos que a resposta do público ao tocarmos Deep Purple foi grande com relação ao restante das músicas, e com o aumento de espaço para bandas covers decidimos nos tornar a Fractius-Deep Purple Tribute.

Foi onde nosso tecladista André Mietto entrou para a banda, diga-se de passagem que ele adentrou-se apenas 1 semana antes do nosso primeiro show que ocorreu na Led Slay 30/04/2008. Após esses anos todos muita coisa aconteceu, Humberto deixou a banda para entrada de Biel Astolfi (nosso pequeno Glenn Hughes) Mário Maia tambem deixou a banda para entrada de Felipe Abdala e Érick deixou a banda para entrada de Moacir que depois tambem viria a sair deixando o posto para o Diego.

Conheci o Diego cantando em uma banda cover de Bon Jovi a Wild Pussy, e quando perdemos nosso vocalista lembrei que tinha visto ele cantando e procurei seu contato, felizmente pra nós ele cantou e gostou e nós tambem adoramos, o Biel ja foi um pouco diferente, pois ele na realidade é baterista, montei uma banda de som próprio com ele e depois de um tempo foi onde descobri que ele além de tocar bateria gostava muito de, cantar e tocar baixo e quando surgiu a oportunidade o convidei para o teste, e assim formou-se a banda que temos hoje.

Felizmente hoje temos uma banda que corresponde muito bem e acima de tudo somos bons amigos o que nos ajuda em muito.
Diego Fioroto – Vocals
André Mietto – Teclados
Biel Astolfi – Baixo e Backing Vocals
Renato Estevam – Guitarra
Felipe Abdala – Bateria

SPNQSC: Vocês já tem uma certa bagagem de vida na carreira musical. Todos vocês são de São Paulo? Como foi o convite da Prefeitura de São Paulo para que vocês tocassem na Virada Cultural?

Renato: Todos moramos em São Paulo, cada um de uma região, Pirituba, Penha, Mooca, Campo Belo e jardim aeroporto. Foi inesperado este convite, pois todos os anos eu me inscrevia no programa da prefeitura para tocarmos, porém nunca obtive resposta, e no ano que eu simplesmente deixei de lado acabei que recebendo um e-mail do pessoal do Shopping Light que gostariam de montar um show com covers, foi repentino nem esperávamos e foi espetacular.

SPNQSC: Nesses 6 anos de banda, o que mais mudou? Onde vocês acham que mais amadureceram?

Renato: Após esses anos todos podemos ver que uma banda não é simplesmente “ir la tocar uma música pra galera” todo o bastidor e o processo para ter uma banda boa requer outras aptidões, como por exemplo um bom relacionamento interpessoal, creio que conviver com uma banda desenvolve muito o lado pessoal de uma pessoa, por exemplo posso sitar a mim, eu era extremamente tímido, tocar me fez mudar muito e isso foi bom até para minha vida profissional, pois desenvolvi um lado muito mais carismático que eu não possuía, saber falar com as pessoas, saber manter relacionamentos duradouros e creio que como funcionou pra mim pra todos devem ter dito seus efeitos, o aumento de responsabilidades ajuda muito, pois montar uma banda e ir tocar não é tão simples quanto parece, necessita tempo, planejamento, estudo para ninguém sair perdendo e tudo isso você acaba aprendendo a fazer sozinho e leva pra vida toda.

SPNQSC: Gostaria de deixar claro que acho que todos na banda tem seus méritos. Como é o trabalho em equipe? Nos contem sobre as discussões e coisas engraçadas que já aconteceram
tanto para resolver algum show, quanto em viagens.

Renato: Como mencionei anteriormente somos bons amigos, viajamos juntos vamos na casa um do outro para jogar poker ou comer alguma coisa, mas nem sempre tudo é lindo neh? como qualquer relacionamento, existem brigas, a maioria delas se resolvem rapidamente e algumas duram um pouco mais de tempo e nessas foram onde alguns integrantes da banda acabaram por deixa-la.
Melhor falar de coisas boas e engraçadas não? Ja tivemos situações onde um bêbado subiu no palco tirou o microfone da mão do Diego e começou a cantar Mistreated, simplesmente a musica favorita do Diego, ele acabou o show bem tenso, mas depois saímos rindo daquilo.

Fazemos muitos shows no interior de São Paulo e nessas viagens procuramos rir muito, nos divertimos desde a montagem dos equipamentos na van até na parada para comer algo na estrada, certa vez André e eu demoramos para sair do restaurante e o motorista da van ficou dando círculos no local que estávamos escondendo a van, como se esconde uma van eu não sei, mas que eles conseguiram deixar a gente preocupado eles conseguiram.

E talvez nossa viagem mais legal tenha sido quando fomos para Itajaí em Santa Catarina, tocamos em um Pub chamado Greenwich, foi uma viagem de onibus de aproximadamente 10h, foi uma viagem cansativa mas rimos muito no caminho, jogamos jogos dentro do onibus, tiramos diversas fotos e chegando no local fomos muito bem recebidos, com jantar maravilhoso, um camarim que possuia mesa de sinuca, academia, TV de LED, bar, mesa de ping pong e uma vista para o Mar, foi uma das melhores viagens na minha opinião.

SPNQSC: Gostaria muito de agradecer a participação de vocês. Espero que tudo dê certo, e ficarei na torcida, para quem sabe vê-los tocar de novo. Deixem uma mensagem para os nossos leitores e todos os links para contato com a banda. Sintam-se à vontade para colocar links pessoais, se preferirem. Muito obrigada.

Renato: Nós agradecemos muito o convite, gostamos muito das perguntas e foi um prazer participar de seu blog. Com certeza terão muitos shows onde você poderá ir e por favor venha nos conhecer em algum show.
Gostaríamos de agradecer a todos que nos seguem no facebook, que nos deixam comentários, dicas, apoio etc, nós gostamos muito de interagir com o público, saber suas opiniões, receber elogios e críticas. Espero que todos continuem curtindo nosso som, pois fazemos isso com vontade porque realmente gostamos de fazer um bom som e de uma ótima banda, nosso muito obrigado a todos.

Aqui nossos links:
Site – www.deeppurpletribute.com.br
Sound Cloud – www.soundcloud.com/fractius

Fotos retiradas do site oficial e da perfil da banda no Facebook.

 

Spinelli Détachez.

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