A nova Coluna de Música!

Todos já devem ter reparado que a Coluna de Música mudou né? E mudou para melhor minha gente. Com a saída do antigo escritor, venho com orgulho apresentar o Bruno Rodrigues ( @BrunoRodri_ ), que todos já conhecem,  como o novo “dono” da coluna. Mereceu, pois sempre se empenhou e compreendeu a ideia do blog, e sempre esteve presente, mesmo que ultimamente sua presença tenha sido esporádica. Sem mais mimimi’s, Bruno, meus parabéns. A Coluna de Música agora é sua. :*

 

CENA NACIONAL

Olá leitores. Peço desculpas pelo atraso no texto (era para ter saído ontem) e pelo tamanho diminuto do post. Rotina de trabalho não me deixou preparar algo melhor. Prometo mudar.

Mas enfim, estive analisando o conteúdo da minha biblioteca essa semana, e reparei que tenho muita, mas muita banda nacional no meu HD.

Sempre fui obcecado em conhecer novas bandas, artistas, etc. Mas se tratando de música nacional, a obsessão dobra, triplica.

Vou colocar aqui algumas bandas nacionais que conheci recentemente, e que achei bem legal.

SELVAGENS A PROCURA DE LEI

Selvagens a Procura da Lei

Selvagens a Procura da Lei

Ouvi uma música dos caras na 89, e cacei por um trecho da letra. Segue o link do vídeo no Youtube e a Fanpage no Facebook.

https://www.facebook.com/sapdl

COYOTES CALIFORNIA

Coyotes California

Coyotes California

Banda paulista, lançou recentemente seu primeiro álbum, chamado “Hello Fellas”. Conta com influências de bandas como o Red Hot Chilli Peppers, e tem um groove chapado nas músicas. Abaixo, o clipe de “O Poder”.

https://www.facebook.com/coyotescalifornia

DEFAKTO

Dekafto de Fato

Dekafto de Fato

Banda de Santo André, também tem sido presença na 89. Aqui vai um pouco de puxa-saquismo, já que sou amigo do vocalista da banda, Jerê. Os caras vão lançar um EP, e estão soltando em pílulas as músicas que farão parte do trabalho no canal deles no Youtube. A minha favorita, que escolhi para o post, é “O tempo vai curar”.

https://www.facebook.com/defaktorock

E é isso, por enquanto. Toda sexta teremos algo falando sobre música aqui no SPNQSC. E talvez tenhamos mais bandas nacionais (ou gringas) sendo colocadas aqui.

 

Edição por Spinelli Détachez.

Rapidinhas em SP.

Após a Revolução do Passe Livre, vamos desbaratinar o clima com algumas exposições e teatro. O Centro Cultural Banco do Brasil sempre está com suas portas abertas, trazendo inovação e emoção para todos que passam por lá.

Brasil tela para todos – Perspectivas contemporâneas

Brasil tela para todos - Perspectivas contemporâneas

Brasil tela para todos – Perspectivas contemporâneas

O programa traz, ao longo de 12 meses, um leque variado e representativo de longas-metragens de ficção e documentários nacionais, a cada mês organizados sob uma temática ou gênero distintos, que demonstram a força do cinema brasileiro da atualidade e refletem a diversidade cultural do país.

Abrindo a série, o tema “Cinema Brasileiro Contemporâneo” exibe os filmes Cidade de Deus, de Fernando Meirelles; Santiago, de João Moreira Salles; e O Som ao Redor, de Kléber Mendonça Filho, este com legendas em inglês.

30/06 – domingo
14h – Cidade de Deus (Cor | 35 mm | 130 min. | 16 anos)
16h30 – Santiago (P&B | 35 mm | 80 min. | livre)
18h – O Som ao Redor (Cor | 35 mm | 131 min. | 16 anos | legendas em inglês).
Inteira: $6, meia $3.

Geração Praça Moscou: O cinema húngaro contemporâneo

Geração Praça Moscou - O Cinema Húngaro Contemporâneo

Geração Praça Moscou – O Cinema Húngaro Contemporâneo

A mostra lança um olhar sobre a nova produção cinematográfica da Hungria com a exibição de 16 filmes. O termo “Geração Praça Moscou” foi utilizado pela crítica para designar o conjunto de jovens cineastas que estiveram presentes no Festival de Cannes em 2010, quando se pôde observar uma forte representatividade do cinema húngaro. Suas obras têm circulado entre os principais festivais internacionais apresentando um olhar característico da geração pós-comunista do Leste Europeu.

Dentre os títulos exibidos destacam-se Praça Moscou, de Ferenc Török, A Canção dos Loucos, de Csaba Bereczki, e Palma Branca de Szabolcs Hajdu.

A programação também conta com debate, aberto ao público, com o diretor Csaba Bereczki.

De terça à domingo, das 09h às 21h.

Inteira $4, meia $2.

Vingança, o Musical

Vingança - O Musical.

Vingança – O Musical.

Musical de Anna Toledo, com direção geral de André Dias e direção musical de Guilherme Terra, inspirado nas canções e crônicas do gaúcho Lupicínio Rodrigues, falecido em 1974, um dos mais profícuos e populares compositores brasileiros de todos os tempos. A ação se passa nos anos de 1950, no sul do Brasil, e tem como pano de fundo a vida boêmia de um cabaré. O enredo narra a história de três triângulos amorosos, onde um boêmio de vida dupla quer manter a esposa e as amantes, mas nada sai como o planejado quando ele se envolve com uma mulher fatal.

Elenco: Ana Carol Machado, Andrea Marquee, Anna Toledo, Jonathas Joba, Luciano Andrey e Sérgio Rufino.

1 Mai a 4 Jul
Local: Teatro | CCBB SP
Horário: Terça, quarta e quinta, às 20.

Inteira $6, meia $3.

E muito mais eventos, na página do CCBB: http://www.bb.com.br/portalbb/home22,128,10161,0,0,1,1.bb?&codigoMenu=9897&codigoMenu=9897

Spinelli Détachez.

#VemPraRua!

É com muito orgulho que venho atualizar o blog com um texto sobre o movimento “Passe Livre”, feito pelo Bruno (@BrunoRodri_). Então, sem demora, #VemPraRua!

Movimento "Passe Livre".

Movimento “Passe Livre”.

 

#VaiPraRua

17 de junho de 2013. Um dia histórico. São Paulo parou.

Depois de muita discussão sobre a truculência da Polícia e sobre os atos de vandalismos nos protestos anteriores, o governo do Estado de São Paulo descartou o uso da Tropa de Choque da Polícia para conter os protestos do Movimento Passe Livre.

Afinal, por que tanto protesto?

No dia 2 de junho de 2013, a tarifa de ônibus, trens e metrô de São Paulo passou de R$3,00 para R$3,20, um aumento de 6,7%. Mas, o aumento não foi bem digerido pela população, e o Movimento Passe Livre, grupo que luta para que o transporte público seja gratuito, organizou nas redes sociais protestos para tentar revogar o valor da tarifa.

Inicialmente, o que era para ser uma passeata pacífica acabou em depredação de vários estabelecimentos na Av. Paulista, e confrontos com a Polícia Militar. Nos primeiros eventos, manifestantes e policiais se feriram. Até que veio o dia 13/06/2013…

No 4° ato contra o aumento da passagem, houve o pior dos confrontos. Policiais dizem que apenas reagiram à violência dos manifestantes, que se defendem dizendo que houve força excessiva e desnecessária da Polícia, uma vez que o protesto seguia pacífico. Rola na internet um vídeo onde um policial quebra o vidro da própria viatura, simulando assim um ato de vandalismo. A PM se defendeu dizendo que o oficial “apenas retirava estilhaços de vidro”.

Movimento "Passe Livre".

Movimento “Passe Livre”.

Mas nem tudo foi só ruim para PM ou manifestantes. Vários jornalistas que estavam ali, exercendo sua profissão, foram detidos, e pior, feridos, como a repórter da Folha de São Paulo, Giuliana Vallone, que levou um tiro de borracha no olho (!).

Mas quem pensava que toda essa violência fosse acuar os protestantes, se enganou. Foi marcado o Quinto Grande Ato, com presença confirmada de 282.143 pessoas no Facebook, forma encontrada também para apoiar o protesto. Milhares de pessoas, a partir das 17h no Largo da Batata, em Pinheiros, partiram em grupos, por caminhos e destinos diferentes.

#OGiganteAcordou

Pararam a Marginal Pinheiros, pararam a Rebouças, pararam a Ponte Estaiada, pararam a Avenida Paulista (de novo).

Pessoas empunhando suas bandeiras do Brasil, entoando o hino nacional, com cartazes, dizeres, cores, vozes. O gigante acordou. Quem poderia estar na manifestação, estava. Quem não poderia, apoiava ao ato via Redes Sociais. Twitter e Facebook se transformaram em locais onde as pessoas deixavam claro seu orgulho pelo ato. Anônimos e famosos. Músicos, jornalistas e jogadores de futebol. Homens e mulheres. Todos voltamos a ter orgulho da nação. Da nossa juventude. Pois não se trata mais de 20 centavos. Se trata da honra. Da vontade de ver as coisas dando certo. Das coisas serem feitas da maneira correta. Da liberdade de podermos sair para onde quisermos, sem corrermos o risco de levar um tiro. Os 20 centavos foram apenas a gota que fez o copo transbordar.

Movimento "Passe Livre".

Movimento “Passe Livre”.

Enquanto eu escrevo essas linhas, a sede do Governo está sendo rodeada de protestantes. Lindo.

NOTA: Apesar de abordar apenas os protestos em São Paulo, não posso deixar de parabenizar o Rio de Janeiro, Belém, Porto Alegre, Brasília (INVADIRAM O CONGRESSO) e Belo Horizonte. Puta dia histórico. Espero que nossa próxima geração estude o dia 17/06/2013.

 VENCEREMOS!

ATUALIZAÇÃO:

Dia 18/06, estive no protesto contra o aumento da tarifa. No começo, assim que cheguei ao Anhangabaú, ouvi algumas bombas. Eram alguns vândalos, que tentavam invadir e depredavam o prédio da Prefeitura. Enfim, queriam vandalizar, o que conseguiram depois, nos arredores da Augusta e no centrão, onde saquearam lojas e destruiram um carro da TV Record. Nesse início de tumulto na Prefeitura, os verdadeiros manifestantes tentavam impedir o vandalismo. Aliás, durante todo o trajeto que pude fazer (Cheguei à Av. Paulista saindo do Metrô Anhangabaú, passando pela praça da República e subindo a Rua da Consolação), notei que qualquer ato de desordem era imediatamende repreendido pela galera. Claro, havia também aqueles que curtiam a caminhada apenas pela festa, aqueles que puxavam gritos contra tudo e todos, e até quem tentava descolar um romance por lá. Enfim, um dia histórico, no qual pude ver que apesar de diluírem os motivos do protesto, a primeira ação que os manifestantes cobravam era a revogação do aumento da tarifa. E ai…

Movimento "Passe Livre".

Movimento “Passe Livre”.

Hoje, o governador Geraldo Alckmin e o Prefeito Fernando Haddad anunciaram que a tarifa voltará, a partir de segunda-feira, a custar R$3,00.

É a primeira vitória.

Acabou? Não pode!

E creio que se o Gigante realmente acordou, não iremos parar.

@BrunoRodri_

_____________________________x____________________________

Movimento "Passe Livre" em Carapicuíba.

Movimento “Passe Livre” em Carapicuíba.

Ontem, dia 20/06 fui com a Ellen (@ellenDetachez ) na manifestação que teve na cidade de Carapicuíba (onde moro). Não vimos muita coisa, mas nas redes sociais notei pelos comentários que, o povo se reuniu sem saber o que estava fazendo, havia muita bagunça e placas com comentários sem nexo, e sem nenhum tipo de alusão ao movimento que rolou em São Paulo Centro. Fiquei chateada em saber que os jovens da minha cidade se reuniram apenas para dizer que fizeram alguma coisa, quando na verdade, para evitar o movimento aqui pela redondeza (Carapicuíba, Barueri, Osasco, Alphaville), a Prefeitura de Osasco se uniu com as outras, decidindo que a partir de segunda-feira o valor da passagem de ônibus cairia de $3,20 para $3,00. Visto que, o valor da passagem alterou muito antes do aumento geral, que ocorreu em toda a região metropolitana.

Movimento "Passe Livre" em Carapicuíba.

Movimento “Passe Livre” em Carapicuíba.

De qualquer forma, foi bacana ver que haviam pessoas conscientes, com cartazes bem escritos, falando somente sobre o movimento. Ver como um grupo se reuniu e fechou a ponte Carapicuíba – Tamboré, que para quem não sabe, é uma das conexões mais importantes da região oeste, ligando as cidades mais pequenas à região de Alphaville e dando acesso à Rodovia Castelo Branco.

Foi um caos total, pois suspenderam a saída de ônibus dos terminais de Carapicuíba, inclusive a linha intermunicipal que liga Tamboré a Carapicuíba foi suspensa, deixando assim, muitas pessoas sem acesso nem mesmo de carro, e apenas com a opção de andar até suas residências.

Mas opinando sobre o assunto, fazia tempo que o Brasil precisava de um sacode destes para que o povo acordasse. E se brigassemos assim sempre que alguma coisa contra o povo (que mexa em nossos bolsos) acontecesse, muita coisa teria sido evitada. Enfim.

Movimento "Passe Livre" em Carapicuíba.

Movimento “Passe Livre” em Carapicuíba.

Spinelli Détachez.

 

Estação Cultura.

Já faz um tempo que o Metrô começou com a cultura em suas estações. Dentre as atrações, existem tours pela cidade, utilizando o próprio Metrô, fotos da antiga São Paulo dos anos 30 e 50 e homenagens a cidade, das formas mais doces e lindas.

Exposição do Metrô República.

Exposição do Metrô República.

Hoje, porém, venho colocar em holofote a exposição que abrange São Paulo em poesia, música, contos e quadrinhos. Isso mesmo, quandrinhos. A estação República* do Metrô, linha dois vermelha e linha quatro amarela da Via Quatro, abriu um espaço no piso abaixo do bloqueio de saída da estação, para expor em 11 figuras, sendo a primeira uma explicação da história e o restante imagens em quadrinho, contando a história de fato.

Vale ressaltar que a história é incrível, contando o cotidiano de uma pessoa, que anda pelas ruas de São Paulo, e ainda utiliza o metrô para se locomover a grandes distancias. Só vendo de perto para conferir. Vou postar algumas fotos e a história completa na página do blog no Facebook. (Ao lado temos uma caixinha de “curtir”).

Exposição do Metrô República.

Exposição do Metrô República.

*Estação República: Localizada na Rua do Arouche, 24 a estação da linha dois vermelha do Metrô e da linha quatro amarela da Via Quatro funciona de domingo a sexta das 04h às 00h25 e aos sábados das 04h às 01h tem espaço amplo de 39.050 m², com capacidade para comportar até 80.000 passageiros/hora/pico. Teve sua inauguração em 24/04/1982. Na estação encontramos: acesso para pessoas portadoras de deficiência, balcão de informação, elevadores, sanitários (do lado de fora do bloqueio) e caixa de sugestão.

Spinelli Détachez.

Segundas Intenções.

Segundas Intenções com Marcelo Rubens Paiva

Segundas Intenções com Marcelo Rubens Paiva

Dia 31 de Maio, fui com meus amados, Marciano e Ellen até a Biblioteca de São Paulo para participar do “Segundas Intenções*”, com Marcelo Rubens Paiva.

Conheci o trabalho do Marcelo por uma indicação de um de seus romances. Blecaute, escrito em 1986, conta a história de três amigos que vivem uma “distopia”, termo utilizado para descrever mundos ou situações nas quais pessoas vivem sob totalitarismo, autoritarismo, por opressivo controle da sociedade. No caso de Blecaute, a trama conta que após uma excursão ao Vale do Ribeira, ao retornarem a São Paulo, os três amigos se deparam com toda cidade deserta, tendo apenas estatuas. Mas ainda vou ressaltar sobre este romance.

Marcelo falou sobre seu primeiro romance, “Feliz Ano Velho”, inicialmente “Do Outro Lado dos Trilhos”, título este escolhido pelo autor para insinuar que as pessoas do outro lado do trilho são como “escória”. Mas logo, o título foi alterado, pois um amigo de Marcelo percebeu a piada e “cortou o barato”.

Marcelo acabou aceitando o convite para escrever sobre seu acidente e sua história por causa de sua reabilitação. E falou muito sobre a ditadura, já que seu pai, Rubens Paiva é um desaparecido político. Além disso, citou sua amizade desde 1980 com Eduardo Suplicy, e disse que escrevia sobre seus sonhos. Puxando este gancho, foi de um sonho que saiu o romance Blecaute.

Depois disso o papo correu um pouco mais depressa, pois Marcelo tinha outro compromisso. Citou que escreveu para o filme Bicho de Sete Cabeças. Falou sobre a degradação de São Paulo e sobre o “nascimento” da primeira favela da cidade com a construção do estádio do Morumbi. Comentou sobre suas peças: 525 linhas, pós Blecaute, e a peça que está dirigindo atualmente, chamada “Deus é um DJ**”. Inclusive falou sobre “E aí, comeu?”, que logo depois foi para as telonas.

Também trabalhou nos roteiros de “Malu de Bicicleta” e agora está trabalhando no roteiro de outro de seus livros, o “Bala na Agulha”. E finalizou o bate papo falando sobre seu mestrado, que acabou virando o livro “Quem És Tu Brasil?”, que é adepto do transporte público e que é um dos fundadores do Bloco Augusta, comentando sobre a fanfarra de vários carnavais nos quais comemoravam antes do carnaval, pois nos dias certos, muitos dos integrantes viajavam para o litoral paulista.

Segundas Intenções com Marcelo Rubens Paiva

Segundas Intenções com Marcelo Rubens Paiva

Texto por Fernanda Saraiva.

Somos suspeitos em falar sobre literatura nacional. Principalmente quando se trata dos nossos autores preferidos.  Tudo fica meio “escuro” em mente. No ultimo dia 25/05 fomos ao encontro do escritor, diretor e jornalista Marcelo Rubens Paiva. Encontro proporcionado através do projeto  “Segundas intenções”, na Biblioteca de São Paulo.

Senti-me como uma criança a espera de sua triunfal entrada. E quando chegou, em meio a fotos tremidas, sim conseguimos interagir.

O bate-papo se iniciou com a falha de entre seus livros  expostos em cima de uma mesa, não estar o seu novo “As verdades que ela não diz”. Apesar de não estar em sua prioridade naquele encontro, Marcelo R. Paiva falou bastante sobre seu clássico “Feliz ano velho”, do qual retrata seu acidente. Falou sobre o “merchandising” bem utilizado pela editora, explorando o fato de seu pai ser um dos desaparecidos políticos da época de ditadura militar. Hoje mais parece uma piada tal tática utilizada pela editora. Contou muito sobre seu ponto de vista e pq não, sua vida e as consequências envolvidas com tal atrocidade (ditadura).

Falou “abertamente” sua opinião sobre casos como a blogueira Yoani Sánchez, a repercussão gerada por recente entrevista com  o cantor Lobão e etc… Contou um pouco sobre suas adaptações para o teatro e cinema. Sobre as dificuldades que evolve: “A literatura é um processo muito solitário. Já o teatro e o cinema se criam em conjunto”, afirmou.

Segundas Intenções com Marcelo Rubens Paiva

Segundas Intenções com Marcelo Rubens Paiva

Entre tantos assuntos aguardados, falou sobre um que em geral muito nos agrada: São Paulo. Demonstrou total paixão. Tanto quanto nós, e total descontentamento pela degradação da mesma. E porque não, bastante sobre sua juventude ao lado de outros escritores como Caio Fernando Abreu. Sobre recordações de sua amizade e forma diferenciada de expor seus pensamentos. Foi um grande encontro. E não posso deixar de expor tal acontecimento.

Texto por Ellen Fialho.

Outros assuntos.

Gostaria de ressaltar meus agradecimentos ao Caio C., que por um longo cuidou da coluna de música do blog, deixando o que eu orgulhosamente chamaria de “legado”, com entrevistas carismáticas e engrandecedoras. Foi uma parceria que teve inicio em Agosto de 2012, mas chegou ao fim por esses dias. Obrigada por tudo, de verdade. Lembrando que ainda temos duas entrevistas feitas por ele no pente. Logo menos.

E como dizem, quando se fecha uma porta uma nova se abre, gostaria de dizer que novidade estão por vir. E gostaria também de agradecer a minha amiga de vida, Ellen Fialho, pelos louros que estou colhendo hoje. Muito obrigada!

*Sobre “Segundas Intenções”:

Segundas Intenções com Marcelo Rubens Paiva

Segundas Intenções com Marcelo Rubens Paiva

Segundas Intenções é uma realização da SP Leituras, organização social vinculada à Secretaria de Estado da Cultura. Trata-se de um ciclo de palestras com escritores brasileiros, que acontece no terceiro sábado de cada mês, no auditório da Biblioteca de São Paulo. Já participaram Pedro Bandeira, Ruth Rocha, Fernando Bonassi, Marçal Aquino, Milton Hatoum, Ignácio de Loyola Brandão, Fernando Morais e Reinaldo Moraes.

** Sobre a peça “Deus é um DJ”:

Montado em mais de vinte países, o drama mais famoso do autor alemão ganha tradução de Annette Ramershoven, em parceria com o diretor da montagem, Marcelo Rubens Paiva, a peça mostra a história de um casal de jovens artistas multimídia que é contratado por uma galeria de arte para viver cercado por câmeras. A peça tem 80m de duração e conta em seu elenco com Marcos Damigo e Juliana Schalch.