Lupulus – As cervejas mais estranhas do mundo

Por @caio_io

Você ai pensando que uma cerveja feita com maconha ou uma garrafa com animais empalhados (The End Of History – Brewdog) eram cervejas estranhas? Sabe de nada inocente. A seguir uma pequena lista de algumas dessas cervejas:

Rogue Voodoo Bacon Maple Ale – Da cervejaria norte americana Rogue. Ela tem sabor de Bacon, com um leve teor de Maple (xarope para panqueca). Topa?

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Kelpie Seaweed Ale – Da Microcervejaria escocesa Williams Bros Brewing Co.  Na costa da Escócia, a cevada era fertilizada por algas marinhas, o que dava um sabor especial. Para reproduzir isto que ocorria por volta de 1850, eles adicionam algas frescas em sua composição. Será que fica bom?

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Bilk Beer – Da Microcervejaria japonesa Abshiri Beer. A cerveja com baixo teor de malte contém aproximadamente 30% de leite e segundo a Cervejaria, foi produzida para aumentar o baixo consumo de leite no país. Quem provou diz que ela tem um sabor adocicado.

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Royal Virility Performance – Da Cervejaria escocesa Brewdog . A cerveja foi criada para celebrar o casamento real do Príncipe William com Kite Middletons. O que mais intriga na composição dessa cerveja é a adição de substâncias afrodisíacas, dentre elas, o Viagra. Beba com moderação (É SÉRIO).

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Original Pussy Beer – Da artista Tailandesa Toi Sennhauser. Ela defende que entre 7000 e 4000 a.c. , no reino da Suméria, na Mesopotâmia, a mulher inventou a cerveja. Para homenagear tal feito, ela fabricou uma cerveja, usando nada mais que sua levedura vaginal. Exótico!

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Cock Ale – Era um tipo de cerveja muito comum na Inglaterra nos séculos XVII e XVIII, mas ainda é produzida em alguns lugares, em menor escala. Ela leva carne de galo em sua composição, e como o rótulo adverte, não é uma cerveja para vegetarianos. Existem outros rótulos para a tal Cock Ale.

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Fish Beer – Japonês ama peixe né? Ama tanto que fez uma cerveja com peixe. O nome já diz tudo. É uma cerveja que leva peixes em sua composição. Konbu e bonito são os escolhidos. Que delicia!

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Budweiser & Clamato Chelada – Da companhia de bebidas Belga-Brasileira AB InBev (fusão entre as empresas Ambev e Interbrew). Considerada uma Fruit/Vegetable beer, a cerveja leva tomate em sua composição. Deve harmonizar com saladas verdes né? 

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Chipotle Ale – Da Cervejaria norte-americana Rogue. Sim, ela é feita com chipotle.  Alguns amigos já degustaram e disseram maravilhas sobre. Recomendo.

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Mamma Mia Pizza Beer – Da Microcervejaria Norte-americana Sprecher Brewing Company. Leva em sua composição: manjericão, tomate, alho e orégano. Essa cerveja é para quem gosta de pizza. Ingredientes nada convencionais em sua composição, mas não deve ser uma má cerveja. Deve cair bem com uma boa pizza de marguerita.

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Miyamori Wasabi – Da microcervejaria japonesa Miyamori Bräuhaus. Não é necessário falar muito sobre essa cerveja. Wasabi na composição. Bebe?

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La Dragonne – Da cervejaria Suiça Brasserie des Franches-Montagnes. Elaborada para ser degustada por volta de 43° a 48°. Não deve ser uma cerveja muito solicitada em bares.

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Beer Geek Brunch – Ela não poderia ficar de fora né? Produzida pela cervejaria nômade dinamarquesa Mikkeller. Eessa cerveja leva em sua composição Kopi Luwak. Para quem não conhece, os grãos de café são ingeridos por Civetas, uma espécie de Gambá encontrado na Indonésia. Após um período eles são defecados, processados e preparados para consumo. Kopi Luwak é considerado o top entre os cafés goumert. Eu provaria essa cerveja e você? Afinal, tudo que vem da Mikkeller é divino!

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Sim, existem mais cervejas estranhas espalhadas pelo resto do mundo. Escolhi apenas algumas que aguçaram meus desejos cervejeiros.

 

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Texto: Caio C.
Fonte: Google.

Coluna de Música – DISTRITO FEDERAL CAOS (DFC)

Por @caio_io

Banda de Hardcore Punk e Crossover Thrash formada em Brasília no ano de 1993. O DFC tem 21 anos de carreira ininterruptas. Os caras possuem seis álbuns de estúdio, oito splits, cinco demos e uma porrada de coletâneas. Logo mais sai álbum novo, para alegria de todos!

DFC é:

Tulio (vocal)
Miguel (guitarra)
Leonardo (baixo)
Fabricio (bateria)

Agora vão se foder no inferno, que vou bater um papo com o vocalista do DFC, Túlio.

CCS: De onde surgiu a ideia de montar o DFC e o nome tem a ver com o CAOS que é morar em Brasília?

Túlio DFC: O DFC veio do fim de outras bandas antigas de hardcore que tínhamos na época. Vivemos aqui em Brasília, centro político do pais, com políticos sem escrúpulos e sem limites nos deixam eternamente nessa situação de que qualquer coisa pode acontecer, ou seja, o caos!

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CCS: Como é levar o rótulo de banda machista, por suas letras irreverentes e sarcásticas?

Tùlio DFC: Alguns desinformados não entenderam o tom das nossas criticas feitas em algumas letras do nosso primeiro disco em 1994 e saíram falando merda. Temos centenas de outras musicas abordando outros temas com o mesmo sarcasmo. Quem nos conhece sabe que não somos nem nunca fomos machistas e as letras foram feitas justamente como crítica. Sempre deixamos isso muito claro e, se por acaso ainda existe alguém insiste com isso, vinte anos depois, é porque não quer mesmo entender. Mas o bom idiota é assim mesmo, tem sempre muito orgulho da sua ignorância e vai sempre insistir com ela. Não temos como controlar a estupidez alheia.

CCS: Como é viver no antro dos corruptos e no que isso influência nas letras políticas do DFC?

Túlio DFC: Pelo conteúdo político de nossas letras você pode imaginar o que presenciamos por aqui. Brasília representa a centralização de todos os tiranos eleitos por todo o pais, que vem para cá pra legislar em causa própria, gastar dinheiro público e assegurar que a situação continue da mesma forma, com os ricos sempre ricos e os pobres sempre pobres.

CCS: Conte-nos um pouco sobre a Cena Underground Brasiliense e a infra-estrutura dos shows dai para shows, por exemplo, em São Paulo ou Rio de Janeiro.

Túlio DFC: Não temos uma boa infra para shows underground por aqui. Não temos casas de shows e o publico, embora bem comprometido com a cena, nunca é lá muito grande. Costumo dizer que temos mais bandas do que público por aqui. Não deixe de ouvir algumas delas: Low Life, Os Maltrapilhos, ARD, Macakongs 2099, Mais Que Palavras, Terror Revolucionário, Galinha Preta, More Tools, Podreira, Detrito Federal, Satans Prey, Crushed Bones, Os Cabelo Duro, Deceivers, Ameaça Cigana, Death Slam, The Squintz e várias outras. Existem alguns festivais que conseguem condições melhores, mas os shows Undergrounds mesmo ainda são organizados quase que heroicamente como em vários outros locais do Brasil. Fazemos muito mais shows fora de Brasília do que por aqui.

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CCS: Em 2012, vocês fizeram a gravação de um DVD ao Vivo no Hangar 110, durante o Punk na Páscoa. Vocês têm alguma data para o lançamento do DVD e como foi gravar algo ao vivo, depois de 21 anos de estrada?

Túlio DFC: O DVD sairá pela Red Star Records e deve ser lançado em breve, já que a edição e a arte já foram concluídas. Embora não tenha sido nada premeditado para ser um show para um DVD, é valido o registro sincero, sem uma grande produção, no clima hardcore que sempre encontramos nos shows que fazemos no Hangar 110 em São Paulo. Para esse DVD gravamos uns extras também em um ensaio tocando alguns sons inéditos que entrarão no nosso próximo disco.

CCS: Como é manter o mesmo espírito após 21 anos de banda?

Túlio DFC: É muito bom e muito satisfatório. Todos os lugares e países que visitamos e todas as amizades que fizemos e mantemos durante todo esse tempo. É isso que realmente vale.

CCS: O que vocês acham da Cena Underground Nacional nos dias atuais. E quais são as diferenças de quando vocês iniciaram o DFC?

Túlio DFC: São outros tempos, com outras realidades. O acesso a informação hoje é muito mais rápido e isso influencia e muda muita coisa. Antigamente tudo era muito difícil desde realizar um ensaio, gravar fitas demo de forma praticamente artesanal, trocar correspondência pelo correio, conseguir gravar em estúdios que eram poucos e caríssimos, organizar e conseguir tocar em shows, conseguir um selo ou gravadora, distribuir os discos e tudo mais. Hoje tudo isso mudou e as dificuldades são outras. Conseguir lidar com isso durante todo esse tempo e continuar vivo, superando todas as dificuldades é muito satisfatório, e isso é o espelho de nossas vidas.

CCS: Vocês têm seis álbuns de estúdio, oito splits, cinco demos e várias coletâneas nestes 21 anos de banda. Qual é a nova ambição do DFC?

Túlio DFC: Já está gravado o nosso novo disco que sairá em CD e LP pela Läja Records e se chamará ‘Seqüência Animalesca de Bicudas e Giratórias” e está no mesmo bom e velho estilo curto e grosso de sempre. O interessante é que o Vinil e o CD, terão as mesmas musicas, mas cada uma com uma gravação diferente hehe

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CCS: Quais são as maiores influências do DFC, musicalmente falando.

Túlio DFC:  Basicamente as bandas de hardcore e crossover de antigamente como D.R.I., Suicidal Tendencies, Olho Seco, Attitude Adjustment, Dead Kennedys, Cryptic Slaugther, Ratos de Porão, Lobotomia e algo de metal também tipo Slayer e Napalm Death.

CCS: Qual é o CD, que vocês mais gostaram de gravar e por quê?

Túlio DFC: Acho que nos últimos discos que gravamos, por termos mais experiência, saímos do estúdio com um resultado mais satisfatório. A inexperiência de antigamente sempre comprometia um outro item do que estávamos esperando para o produto final e com o passar dos anos melhoramos a forma de tocar e gravar.

CCS: No início de 2013, vocês tocaram no Abril Pro Rock. E abriram o show do Dead Kennedys e o Tulio (vocal) disse que foi “Um sonho realizado”. Vocês têm alguma ou algumas bandas que ainda queiram tocar juntos?

Túlio DFC: É sempre bom tocar com bandas que nos influenciaram e que ouvíamos quando éramos mais novos. Já tocamos com o D.R.I., com os Ratos de Porão, com o Agnostic Front, com o Sick Of It All, com o Suicidal Tendencies, com o The Exploited, com o Dead Kennedys e vários outros. Já podemos morrer felizes haha.

CCS: Fui ao último show de vocês no Hangar 110, e o show foi totalmente FODIDO. Vibe do inicio ao fim. Senti as dores do show na semana seguinte inteira. Como vocês definem o DFC?

Túlio: O DFC é isso ai mesmo, hardcore curto e grosso, feito pra todo mundo poder botar pra fora no show, desde a indignação do dia a dia até a alegria de estar no mosh com os amigos.

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CCS: Politicamente falando, vocês acham que o Brasil ainda tem futuro?

Túlio DFC: Não.

CCS: Vocês sentem que o DFC mudou no decorrer do tempo?

Túlio DFC: São 21 anos ininterruptos de banda , sempre ensaiando, gravando e fazendo shows. Com o tempo e a insistência, acabamos por tocar melhor e produzir material de melhor qualidade mas, mesmo com as influências de cada época o som e o espírito é o mesmo do começo. Como disse antes, é o mesmo bom e velho hardcore curto e grosso de sempre.

CCS: Quais as novidades do DFC para 2014 e os fãs podem esperar CD novo?

Túlio DFC: Além do CD/LP novo que eu já citei ae pela Laja Recs é tocar, tocar e tocar. Pau no cu da Eleição e da Copa do Mundo de Futebol em posições obscenas.

CCS: Gostaria de agradecer o espaço e tempo que nos concederam para podermos fazer esta entrevista. É uma grande honra pode fazer algumas perguntas para uma banda, com tanto tempo de estrada e que sou muito fã. Obrigado e agora o espaço é de vocês. Deixem uma mensagem para quem lê o blog.

Túlio DFC: Nós é que agradecemos a oportunidade. Um grande abraço a todos que apoiam a banda, nos vemos nos shows. Leiam as letras, curtam os discos e lutemos para que todos os políticos se fodam no inferno!

O DVD DFC – Ao Vivo no Hangar 110, foi lançado no final de 2013. Ele está sendo vendido pela Red Star Recordings. Compra lá ou VAI SE FODER NO INFERNO!

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Lembrando que domingo (18/05) o DFC toca na Clash Club  ao lado do Presto? HUTT, Oitão e Bandanos. Evento no Facebook: Clique aqui!

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Confira o clipe da nova música “Conversa para boy dormir”. Ela fará parte do sétimo álbum da banda, intitulado “Sequência Animalesca de Bicudas e Giratórias, que será lançado via Läjä Records no segundo semestre de 2014 em Vinil e CD.

 

Texto: Caio C.
Fotos: Google.
Esta entrevista foi feita no ano de 2013, com todos os direitos reservados ao Caio C.

A Interiorana – UNITAU Com(m)vida!

Por

A Universidade de Taubaté nos ofereceu pela 4ª vez o grandecíssimo evento “UNITAU Con(m)vida”, que acontece em diferentes departamentos da Instituição e oferece diversas atividades: culturais, esportivas, artísticas entre outras, para os alunos e para a comunidade.

Neste ano, o Departamento de Ciências Sociais e Letras (que é onde estudo) contou com palestras sobre o Golpe de 64, contextualizando o momento anterior ao golpe e como se deu o ato; temas sobre a valorização da cultura regional, com diálogos sobre memórias do Vale; mesas contistas e a visão das personagens mulheres da perspectiva de autores e autoras, apresentação de maracatu, divulgação de livros de alunos da universidade, exposições: da Casa do Figureiro, de desenhos da aluna Bruna Assaf, de varal de poemas de Guido Campos foram apresentados aos alunos. Contudo, quero chegar à palestra que mais me marcou (e que acho oportuno contar a vocês) e que contou com a presença do escritor/roteirista Alexandre Gennari.

Hoje Alexandre vive sua vida entre São Paulo e São Luís do Paraitinga. Para divulgar seus escritos, ousou transformá-los em curtas, chegando a ser premiado pelo The Chamizal Independent Film Festival, evento este que é realizado em El Paso, no México.

Na semana do UNITAU Con(m)vida mostrou-nos dois de seus curtas, e um deles foi ‘Os sons do Divino e o Espírito Santo do silêncio’, nome dado também a seu livro de contos, o qual gerou o curta que se passa na cidade de São Luís, durante a conhecida Festa do Divino, momentos anteriores à catástrofe e que repercutiu nacionalmente, causada pelas fortes chuvas e enchentes na cidade.

A professora de Língua Inglesa, Andréia Alda havia trabalhado um de seus contos na roda de Literatura Inglesa dialogada. ‘A morte do Super-Homem’ me aproximou de um ótimo escritor! E, naquela semana cheia de cultura e luz, pude ter contato com esse homem que… Ah, inspirou-me da forma mais intensa.

Fiz algumas perguntas a ele, e uma delas foi sobre a ausência de diálogo nos seus curtas, apesar de ser esperado obviamente por causa dos nomes que levam consigo; queria saber se era uma visão interiorana que ele tinha (por isso achei oportuno contar dessa experiência a vocês), pois o curta relata-nos a história de Pituinha, uma menina do interior, que mal dialoga com o pai, apenas o segue e se manifesta bem pouco. Alexandre começa a responder me dizendo sobre os tipos de silêncio: o silêncio que nos deixa em paz e nos refugia do mundo e o silêncio que machuca, que nos dá agonia e eu achei incrível a filosofia que estava se seguindo.

Continuou contando que não era uma visão ‘interiorana’ como eu havia achado, mas sim de ‘sociedade’. Disse-me que cada vez mais as pessoas têm perdido o contato falado, sabem? Aquela coisa “à moda antiga” do olho no olho? Com tanta tecnologia, as pessoas têm se distanciado e se privado de um diálogo, de repente, com os pais, etc.

Decidi, então, comprar seu livro de contos! Não só pelo interesse desse homem pelas cidades daqui, não só por ter visitado a nossa Universidade, mas sim por ser, além de inteligente, um poeta! Isso, esse homem tem alma de poeta! Gostaria de compartilhar com vocês um trechinho de um de seus contos e de repente, convidá-los a conhecer mais de seu trabalho e descobrir mais da psique masculina.

Trapézio

[…]

Ao tocar o chão, estava a menos de dois passos de nós. O foco de luz faria dele um anjo. Me olhou de relance mas apaixonadamente. Seu olhar queimava. Era firme, desafiador… e era lânguido. Estendeu a mão para ela que, como que hipnotizada, fixou o olhar em meus olhos, enquanto dava a mão para ele. Entregou-se suavemente, como num transe. Atracou-se ao corpo do trapezista que agora subia pano acima com movimentos ágeis. Podia sentir seu corpo magro, forte, perfeito. Músculos de pernas, braços, tórax, enrijeciam e relaxavam e tornavam a enrijecer. Tudo tão irreal, sonho confuso, mas gostoso de sonhar, sonho lascivo, permissivo… sem culpas ou remorso.

Apertou mais firme o corpo dele, olhos fixos em mim e em seu olhar, também não havia culpa, havia ternura, entrega. Em mim, nenhum desespero.

Quanto mais se achegava ao corpo dele, melhor sentia seu calor e o volume, estranhamente rijo sob a calça muito justa, pulsando contra sua coxa, contrastando com aquele corpo tão delicado, efeminado, quase andrógeno.

Alexandre Gennari

Texto: Thaís Calado.
Foto: Thaís Calado.

Rapidinhas – Virada Cultural 2014!

Por @Detachez

Virada Cultural 2014 - 10 anos!

Virada Cultural 2014 – 10 anos!

Este ano, a Virada Cultural trás uma programação ampla, para todos os gostos e desgostos do público. Inclusive, shows exclusivos de O Teatro Mágico, Vanessa da Mata, Marcelo Jeneci e Valesca Popozuda, que está em alta com seu hit “Beijinho no Omrbo”.

Dentre outros, a volta da banda Ira marca a Virada Cultural em São Paulo, além de oficinas teatrais, artesanais e muita, mas muita comida em feiras gastronômicas. Esse ano vai valer a pena participar do evento, e fica a dica: limpeza sempre, evitem beber muito, nesses eventos ocorrem muitos assaltos, e se protejam, porque mais uma vez vai fazer um puta frio.

Sesc’s e CÉU’s também vão participar do evento com muita música, teatro e comida.

Sobre a Virada Cultural.

O evento faz 10 anos este ano em sua edição número 10. O evento acontece desde 2005, onde durante 24h a cidade de São Paulo ganha vários eventos em todos os seus bairros. Aconteceu uma edição por ano desde então, geralmente no mês de maio, para padronizar o evento.

Maiores informações sobre edições anteriores clique aqui.

Serviços.

Clique aqui para acessar a programação da Virada Cultural este ano.

Texto: Fernanda Saraiva.
Foto: Site oficial da Virada Cultural 2014.

Coluna Política – Partido dos Trabalhadores – Direita ou Esquerda?

Por @Detachez

Caros amigos, leitores do #SPNQSC, já aconteceram vários fatos que levaram a terrível questão: PT partido de direita ou esquerda? Pois bem, em 10 de fevereiro de 1980, em tempos de ditadura, foi fundado o Partido dos Trabalhadores. Um partido de esquerda, visionário, que incitou tantos brasileiros a lutarem por seus ideais, a parar de viver a mentira que era o Regime Militar instalado no Brasil em 1964 com o Golpe. Luiz Inácio Lula da Silva, ou só Lula como ficou popularmente conhecido, junto com seus companheiros, começaram a revolução petista, abrangendo ainda mais as ligas esquerdistas, para fazer com que o Brasil fosse de fato (ou quase), um país democrático. Foram exatos 23 anos, até que o PT chegasse ao poder.

Lembro-me de meus pais comemorando, isso foi em 2003, eu tinha 15 anos, não estava ligada à política, meu interesse era mínimo sobre o assunto, porém, desta festa não esqueço. Muitos amigos dos meus pais comemoraram, vieram em casa, todos assistimos juntos a um Jornal Nacional que festejava a vitória de Lula, o começo do mandato em 2003, um mandato que perdurou por oito anos. Meus ídolos, ou melhor, um dos, Marcelo Rubens Paiva, escreveu em seu livro Feliz Ano Velho, que em uma visita da esposa de Leonel Brizola, na época ingressado no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) fez a ele no hospital, depois de seu acidente, pois MRP é filho de Rubens Paiva, um desaparecido do Golpe Militar, ele foi logo lhe dizendo: “Nem vem que não tem, somos todos PT”. A festa foi grande, o estardalhaço maior ainda, mas não tardou para que o PT mostrasse a que veio.

Lula

Lula

Dois anos depois da posse de Lula, a revista Veja (incrivelmente) publicou uma gravação de um vídeo em que o ex-chefe do DECAM-ECT, Maurício Marinho solicitava e recebia propina para beneficiar um empresário. O escândalo foi tamanho que afastou muitos membros da cúpula petista do PT, fazendo com que muitos de decepcionassem e desistissem da ligação com o partido da revolução. Eu, graças a Deus nunca votei no PT, e quando explodiu o escândalo, disse o mesmo aos meus pais. Lembro-me de meu pai dizendo que sentia vergonha, que acompanhou a história de Lula, desde o começo, para ver que ele não era diferente dos que já tinham sentido o gosto do poder.

Recentemente, quando questionado em relação ao escândalo, o ex-presidente, se é que podemos dizer isso em relação à Lula, pois Dilma Rousseff, sua sucessora na presidência, pertence ao mesmo partido, Lula simplesmente fingiu não conhecer os envolvidos nos escândalos: José Genuíno e José Dirceu, que foram ministros no durante seu governo. Agora me pergunto, de que valeu toda a luta, por democracia, por justiça? Todo o sofrimento de ter vivido um período em que tudo era proibido, em que militares mandavam naquilo que deveríamos fazer, para hoje ser uma vergonha? Petistas são tão hipócritas, que deveriam não ter direito ao voto. Um governo que fez pior que os militares, roubando e mentindo, fingindo desconhecer quem sempre esteve ao seu lado, não é digno de voto.

Pensem bem em quem vão votar, porque Copa do Mundo não faz Brasil por quatro anos, e dura menos de um mês. Acordem.

Texto: Fernanda Saraiva.
Foto: Google.

Ressaca – Feliz dia das Mães!

Por @Detachez

A equipe do São Paulo Não Quer Ser Cinza gostaria de desejar a todos um feliz dia das mães. E para homenagear essa joia rara fizemos uma “galeria” com nossas mamães!

Aline Diniz, (eu), nossa colunista Ellen Fialho e Bruna Rodrigues

Aline Diniz, (eu), nossa colunista Ellen Fialho e Bruna Rodrigues

D. Neuza, mãe da nossa colunista Ellen Fialho.

D. Neusa, mãe da nossa colunista Ellen Fialho.

Priih Cattin.

Priih Cattin.

Jéssica Gonçalves

Jéssica Gonçalves.

Juliana Andrade e sua filha Isabella.

Juliana Andrade e sua filha Isabella.

Ana Brígida.

Ana Brígida.

Ana Cruz.

Ana Cruz.

Evy Ronconi.

Evy Ronconi.

Walquiria Macedo

Walquiria Macedo.

Jade Cristinna.

Jade Cristinna.

Keyla Cristina.

Keyla Cristina.

Ju Rocha.

Ju Rocha.

Virginia Mello

Virginia Mello.

D. Sidinéia, mãe da nossa colunista Thais Calado.

D. Sidinéia, mãe da nossa colunista Thais Calado.

D. Valdecir, mãe do nosso colunista Caio C.

D. Valdecir, mãe do nosso colunista Caio C.

Minha mãe, Lilian Saraiva

Minha mãe, Lilian Saraiva

Essa é apenas uma lembrança, não fiquem chateadas as mães que não apareceram. Por favor, o post é para todas as mães do mundo!

Texto: Fernanda Saraiva.
Fotos: Facebook.

Lupulus – Cervejas Comemorativas da Copa do Mundo 2014

Por 

Nessa onda de Copa do Mundo de Futebol no Brasil, as cervejarias estão lançando rótulos exclusivos para homenagear o evento e também divulgar a marca. O diferencial é que as cervejarias usarão ingredientes dos países que irão disputar a Copa do Mundo. A seguir algumas dessas cervejas.

Unidos Pela Cerveja

A Cervejaria Bierland, de Blumenau, em parceria com a Cervejaria Antares, da Argentina lançaram uma cerveja com lúpulos cultivados na Patagônia e guaraná da Amazônia. O produto faz parte do projeto Unidos Pela Cerveja e será uma edição limitada para comemoração da Copa do Mundo.

O Sommelier de cervejas da Bierland, Rubens Deeke disse: – Queremos mostrar que a rivalidade entre argentinos e brasileiros fica restrita aos campos de futebol.

A cerveja será do tipo American Pale Ale (APA) e será lançada no dia 5 de junho, dia da Cerveja Brasileira, através de parceiros e distribuidores da marca espalhados por todo país. O preço ficará entre R$13 e R$15. A Bierland diz que a maior parte será comercializada em garrafas, já a Antares dará preferência à venda em barris nos bares da marca, presentes nas principais regiões do país.

 

Rock & Gol

Após conquistar medalha de ouro com a Dubbel na categoria Belgian-Style Dubbel e Prata com a Quadruppel na categoria Belgian-Style Ale na World Beer Cup, A Cervejaria Wäls de Belo Horizonte, lança uma cerveja comemorativa para a Copa do Mundo de Futebol.

O novo rótulo é a Rock & Gol, uma Amber Lager de coloração dourada intensa e amargor distinto. Dry Hopping com lúpulo alemão Mandarina. Feita com maltes especiais alemães. Teor alcoólico de 5% e 20 IBU (Unidade de Amargor). Harmoniza bem com: Saladas Verdes, Pizza de Mussarela e Marguerita.

A cerveja foi lançada no dia 24 de abril, no Stadt Jever, em Belo Horizonte. E em comemoração as medalhas conquistadas Chopp Dubbel e Quadruppel estavam à R$5.

A Cervejaria Wäls ainda não informou quando começará a distribuir a Rock & Gol. No momento ela só esta sendo comercializada no Stadt Jever, em Belo Horizonte.

 

Hello My Name Is Zé

Gostou do nome? Acho que irão gostar ainda mais quando souberem do que se trata. Hello My Name Is Zé é uma cerveja colaborativa entre duas grandes cervejarias, a escocesa Brewdog e a brasileira 2cabeças. Ela será uma IPA (India Pale Ale) EXTREMAMENTE LUPULADA, como ambas as cervejarias gostam, e adição de maracujá, o que a transforma numa Fruit Beer, segundo os guias. Mas por favor, não ache que ela será uma cervejinha leve, há muito lúpulo na receita.

Hello My Name Is Zé, uma “Scottish Brazilian Passion Fruit IPA” é a Punk IPA multiplicada pela Jack Hammer e dividida pela MaracujIPA com 6,4% de teor alcoólico e 60 IBU (Unidade de Amargor da cerveja).

A Brewdog é conhecida mundialmente por seu marketing agressivo e irreverente. No dia 29 de Abril, O rótulo da cerveja Dead Pony Club foi considerado “uma apologia ao comportamento anti-social e ao consumo abusivo de álcool” pelo Portman Group’s Independent Complaints Panel, Organização inglesa formada por indústrias produtoras de bebidas alcoólicas que regula a propaganda do setor, zelando pela responsabilidade social e consumo responsável no marketing usado pelas empresas. O Portman Group’s achou as frases “drink fast, live fast” (beba rápido, viva rápido) e “we believe faster is better” (nós acreditamos que quanto mais rápido, melhor), que está no rótulo da cerveja um incentivo ao consumo de beber rapidamente e sem limites. O melhor nisso tudo foi à resposta que os escoceses da Brewdog deram ao Portman Group’s:

“Nós gostaríamos de nos desculpar formalmente ao Portman Grupo por não dar a mínima para essa decisão. Na verdade, nós não damos a mínima para qualquer coisa que o Portman Group tem a dizer e tratamos todas as suas declarações com indiferença e despreocupação”. A declaração da BrewDog, publicada em seu blog, continua com várias críticas à organização e termina com “Sr. Portman, ficaríamos agradecidos se você pudesse gentilmente salvar algumas árvores e parar de enviar-nos cartas sem sentido. Sinceramente, esperamos que o sarcasmo desta mensagem se encaixe nos critérios do Portman Group de uso responsável de humor”. Sarcástico não?

Já a 2cabeças vem ganhando nome e força dentre as cervejarias artesanais brasileiras e agora mundialmente, com esta cerveja colaborativa com a Brewdog, que foi feita em especial para a Copa do Mundo. 2cabeças já comercializa uma IPA com adição de maracujá, a MaracujIPA, mas segundo o sócio da 2cabeças Bernardo Couto, a Hello My Name Is Zé, será totalmente diferente, desde os maltes até a lupulagem, que será mais agressiva.

A cerveja foi produzida no início de março na fábrica da BrewDog, em Ellon, na Escócia, com a presença de Salo Maldonado, um dos sócios da 2cabeças. Hello, My Name is Zé será exclusiva para o mercado brasileiro e para os acionistas do Equity For Punks, programa de financiamento colaborativo da BrewDog. Ela deve chegar ao Brasil em Junho e já se encontra em fase de maturação.

Ficaram com vontade? Eu sim!

Em junho ela estará no Brewdog Bar e em alguns Empórios e Bares especializados.

 

Allez Les Beus

A Cervejaria Colorado de Ribeirão Preto/SP lançou uma variação da já conhecida Cauim, carro chefe da cervejaria, que leva farinha de mandioca na composição. A Allez Les Beus “vamos, azuis” (grito de guerra tradicional) terá um diferencial, o acréscimo de lúpulos franceses. A cerveja foi criada para homenagear a estadia da seleção Francesa de Futebol, que ficará hospedada na terra natal da cervejaria.

A Cervejaria Colorado lançou um vídeo bem humorado para o lançamento da sua cerveja comemorativa. Ao som de música francesa, ele mostra uma mulher morena, com cabelos pretos lisos e a propaganda diz: “A brasileira mais admirada do mundo acaba de ganhar um toque especial… Um toque francês”. Logo após aparecem as axilas da mulher cheias de pêlos, representados por duas cabeças de urso (logo da marca).

Alguns dizem que o vídeo que a idéia da campanha foi sem graça, já outros acharam engraçada. E você, o que achou?

Falke Bier

A Cervejaria Falke Bier de Belo Horizonte/MG, informou que irá produzir uma cerveja que levará malte e lúpulo ingleses e um produto brasileiríssimo, a jabuticaba. O rótulo ainda não tem nome definido. Segundo Marco Falcone, sócio-proprietário da Cervejaria Mineira:  “Temos que aproveitar eventos como esse para criar uma identidade e mostrar que estamos no mercado”. Previsão de lançamento para junho.

 

Saint Bier

Para quem não conhece, a Cervejaria Saint Bier de Forquilhinha/SC, é quem produz a tão famosa cerveja dos Simpsons, Duff.

A Cervejaria também entrou no clima da Copa do Mundo e acabou de lançar seu rótulo.

É uma cerveja tipo pilsen de 600ml e destaca a paixão brasileira pelo futebol. O logo da marca ganhou ênfase nas cores verde e amarela e até o Monge da Cervejaria trocou sua batina por uma camiseta da Seleção Brasileira.

Além do novo rótulo, a Cervejaria conta também com bolachas, os tradicionais e famosos porta-copos. As bolachas terão artes sobre a Copa do Mundo e tabela de jogos.

A cerveja estará disponível nos próximos dias.

Saison Euforia

Outra comemorativa é a Euforia Saison, cerveja colaborativa entre a Cervejaria Mistura Clássica, de Volta Redonda/RJ e os homebrewrs Eduarda Dardeau e Ricardo Rosa.

A cerveja foi lançada no último dia 10, no Empório Alto dos Pinheiros, reduto obrigatório para todo amante de cervejas artesanais/especiais.

Além da Saison Euforia serão lançadas mais três cervejas comemorativas para a Copa, com as cores da bandeira nacional. Uma WitBier (Garrafa Branca), uma India Pale Ale (Garrafa Verde) e uma Belgian Dark Strong Ale com Blueberry (Garrafa azul). A Saison Euforia (Garrafa Amarela) estará à venda em breve.

Além dos rótulos em comemoração a Copa do Mundo, algumas cervejarias estarão oferecendo tours para visitação e degustação nas fábricas e bares. Um bom exemplo é a Bamberg Votorantim/SP. As visitas ocorrem aos sábados, a partir das 11h00, pelo valor de R$30 com o cervejeiro e proprietário da Bamberg, Alexandre Bazzo que explicará o processo de produção, matérias primas e estilos das cervejas degustadas. Os visitantes terão direito a degustação de 5 chopes direto do tanque de maturação. Para maiores informações acesse o site da Cervejaria. Agendamentos podem ser feitos através do e-mail contato@cervejariabamberg.com.br. Lembrando que a visita já acontece todos os sábados em português.

O que não pode faltar nesta Copa do Mundo é cerveja. Independente se comemorativa ou não.

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto: Caio C.
Fotos: Google.