Clube da Cultura – O Cinema Não Está Sozinho.

Por Lucas Silva

E aí pessoal, prontos para mais uma semana? Hoje volto a falar de um filme, para vocês que estão acompanhando a coluna deve estar começando a ficar claro algo que jáéóbvio para aqueles que me conhecem: adoro a cultura nacional, livros, música, teatro, etc., procuro conhecer nossos artistas e sempre que conheço algo novo fica mais evidente para mim como nossa arte é desvalorizada e sem dúvidas uma das mais subestimadas, e só não digo a mais pois o preconceito com a nossa música ainda é gritante (Se você diz que “música nacional não presta” eu só posso dizer que você não conhece a música nacional, e meu amigo, você não sabe o que está perdendo), é o cinema, já cansei de chamar amigos para ver um filme e ouvir um sonoro “Não” -Acompanhado, geralmente, de uma expressão de desdém- à simples menção de ser um filme nacional, felizmente esse é um costume que vem diminuindo e hoje já consigo uma companhia para o cinema. Mas OK, foco né Lucas? Hoje falarei sobre o filme “Hoje eu quero voltar sozinho”(2014).

A menos que você estivesse em coma ou isolado em uma caverna sem qualquer contato com o mundo exterior nesse último semestre, considero meio impossível você não ter ouvido falar uma vez sequer sobre o filme; baseado no curta metragem “Eu não quero voltar sozinho” (2010), sem porém ser uma continuação, mas uma nova narrativa da história, “Hoje eu quero voltar sozinho”, um filme despretensioso, simples em suas maneiras e belo em todas elas é hoje um sucesso da crítica especializada e de público.

Leonardo (Guilherme Lobo) é um adolescente cego, estudante e com apenas uma amiga, Giovanna (Tess Amorim), que acentuado pela superproteção da mãe, o bullying na escola e a necessidade de se provar capaz, só quer aquilo que no fundo todo adolescente deseja: sair de casa e conseguir sua independência, ele começa então a buscar um curso de intercâmbio; as coisas mudam porém com a chegada de um novo aluno na turma, Gabriel (Fábio Audi) em pouco tempo mexe em toda a rotineira vida de Leonardo, os dois se veem cada vez mais próximos – o que acaba despertando o ciúmes de Giovanna e um afastamento do até então inseparável casal de amigos – e logo Léo se vê apaixonado por Gabriel, sem saber porém se seu sentimento é recíproco e estando agora afastado de sua melhor amiga Leonardo percebe-se com cada vez mais dúvidas e sem saber o que pensar ou como agir.

Eu disse que o filme era simples de muitas maneiras, parando para pensar o enredo segue basicamente essa linha, mas DE FORMA ALGUMA o filme se torna banal em algum momento, Daniel Ribeiro produziu um filme sublime em todos os sentidos, e um deles é justamente toda essa simplicidade inerente em todos os âmbitos do mesmo. É sim um romance adolescente sobre descoberta, primeiro amor e primeiro beijo, mas todos já passamos por isso, e ao ver o filme revivemos tudo isso, seja no desenrolar da história ou em sua trilha sonora pontual em todas as sequências, em suma, o que quero passar é: Quando afirmo ser um filme sem precedentes não falo da boca pra fora, “Hoje eu quero voltar sozinho” é no mínimo obrigatório para qualquer um que aprecie um bom filme.

Neste momento você deve estar sentindo falta de alguma coisa não? Afinal eu estou falando de um romance gay, é esperado ter um dilema, um empecilho, algum diferencial nessa história, e a resposta meus caros é o ponto mais especial do filme: Não. Ao longo do filme a “questão gay” é o menor e mais ínfimo “problema” que separa os protagonistas, em momento algum esse é um fator dominante, vemos dois jovens, com dúvidas dos seus sentimentos, e de como agir mas não por serem do mesmo sexo mas pela incerteza juvenil que todos já enfrentamos, e sim, “apenas” isso.

Deixei aqui minha impressão de “Hoje eu quero voltar sozinho” espero ter conseguido passar quão especial ele é e o passo que ele representa para o nosso cinema e para uma nova percepção de um tema infelizmente tão o incompreendido e rodeado de preconceitos.

Se por acaso você ainda não viu, deixo AQUI o curta que deu origem ao filme, garanto que vale a pena.

Até semana que vem e bem-vindo ao clube!

Texto: Lucas Silva.
Foto: Reprodução.

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Who am i?

Por @Detachez

I feel lost sometimes and just don’t know how to act. Previously on my life i used to think about everything and i saw all like a fase.

I have 26 years old. Look back is like a bad remember. Now i see the future, i see a child that will born, raise for make me happy. Like her brother made me and still make.

What happened? I really don’t know. Time has passed so fast, people come and gone, i survived. Make me strong everyday and i have to go on ahead.

Someday i will look back again and say “i knew it i could”. And i will be finally happy.

Text: Fernanda Saraiva.
Photo: Google.

Clube da Cultura – Nelson como ele é.

Por Lucas Silva

Olá Clube, bem-vindos à nossa terceira semana, ainda aproveitando a gama de temas que podemos ter aqui, essa semana falarei de teatro, especificamente, sobre um dramaturgo.

Meu primeiro contato com o autoproclamado “Anjo Pornográfico” Nelson Rodrigues foi durante o último ano do Ensino Médio; havia uma matéria para o terceiro ano chamada de ‘Produção Artística’ onde sob orientação de um professor, realizaríamos um projeto ao longo do ano, e calhou de naquele ser comemorado o centenário de Nelson Rodrigues, portanto a proposta não poderia ser outra, encenaríamos Nelson. Não seria porém uma de suas peças; visando uma” interdisciplinaridade” e criação de diversas funções para a oportunidade de participação de toda a sala, seria feita a adaptação de três crônicas do autor para o teatro (até porque, estávamos no Ensino Médio, não sei se há alguma peça dele que poderia ter sido feita por nós), e foi aí que fui apresentado ao incrível “A vida como ela é”, o livro de crônicas escritas por ele entre os anos de 1950 à 1961; fiquei chocado, indignado e perplexo, mas principalmente cheio de admiração, pois vamos concordar, quem não gosta de uma boa polêmica? E ‘A vida como ela é’ é um baú delas, nos textos há críticas à família, relacionamentos, sociedade e principalmente ao casamento.

E desde então procurei conhecer ao máximo o trabalho do dramaturgo; ainda no âmbito das crônicas a Globo fez uma ótima adaptação em 1996 de quarenta das crônicas, para uma série de televisão exibida semanalmente no Fantástico, série essa atualmente lançada em DVD e que conta com um elenco esplêndido de atores que fez jus ao trabalho apresentado. Sobre as peças, infelizmente, ainda não tive o prazer de ver a encenação de uma – que são o que lhe fizeram famoso – mas já li algumas, destaque, claro, para “Vestido de Noiva” que foi a precursora de seu sucesso, ao inovar colocando em um mesmo palco três planos de atuação, o da alucinação, da realidade e da memória; e “O beijo no asfalto” que em minha opinião carrega grande parte das características do escritor, críticas à sociedade, família, à própria profissão de jornalista e sequências que mostram extremos do comportamento humano resultando em um final que você não esperava até que aconteça. Aos que quiserem conhecer as peças recomendado grandemente as edições lançadas pela editora Nova Fronteira, elas possuem o texto integral e com apêndices no final que contam com fotos e informações sobre estreia e elenco de cada uma das encenações, ela conta também com o ‘A Vida como ela é’ além de publicações dos textos do autor sob o pseudônimo de Suzana Flag.

Essa foi minha pequena dedicatória a um dos meus autores favoritos, claro que nem de longe faz justiça à grandeza e importância do mesmo, mas se te deixei

ao menos curioso para saber mais sobre ele e seu trabalho já considero meu trabalho realizado.

Então até semana que vem e bem-vindo ao clube!

 

P.S. Para atiçar um pouco mais de sua curiosidade deixo AQUI um dos episódios de “A Vida como ela é” que resume um pouco do teor do trabalho de Nelson Rodrigues.

And those guys who like only white skin? Know nothing innocent…

Por @Detachez

Ok, i know that this has nothing about my life. Or maybe has. How do i know? Well, i just wanna start with a effect of words. So what can i say? I just want to forget it, all of this thoughts and feelings that made me be here, writing these words.

So, i was watching Dexter, and thinking about his vicious, from death, from hide himself and pretending to be someone that he doesn’t was. Who never did that? Who never looked at the mirror and lied for itself?

Dexter Morgan. (Dexter Morse).

Dexter Morgan. (Dexter Morse).

Well, well my friends. It’s so complicated. ‘Cause we don’t want the people know who we really are, or know our deeper secrets. We live to hide ourselves from ourselves. Lying to live, to survive. And who don’t knows how difficult is to survive when ourselves are our enemies?

I think that this survival is to keep us alive. To keep us trying to be someone better. To make us to believe that we can. And we really can, but we’ll always hide who we really are. Who see our faces don’t see our hearts. And this will never ends.

Text: Fernanda Saraiva.
Photo: Google.
Try new experiences!

 

Notas de Falecimento.

Por @Detachez

Dr. Osmar

Dr. Osmar

Este final de semana foi de grande perda aos fãs e torcedores corinthianos, pois na noite de sexta feira (11/07) morreu o médico e comentarista Osmar de Oliveira, aos 71 anos em São Paulo. O médico estava internado no hospital AC Camargo e perdeu a vida após uma parada cardíaca que se deu após uma hemorragia.

Eternamente em todos os nossos corações.

Homenagem do Corinthians ao eterno torcedor

Homenagem do Corinthians ao eterno torcedor

 

Texto abaixo publicado em Já Dizia O Amauri.

Hoje o dia amanheceu bem triste, a frase “Hey Ho Lets Go!” será tocado bem baixinho, perdemos Tommy Ramone. O lendário baterista e um dos fundadores dos Ramones faleceu em sua residência em Nova York onde estava recebendo cuidados paliativos para colangiocarcinoma (câncer de ducto biliar).

Tommy Ramone

Tommy Ramone

Tommy foi um dos fundadores da maior banda punk que já existiu deixando um legado muito grande e fãs por diversas partes do mundo. Tommy participou como musico de apenas três álbuns da banda  “Ramones” (1976), “Leave home” (1977) e “Rocket to Russia” (1977) quando resolveu sair e se dedicar a carreira de produtor musical.

Um de suas músicas mais famosas e que se tornaram símbolo da banda foi o sucesso Blitzkrieg Bop, que muitos conhecem apenas como Hey ho, let’s Go!. Hit que é cantando por muitos em vários shows sejam eles de punk ou não. Tommy será sempre lembrado por ter fundado o Ramones e criado um novo estilo de rock, que é o punk.

Tommy Ramone

Tommy Ramone

Tommy deixara saudades, mas jamais será esquecido por tudo o que ele fez para o mundo da música, criando um novo jeito de toca e que até hoje serve de inspiração para muitas bandas novas espalhadas pelo mundo.

Tommy obrigado por tudo e vá em paz.

Ramones

Ramones

“O Ramones não era apenas música: era uma ideia. Era o ato de trazer de volta para o rock todo o sentimento que estava faltando – foi uma explosão para dizer algo novo e diferente. Originalmente, era apenas uma coisa artística; depois, finalmente senti que era bom o suficiente para todo mundo.” – Tommy Ramone.

Texto Osmar de Oliveira: Fernanda Saraiva.
Texto Tommy Ramone: Amauri Lava.Vídeo original do texto JDA: AQUI.

A Interiorana – O ‘perto’ de paulistano.

Por

Tive relacionamentos próximos e distantes, nem sempre propriamente ditos ‘namoros’, pode até ser julgados relacionamentos de amizade, digam-se de passagem, ganhei amigos bem importantes que fizeram toda uma diferença na minha vida. Costumo dizer que as pessoas tem um momento totalmente oportuno ao adentrarem meu caminho, enfim.

Tenho pensado muito nessas relações que mantive e depois vi partir, as vezes nem percebia que já chegava ao fim… e em muitas dessas vezes, me pegava aqui pensando, como foi que esse partiu mesmo?

Mas a questão que quero expor aqui hoje é a seguinte: como as pessoas na capital mantém as suas relações, e como as pessoas no interior as mantém… o ‘perto’ de paulistano, não é o mesmo que do paulista. Considerando que muita gente da capital, às vezes leva pra chegar no trabalho, um tempo que talvez ultrapassasse o tempo pra atravessar uma cidade do interior, elas estão acostumadas a percorrerem longas distancias, ter os mais variados ciclos de amizade.

Talvez quem vive no interior, não tenha dessa disponibilidade, busque por coisas mais próximas, mesmo que as vezes pareça, mas só pareça, que quem está distante, é mais interessante. Contraposto a esta disponibilidade do paulistano, está a diversidade de escolha, eles se veem em variados ciclos, num mesmo tempo, e de repente, ciclos que nunca se encontrarão em qualquer ou determinado momento em suas vidas.

Já aqui, estamos acostumados a conhecer e encontrar sempre as mesmas pessoas, e é difícil sair desta zona de conforto, é difícil ficar longe, sentir a saudade apertar o peito.

Houveram instantes em que só me via rodeada de conhecidos distantes, e quando precisava, não tinha alguém pra abraçar, um colo pra chorar, um carinho a receber, já hoje me vejo envolta de pessoas queridas, que estão pertinho de mim, e não quero diminuir a importância de quem está longe, mas hoje, são estas pessoas próximas quem tem da minha atenção, não mais o mundo virtual que me privava até mesmo e me relacionar com quem estava perto.

De repente 30

De repente 30

Hoje, não corro muito mais que uma rua pra estar ao lado de alguém especial, isto é o perto pra interiorana.

Texto por: Thaís Calado.
Foto por: Google.

Na Moral – A linha tênue

Por Larissa Helen

Um dia sorrindo, outro dia nossos olhos não abrem. Um dia bem, no outro dia, não há mais ninguém.
Não há café da manhã feito, não há o almoço perfeito, não há as particularidades de um ser humano. Num dia está ali, no outro, não mais.
Você se recorda de algumas coisas, alguém abrindo a geladeira te pegando o Biotônico Fontoura, te servindo o almoço e preparando teu lanche para o colégio.

De repente, você perde as lembranças, esquece-se da pessoa e das coisas que ela fez, só. Só, o que martela na mente é o que você vê agora.
O dolorido “agora”. Você se esforça, e sua mente custa a aceitar determinadas coisas. Sua cabeça gira, teu corpo amolece, e, você cai.

É retirado do seu pedaço material. Perde-se, perde-se, em meio a não aceitação. Você não aceita a troca de papéis, quem um dia cuidou de você, hoje é você quem cuida.
A máquina de costura, a forma de bolo, a cozinha, o “cantinha da reza” ficam à espera de alguém.

Quem regará as plantas, quem alimentará as galinhas, quem cuidará dos cachorros?
Quem era indestrutível, hoje é vulnerável, quem sorria, hoje dorme.
A face, o cabelo, as mãos não são as mesmas, não há semelhança em nada disso.
Onde já justiça no ato de maltratar o que é “seu”? Há sete bilhões de indivíduos nesse planeta de merda, e resolvem simplesmente em brincar com você, testar seus limites emocionais, como num jogo.
Podem dizer por educação que tudo ficará bem, podem tentar te convencer de que ainda há forças, mas o medo prevalece. Ninguém deve sentir esse medo de perder alguém, ninguém, não faz bem isso.
Por mais complexo que seja a vida de cada cidadão, por mais veloz que o dia corra e as obrigações não sejam cumpridas, por mais compromissos que esteja marcado na agenda, mesmo com milhões de avisos de “está atrasado para a reunião”, PARE, pare tudo, largue o celular, desligue o computador, saia da zona de conforto; troque de roupa ou simplesmente penteie o cabelo, não crie receios em ser clichê, foda-se a vergonha em ser piegas.

Olhe, simplesmente olhe e preste atenção na(s) pessoa(s) que se fazem importantes na sua vida. Deixa cair essa chuva de lágrimas e dizeres ridículos, abra a boca não para reclamar, não para xingar. Abra a boca e diga as importâncias, diga. A importância.

Não tenha receio de abraçar, se quiser abraçar, não se envergonha se desejar chorar, e o mais importante, abra o jogo, diga o quão grato é para cada um que o rodeia. Ninguém é de ferro e aguenta guardar tudo para si para o resto da vida.
Abrace quem desejar abraçar, chore na frente de quem desejar chorar, diga “eu te amo” para quem desejar dizer, só não vá dormir com arrependimentos.
Num dia, você está com todos, todos estão bem e tomados pela rotina da vida, num outro dia, você se encontra perdido, sem o que pensar nem o que fazer.
Há sempre o pensamento egoísta de que “isso nunca vai acontecer comigo” e é quando a casa cai e você desaba. Você acorda e programa seu dia, e em meia hora, a vida muda completamente.
Existe uma linha tênue dividindo o possível do impossível, e em meio a isso, está você com as pessoas que gosta. A diferença entre o que pode acontecer e não pode acontecer é pouca, e o que nos resta é valorizar e sorrir para o que se faz presente em nossa vida.
Qualquer que seja nossa força e desapego, tem uma hora que tudo desmorona, e somos adultos e devemos lidas. Demora em cada informação ser assimilada, e os fatos devem ser digeridos, mas o coração para, seu funcionamento falha e a linha tênue, se rompe o impossível, um dia acontece.

 

– Queria dedicar esse texto para minha avó, que se encontra internada, e peço de coração que mande muita, muita positividade para ela, ela precisa.

Texto: Larissa Hellen.
Dedicatórias: A equipe SPNQSC deseja toda a melhora em massa do mundo para sua avó. Só quando envelhecemos sentimos o peso da vida. Que tudo de bom atinja ela em todos os momentos, até que ela saia do hospital.

Clique AQUI para ouvir a música que Larissa usou para escrever este texto.