Texto: “Musical: O Homem de La Mancha”

Mayara Moreno

O músical inspirado na obra de Miguel de Cervantes “Dom Quixote” de 1605, que trata-se de um velho fazendeiro que possui o costume de ler romances de cavalheiros, após perder a razão, decide imitar seus herois favoritos e sair por ai a cavalo em companhia de seu amigo Sancho Pança, que via a vida da forma realista, diferente de Dom, os dois embarcam em diversas aventuras, que tristemente sempre são desmentidas pela vida.

Com sucesso, a obra torna-se base para um músical, estreado na Broadway em 1965 tendo o nome de “O Homem de La Mancha”, atingiu o número de 2.329 apresentações sendo vencedor de 5 prêmios.

Em 1972 chega ao Brasil a adaptação do músical, sendo apresentada no Teatro Municipal de Santo André e dirigida por Flávio Rangel tendo participação, também, na produção do texto junto a Paulo Pontes. Quanto a parte músical, que foi adaptada para o português, Chico Buarque de Holanda e Ruy Guerra assinaram as versões. A baixo tem a “The Impossible Dream”, classico da Broadway interpretada por Chico Buarque e Bethania em português.

Em 2014 o teatro do Centro Cultural FIESP, na Av. Paulista, recebeu uma nova adaptação do músical, dirigida por Miguel Falabella. Com inspiração do artista Arthur Bispo do Rosário, Miguel transforma a peça, ambientando-a num manicômio brasileiro no final dos anos 30. O músical já foi visto por mais de 100 mil pessoas em pouco mais de 200 apresentações.

O artista sergipano Arthur Bispo do Rosário, falecido em 1989, marinheiro, diagnosticado com esquisofrênia-paranoica, viveu 50 anos de sua vida internado no sanatório para doentes mentais Colônia Juliano Moreira no Rio de Janeiro, onde se encontra um museu em sua homenagem chamado Museu de Arte Contemporânea Arthur Bispo do Rosário. Durante todos seus anos no local, Arthur acreditou que sua missão de vida era apresentar a Deus o mundo e suas coisas, incentivando-o assim a produzir bordados contendo imagens e escritas, mumificou objetos com linha azul descolorida, construiu paineis de seriação de objetos do cotidiano em composições abstratas. Infelizmente seu talento artístico foi reconhecido poucos anos antes de sua morte, porém hoje museus do mundo inteiro já exibiram suas artes, incluido o Brasil que com frequência tem exposições.

Foto: www1.folha.uol.com.br

Foto: www1.folha.uol.com.br

Aqui vai algumas informaçoes importantes:

Local: Teatro do Sesi. Av. Paulista, 1313 – Bela Vista, São Paulo – SP.
Temporada: 14 de janeiro a 28 de junho de 2015 Horarios: Quarta a sexta, às 21h | Sábados, às 17h e às 21h | Domingos, às 19h.
Classificação indicativa: 10 anos Ingressos: gratuitos para a temporada de 2015 reservados online acesse AQUI a partir do dia 10 de janeiro.

– apresentações entre dias 1º e 15 do mês, reservas on-line liberadas dia 25 do mês anterior – a partir das 8h. – apresentações entre dias 16 e 31 do mês, reservas on-line liberadas dia 10 do mesmo mês – a partir das 8h.

Ingressos remanescentes são distribuídos nos dias das apresentações, a partir do horário de abertura da bilheteria (de quarta a sábado, das 13h às 21h; e aos domingos, das 11h às 19h30)

Para mais informações, acesse AQUI.

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Musicoterapia

Bruno Rodrigues

Eu me dopo ouvindo música. Não, não faço uso de substâncias alucinógenas. Eu simplesmente estabeleço uma relação entre o momento e a música que está tocando e entro em um estado de transe.

Segundo definição técnica, musicoterapia é a ciência que utiliza as músicas para fins terapêuticos, como promover comunicação, aprendizado e mobilização, entre outros objetivos, e atender necessidades físicas, mentais e sociais, para uma melhor qualidade de vida. Tudo isso é ministrado por um musicoterapeuta qualificado.

Mas quem (realmente) precisa de um especialista quando se é um apaixonado por música?

Em 2013, eu estava no último semestre da faculdade, finalizando meu TCC. Por trabalhar em uma empresa totalmente dependente das variantes econômicas do país, tive uma sobrecarga absurda de trabalho e fui forçado a fazer horas extras. Passando a sair mais tarde, perdi aulas fundamentais e instruções valiosas para o TCC. Mas como a sobrecarga de trabalho era realmente absurda, eu não conseguia dar conta em apenas 10 horas (!) de trabalho.

Passei aproximadamente 20 dias sem conseguir estudar e não consegui finalizar todo o trabalho. Entrava todos os dias na empresa pensando que seria meu último dia naquele lugar, que a qualquer momento alguém me chamaria numa sala de reunião e me dispensaria, mesmo sabendo de tudo o que se passava comigo. Foi aí que passei a me apegar às músicas que escutava na época.

Entre “tapas na cara” e palavras de incentivo, elas me serviram para botar a cabeça no lugar, e perceber que reverter aquela situação dependia mais de mim do que dos fatores externos.

O resultado? Estou formado e continuo trabalhando na mesma empresa, mas em outro departamento.

Além de incentivar, a música também serve para concentrar. Eu mesmo produzo muito mais com um par de fones tocando minhas músicas preferidas do que ouvindo o som ambiente do escritório, cheio de conversas desinteressantes. Meu terceiro hobby favorito, a leitura, também rende muito mais se acompanhada de uma boa música.

Outro exemplo que posso citar aconteceu há menos de um mês. Eu estava lendo a biografia do ex-jogador Casagrande (inclusive recomendo a leitura), conhecido por seus problemas com as drogas e seu comportamento pouco usual para um jogador de futebol. Em um dos capítulos, o autor do livro conta sobre uma experiência que Casagrande teve com demônios, os vendo por vários cantos de sua casa, ficando sem se alimentar ou dormir por aproximadamente 10 dias.

Neste capítulo do livro, o celular colocou para tocar o álbum Avenged Sevenfold, da banda de mesmo nome. A melodia de cada música preenchia a mente de uma tal forma que o álbum se tornou trilha sonora daquele capítulo inteiro, como se no livro houvesse a recomendação ao leitor de ouvir exatamente esse álbum enquanto o capítulo dos demônios é lido.

Além desses exemplos, existem alguns que soam até meio óbvios, como ouvir Sublime enquanto se pega uma estrada em direção à praia, ou ainda ouvir Los Hermanos quando se está vivendo os primeiros momentos de uma paixão, ou mesmo ouvir um Punk/HC quando se está a ponto de destruir a casa de ódio. Isso acalma, relaxa, nos deixa mais leve.

E você, qual a música que estava ouvindo enquanto lia esse texto?

Para escrevê-lo, ouvi “Para mais tarde fazermos a cabeça” do Charlie Brown Jr., e “Mão na cabeça” do Planet Hemp.

III Bienal Internacional Graffiti Fine Art

Por Mayara Moreno.

O graffiti é o tipo de arte urbana mais criminalizado pela sociedade, que ironicamente pode ser visto a cada esquina que você cruza na nossa grande cidade cinza e que cada vez mais tem ganhado reconhecimento pelo mundo a fora, em muitos países grafiteiros brasileiros são convidados a viajarem e prestigia-los com sua arte. Aqui no Brasil, ainda precisa-se muito para chegar a esse ponto, já que infelizmente esse tipo de arte só é reconhecida por grande parte da sociedade quando se encontra sob galerias de arte ou alguma exposição. Sim, esse tipo de trabalho com certeza é muito importante para os artistas em questão, mas uma forma de expressão tão pura e com o gostinho brasileiro que muitas vezes explicita problemas sociais e políticos com formas que não precisam ter nada escrito para passar a mensagem do grafiteiro, deveria ter seu devido respeito.

Atualmente, esta acontecendo a III Bienal Internacional Graffiti Fine Art, reunindo pinturas com spray, estêncil e pinceis em paredes e murais. Pode-se ver também instalações esculturas e videoarte.

São 63 grafiteiros, sendo 11 estrangeiros de países como Estados Unidos, Alemanha, França, Italia, Chile, Peru e Japão. Sendo eles conhecidos ou não, antigos no grafiti ou não.

A primeira edição da Bienal aconteceu em setembro de 2010. Este ano sendo exibida no prédio do Pavilhão da Cultura Brasileira, arquitetado na década de 50 por Oscar Niemeyer.

O intuito do projeto é passar ao publico o que o grafiti é, uma arte, mostrando suas técnicas e suas mensagens com mais “calma” e excluindo o cenário da rua.

III Bienal Internacional Graffiti Fine Art

De 18 de abril a 19 de maio

Horário: Terças das 10h às 21h; Quarta a domingo das 10h às 18h Local: Pavilhão das Culturas Brasileiras, Parque do Ibirapuera – Rua Pedro Álvares Cabral, s/n. São Paulo – SP. Preço: Entrada gratuita.