Raízes em grená**

Um dos mais tradicionais de São Paulo,  o Juventus da Mooca mostra como paixão, tradição e cannolis podem manter um clube na ativa.

Lucas S. de França

Quadro na entrada do campo, preenchido com nomes de torcedores do Juventus de todas as gerações. (Foto: Sergio Ricardo)

Quadro na entrada do campo, preenchido com nomes de torcedores do Juventus de todas as gerações. (Foto: Sergio Ricardo)

São 7 horas de um domingo de manhã. Dia 10 de maio para ser exato. As ruas ainda estão vazias quando um grupo de torcedores vestidos de grená e branco se encontra na casa de um dos integrantes da torcida organizada Setor 2. As padarias e cantinas que popularizam o bairro começam a levantar as portas enquanto o frio da manhã começa a dar lugar para o agradável calor do sol.

Já são nove horas, estamos agora na famosa Rua Javari no Bairro da Mooca, mesmo faltando uma hora para o início da partida, ainda assim os arredores do estádio Conde Rodolfo Crespi já estão tomados por ansiosos torcedores que passam esta hora restante acompanhados de cerveja, churrasco e cannolis (doce tipicamente italiano). O Setor 2 entra pelo pequeno portão do estádio, atravessa um ainda menor corredor, imortalizado pelas as assinaturas de fanáticos juventinos nas paredes brancas, ao sair desta pequena passagem vemos a verdadeira dimensão do estádio. Faz justiça aqueles que o chamam de charmoso, semelhante aos padrões dos antigos estádios europeus. Pequeno e aconchegante. Rústico e acolhedor. Um caldeirão em poucos instantes. Nos instalamos atrás do gol esquerdo e aguardamos a entrada dos times ao som dos instrumentos e das vozes daqueles que ao pouco ocupam os 4 mil lugares disponíveis, “Moleque Travesso, eu vou te pegar” ecoa nesta casa. O Clube Atlético Juventus acaba de entrar em campo.

Fundado em 1924 com o nome Cotonifício Rodolfo Crespi F.C., após a junção de dois tradicionais clubes da várzea paulistana, o Extra São Paulo F.C. e o Cavalheiro Crespi F.C, ambos do bairro da Mooca, a instituição só viria a ganhar seu atual nome em 1930 como uma maneira de homenagear o Juventus de Turim, popular clube italiano de futebol.

Apesar de diferenças marcantes comparada aos tempos atuais ( o uniforme hoje grená, era vermelho, preto e branco ), algumas tradições se mantiveram. Uma delas e quiçá principal, é a localização de seu campo na rua Javari. Este inaugurado um ano após o início das atividades no clube, na ainda Alameda Javry, número 117, hoje conhecida como rua Javari. O estádio Conde Rodolfo Crespi viria a ser inaugurado somente em 1941.

O primeiro título veio em 1929, após a conquista do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, mas foi a partir de 1930 que o clube passou a ganhar destaque no cenário paulista de futebol, quando passou a ser conhecido carinhosamente como “Moleque Travesso”, justamente por aprontar contra os grandes times da capital como Corinthians e Palestra Itália (Palmeiras). A partir daí veio o profissionalismo dentro do clube, onde o Juventus, agora com seu tradicional uniforme, começou a figurar dentro das competições tradicionais da cidade.

Apesar da rápida ascensão, o Juventus sofreu e ainda sofre várias mágoas em sua história. Diversos rebaixamentos tanto no cenário nacional quanto estadual tiraram do clube o status que antes havia sido conquistado, com isso, algumas crises administrativas e financeiras se instalaram na instituição. Apesar disso, o Moleque Travesso que hoje figura a série A-3 do Paulista de Futebol ( com grandes chances de subir de divisão) se apega a suas tradições, e sua torcida faz questão de fazer o mesmo. Os juventinos se apegam ao time da mesma forma que o time se apega a eles.

Reduto

Nos dias presentes, ainda durante a partida entre Juventus e Votuporanguense, percebemos que conciliada a esta paixão pelo time estão as raízes deste lugar. Camisas com frases como: “Mooca é Mooca”, como a usada por um garoto com não mais de dez anos divide espaço com um moletom de um senhor com não menos de sessenta anos que diz: “Eu sou da Mooca, Bello.” Assim como a paixão de um casal, os moradores deste tão singelo bairro não se contentam em amá-lo, é preciso dizer ao mundo como se sentem: “É como o quintal de casa”, conta Maurício Tognella de 72 anos, que veio ao estádio acompanhado de sua esposa, sua filha e seu genro, tiveram de apressar a saída pois tinham um almoço reservado em uma das cantinas da região em meia hora. O casal Rodrigo Carvalho, 32 e Letícia Henrique, 30 também não puderam deixar de dar seu comentário sobre o lar: “Moro aqui a minha vida inteira, é uma coisa de família, passamos a acompanhar o Juventus há 6 anos e não vamos mais abrir mão”, disse Rodrigo. “Houve mudanças aqui na Mooca claro, porém não muitas, tirando os prédios acho que tudo continua igual. O que é bom”, completa Letícia rindo.

Ao chegar o intervalo da partida me é recomendando por Capricho, apelido de um dos membros da Setor 2, que experimentemos os famosos cannolis da Rua Javari: “Você não vai se arrepender”, ele me diz. Aceitei a sugestão e ao chegar até a gigantesca fila percebo que o laço que a Mooca e o próprio Juventus traçam com a cidade de São Paulo é maior do que eu esperava. Há ao menos três pessoas com camisas dos grandes clubes da Capital, todas dividindo o mesmo espaço e justificando porque o Juventus é o segundo clube de todo paulistano: “Na verdade eu vim até aqui comprar cannolis. Eu moro na Vila Mariana, nem sabia que tinha jogo hoje. Mas já que estou aqui pensei em assistir. O ingresso não é caro mesmo”, conta Carlos de Paula, 53, que vestia um agasalho do São Paulo Futebol Clube enquanto comprava seus quitutes italianos.

Torcedor assiste ao jogo com sua camisa da Mooca/Juventus (Foto: Sergio Ricardo)

Torcedor assiste ao jogo com sua camisa da Mooca/Juventus (Foto: Sergio Ricardo)

Conforme o fim da partida se aproxima, esta que o Moleque Travesso já estava vencendo pelo o marcante placar de 5×1, temos uma amostra do senso de união que este mítico estádio (onde Pelé marcou seu mais belo gol na carreira, com direito a busto na entrada do local) oferece é realmente algo fora dos padrões do futebol moderno. É de dar inveja aos grandes clubes brasileiros e por que não mundiais. A atmosfera nos remete ao motivo do futebol ser o esporte mais popular do mundo. Não são negócios, é uma paixão. Mais que uma festa de torcida é uma festa em família, onde gerações de juventinos convivem nos alambrados, nas pouco confortáveis arquibancadas, no espremido corredor que leva ao campo, em seus jogadores que conversam com a torcida acabara de assistir ao seu jogo, é a própria imprensa do clube abaixando seus instrumentos de trabalho e comemorando com a massa. É a sensação de estar em casa. Coisas que somente a Mooca pode nos oferecer.

Estádio, um dos símbolo do Juventus, na rua Javari. (Foto: Domínio público)

Estádio, um dos símbolo do Juventus, na rua Javari. (Foto: Domínio público)

** Este texto foi publicado originalmente no blog Comunica Fapcom.

O parque da Luz por dois olhares antigos**

Seu José e Seu Luiz contam como era o parque há 50 anos, quando desembarcaram em São Paulo em busca de uma vida melhor

Renata Leite

Situado na região central da cidade de São Paulo entre a estação da Luz e a Pinacoteca, encontra-se o conhecido Parque da Luz. Inaugurado em 1825, o espaço público recebeu o nome de Jardim Botânico da Luz, antes disso ali era uma espécie de matagal. Mais tarde o local passou por reformas sendo transformado em Jardim.

Lago do Parque da Luz antes da Reforma. Fonte: CLIQUE AQUI

Lago do Parque da Luz antes da Reforma. Fonte: CLIQUE AQUI

Com a chegada da primeira linha ferroviária em 1901, o parque passou por uma nova transformação e a preocupação estava na estética do local, que era visto como a porta de entrada da cidade. Com isso, houve um crescimento dos visitantes principalmente por ser de fácil acesso. Desde então, o parque passou por inúmeras reformas e uma triste fase de abandono dos órgãos públicos, especialmente nas décadas de 70.

Hoje o espaço promove lazer e entretenimento para o bairro da Luz e entre os paulistanos é uma referência histórica, pois já presenciou grandes eventos como: a instalação da luz elétrica, a primeira quermesse da cidade e a recepção dos soldados recém chegados da Guerra do Paraguai, no final de 1860.

De volta ao início

Quem chegava em São Paulo pela linha ferroviária, hoje desativada e tombada por ser um patrimônio histórico, tinha seu primeiro contato com o Parque da Luz considerado na época como cartão postal da cidade.

O aposentado José Cândido Teodoro, 66, de Borda da Mata (MG), sobrevive como ambulante vendendo pipoca, água e balas em frente ao portão do parque. Ao desembarcar com o pai no antigo terminal ferroviário há quase 50 anos, ficou deslumbrado com o ambiente verde e no quão aquele lugar lhe trazia um sentimento acolhedor. “Aqui é a escola da vida”, comenta.

Além de frequentador, ele tem um apego ao espaço e fez dali sua moradia. Sim, ele “mora” ali perto. Quando não vai para casa, passa a noite em um hotel próximo ou com os amigos que fez dentro do parque, moradores de rua com quem se sente bem e foge da realidade do abandono que o próprio filho o deixou. “Sou uma pessoa feliz e vivo cercado de gente boa, anjos, assim como você”, disse sorrindo para a repórter. Seu passatempo é ficar lendo no parque.

Seu José, mineiro que veio há 50 anos para São Paulo, de dia lê seu livro no banco do Parque da Luz; à noite, tem dias, que dorme com os moradores de rua da região. (Foto: Renata Leite)

Seu José, mineiro que veio há 50 anos para São Paulo, de dia lê seu livro no banco do Parque da Luz; à noite, tem dias, que dorme com os moradores de rua da região. (Foto: Renata Leite)

À paisana estava Seu Luiz Ferreira de Lima, 67, natural de Pernambuco (PE). O ex-feirante deixou a roça e veio para São Paulo há mais de 50 anos com a intenção de conseguir trabalho. À procura de um lugar para morar, desembarcou no bairro do Brás, mas não ficou e decidiu ir para Santo André, na região do ABC paulista. Chegando na cidade visinha da capital, pediu permissão para dormir perto de uma guarita da Polícia Militar e, após três dias, arranjou emprego e fez sua vida.

Ele ainda mora em Santo André e conta que seu primeiro contato ao chegar na capital foi a vista da antiga rodoviária da Luz e do parque. “Eu moro aqui há 50 anos e vi esse parque se transformar. Quando cheguei aqui, ele não era assim”. Seu Luiz, que também trabalhou na construção das linhas de metrô, conta que mesmo morando em outra região seu lazer é alimentar os bichos do parque e andar pela bairro da Luz.

Seu Luiz, que mora em Santo André, conta que seu passeio preferido é passear pelo parque e alimentar os pombos (mesmo reconhecendo que os bichos podem transmitir doenças). (Foto: Renata Leite)

Seu Luiz, que mora em Santo André, conta que seu passeio preferido é passear pelo parque e alimentar os pombos (mesmo reconhecendo que os bichos podem transmitir doenças). (Foto: Renata Leite)

** Este texto foi publicado originalmente no blog Comunica Fapcom.

Uma flor no meio da selva de pedra**

Como lembrança de um tempo de mudanças, a Casa das Rosas mantém seu casarão até hoje na Avenida Paulista, repleta de prédios high tech.

Tabata Sando

Casa das Rosas no começo do século XX. Fonte:http://antigoemoderno.blogspot.com.br/

Casa das Rosas no começo do século XX. Fonte:http://antigoemoderno.blogspot.com.br/

Em meio ao cenário de mudanças regionais e a presença constante da elite paulistana no início do século XX, Francisco de Paula Ramos de Azevedo projetou, em um pedaço de lote da extensa Avenida Paulista, um casarão com mais de 30 cômodos, inspirado na arquitetura das mansões francesas.

O projeto foi finalizado em 1935, como um presente a sua filha, Lúcia Azevedo Dias de Castro e seu marido. Residiram no casarão mais de 50 anos, até que em 1986, a casa foi desapropriada pelo governo do estado, abrindo suas portas novamente apenas em 1991, como um espaço cultural.

O aposentado Ary de Sando, escritor, por hobby, há mais de 60 anos, constantemente visitava o espaço. Até mesmo, quando ainda servia de domicílio a família Azevedo.

“Desde a época em que o casarão tornou-se um centro cultural, o espaço em torno dele, a sociedade mudaram muito. O que agora são grandes prédios comerciais antigamente dava lugar a pomares e plantações de café. Hoje em dia a correria de homens engravatados por toda a grande passarela que é a Avenida Paulista era cenário para barões e pessoas de importância se encontrarem de tarde e conversarem sobre seus bens”, recorda-se Ary.

O espaço recebeu o nome de “Casa das Rosas” por manter até hoje um dos jardins mais belos da cidade, protagonizado devidamente por suas rosas.

Desde 2004, passou a se chamar Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, em homenagem ao poeta, tradutor e ensaísta Haroldo de Campos. Atualmente para aqueles que frequentarem o espaço vão apreciar exposições e a arquitetura do local, como alguns dos pertences de época. A casa oferece também cursos, eventos e palestras sobre poesia e literatura, dando auxílio e apoio para aspirantes a escritores.

Rafael Gatuzzo, funcionário da Casa das Rosas, certifica que em mais de 10 anos, o espaço já recebeu mais de oito mil visitantes, das mais diversas idades e interesses. “A cada dia, mais de quatro línguas são faladas por aqui. Muitos estudantes e até mesmo antigos e novos visitantes têm interesse pela história do centro cultural e nas obras de Haroldo de Campos e a arquitetura de Ramos de Azevedo, o último, pela importância por ser um ícone para a transição da urbanização para a cidade de São Paulo”, comenta.

Além da Casa das Rosas, Ramos de Azevedo também projetou outros edifícios históricos da capital, como a Pinacoteca do Estado, Theatro Municipal e o Mercado Público de São Paulo, o Mercadão.

Horário de Funcionamento:
Terça-feira a sábado, das 10h às 22h;

Domingos e Feriados, das 10h às 18h.

Para mais informações:

(11) 3285-6986 | 3288-9447 | contato@casadasrosas.org.br
Av. Paulista, 37| Bela Vista São Paulo/01311-902

** Este texto foi publicado originalmente no blog Comunica Fapcom.

Masp: maior arte já criada nos anos 40**

O museu foi criado em 1947 em São Paulo

Flávia Pereira

Foto: Museu do MASP antigamente – site flanela paulistana

Foto: Museu do MASP antigamente – site flanela paulistana

A Avenida Paulista possui um dos principais pontos artísticos da metrópole paulista: O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, mais conhecido como Masp. Ele foi inaugurado no dia 2 de outubro de 1947, na Rua 7 de abril, na região central da capital paulista. Foi idealizado pelo criador da empresa Diários e Emissoras Associados, Assis Chateaubriand e pelo mestre, ativista da mídia e crítico de arte italiano Pietro Bardi.

Como a cidade de São Paulo era na época a grande capital financeira, decidiram que o museu seria construído. A arquitetura do Masp foi toda projetada pela esposa de Pietro Bardi, a arquiteta Lina Bo Bardi e construída pelo o engenheiro consagrado Figueiredo Ferraz.

O prédio, que levou 12 anos para ser construído, suspenso sobre quatro colunas ligadas por duas gigantescas vigas de concreto, cumpre a promessa de manutenção do Belvedere Trianon, deixando oito metros de altura numa extensão de 74 metros. Com obras de arte que passaram por vários países, inclusive na Europa, a inauguração do museu contou com a presença da Rainha Elizabeth II da Inglaterra, das maiores autoridades brasileira da época e uma grande participação do público em frente ao edifício.

Na década de 1990, as colunas do edifício foram totalmente pintadas de vermelho, para homenagear os 40 anos do museu. Em 1997, o prédio passou por uma reforma que recebeu um terceiro andar subsolo, onde ficam as peças do acervo que não estão mais em exposição. Em 2007, o Masp teve suas coleções reorganizadas em quatro exposições, pelo curador coordenador do museu. Prof. Teixeira Coelho, quando o museu completava 60 anos de história.

Marcelo Marchi, trabalhador da Assembleia Legislativa de São Paulo, relata que, em sua época de faculdade, em 2001 os alunos ganharam um convite para uma exposição de Expressionismo dos 100 anos de Machado de Assis, dentro do espaço cultural do Masp. Ele comenta que vários artistas expuseram suas obras e que no dia teve teatro, relatos e livros, tudo sobre o autor brasileiro. Antigamente segundo Marcelo, era um espaço cultural que poucas pessoas tinham acesso.

A professora Maria de Lourdes conta que em 1979, quando ela cursava o ginásio, foi numa exposição do museu e diz que o Masp não mudou muito desde essa época. “As colunas já eram vermelhas destacando a arquitetura do prédio, na parte externa – pátio havia algumas colunas com amostras das exposições. As salas tinham pouca luz, muitas janelas de grandes vidros, as obras ficavam suspensas e se não me engano nessa época vimos obras pertencentes ao acervo do museu. O quadro que ficou marcado em minha memória foi Rosa e Azul do artista Renoir”, diz Maria.

Desde o início, o museu proporciona ao público brasileiro centenas de exposições de artistas estrangeiros e grandes exposições internacionais através do intercâmbio de obras com diversos museus no mundo e o patrocínio de empresas parceiras, e permanentemente apresenta as obras dos artistas radicados no Brasil através de uma visão contemporânea da produção atual de todas as manifestações artísticas.

Informações ao Público:

Endereço: Avenida Paulista, 1578 – São Paulo – SP
Telefone: (55- 11) 3251-5644
Fax: (55-11) 3284-0574
Próximo à estação do metrô Trianon- Masp

Horários:

Terça a domingo: 10h às 18h (bilheteria aberta até 17h30)
Quinta-feira: 10h às 20h (bilheteria até 19h30)

Ingressos:
R$25,00 (entrada); R$12,00 (meia-entrada)
O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo, e às quintas-feiras, a partir das 17h.

O ingresso dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita.
Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam R$12,00 (meia entrada).
Menores de 10 anos de idade não pagam ingresso.
O MASP aceita todos os cartões de crédito. O Vale cultura é bem-vindo.

Estacionamento:
Convênio com Progress Park Estacionamentos
Avenida Paulista, 1636
De segunda a domingo, das 7h às 21h30, pelo período de 3 horas: R$15
Acessível a deficientes, ar condicionado, classificação livre.

** Este texto foi publicado originalmente no blog Comunica Fapcom.