A Interiorana – Sobre tabu.

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Sei que a interiorana tem um papel a cumprir: revelar sua paixão por São Paulo, e também, mostrar que o interior o compõe, porém, como vocês podem acompanhar, meus textos são pessoais, sobre vivências, pensamentos e sentimentos.

Nesta semana algumas questões rodearam minha cabeça e foi um desafio pra mim escrever a postagem de hoje. Sou uma pessoa muito tímida, resguardada e que tem optado por se abrir pro mundo e aderir a novos pensamentos, ultrapassando obstáculos e tentando mudar algumas coisas que me roubam do ‘eu mesma’.

Bem, sem mais delongas, hoje falarei sobre ‘Tabu’, e cá começo por sua definição: Tabu é uma proibição de cunho cultural/social, que busca aproximar-se de seres idealizados superiores, pela não-realização do que se considera errado. Seja através de uma religião, de moralidades ou de juízos. Certas destas convenções ditam e julgam muitas atitudes como sendo impuras, imorais, ‘coisas do diabo’, como por exemplo, o ato de falar palavrão, doação de órgãos, etc.

O tabu que aqui explorarei, é um dos mais temidos, tanto por homens quanto pelas próprias mulheres, que é o prazer (sexual) feminino. Existem culturas que privam totalmente as mulheres deste prazer, um exemplo cultural: propõe-se o corte do clitóris pra que a mulher perca um dos seus pontos mais sensíveis ao seu prazer próprio. Terrível não? Esta é uma ocorrência evidencialmente extrema, porém existem privações mais comuns, como a reprovação da igreja cristã para com mulheres que transam antes do casamento, e é o que vemos mais em destaque. Em um ‘grau menor’ de relacionamento, de repente, podemos identificar o tabu aflorando sobre a subordinação da mulher ao se resguardar para um primeiro namorado (e por um período longo de namoro, para não ser visto como ‘vadia’ por ter ‘liberado rápido’). Temos o caso das mulheres que se negam (ou dizem serem incapazes de) se masturbar, por enxergarem isso de modo extremamente sujo, perverso, imoral.

Diversos pensamentos sobre ações que são consideradas tabus neste contexto estão mais introduzidos do que pensamos, nesta grande cabeça chamada ‘sociedade’, a mesma que AMA cuspir regras e dizeres sobre o que é certo e errado. Temos reflexos consequentes de uma sociedade capitalista que sequer percebemos, sabiam? O espírito individualista, egoísta e moralista do homem burguês recaí sobre as mulheres de forma muito impactante, ocasionando a desigualdade entre os sexos e a dependência da mulher quanto ao homem.

Com certeza dezenas de outros tabus poderiam ser descritos aqui, mas decidi introduzir este assunto por estar vivendo uma fase real de identificação com tal tema, encarando coisas novas e sem temer ser humana, viva e cheia de vontades!

E afinal, o que a interiorana acha desse grandessíssimo tabu? Oh meus caros caríssimos, é uma batalha para que as mulheres revolucionem tais comportamentos, mas como toda revolução, deve-se ter um ponto de partida. Posso soar meio ‘auto ajuda’, mas venho por meio deste dizer como enfrentar esta guerra interna!:

Não se julgue por sonhar em transar com seu primeiro namorado, isso é normal, não idiota, mas se não acontecer também, não faça desta experiência a pior do mundo; se você vai pra balada, pro primeiro encontro, pra um cineminha casual, não se arrependa e nem se culpe se rolar de vocês fazerem sexo, você estava com vontade, e nada mais justo consigo do que responder as suas próprias vontades; não se envergonhe por se resguardar, mas também não espere uma pessoa idealizada e por um momento extremamente incrível, a primeira vez nunca é confortável, mas se você esquecer todo o estereótipo de ‘primeira vez ideal’, pode ser até legal; se você se entrega a alguém que não está em um relacionamento sério com você, não tem porque maltratar seu coração achando que isso é errado, vocês são humanos, instintivos, e como todo tipo de ser, vamos reagir sem pensar, e é melhor assim, sem pensar, sem teorizar, apenas relaxar e gozar; não deixe que te digam ‘isso é feio, sujo, horroroso’, isso é coisa de gente mal comida e gente mal comida não quer que você usufrua de prazeres que as mesmas não conseguem; se você ainda não transou, por medo ou vergonha do seu corpo, lembre-se que nenhum corpo é igual e os modelos que as propagandas cospem não dizem nada sobre pessoas reais, a sua hora terá chegado quando alguém gostar e te aceitar do jeitinho que você é, e você não terá vergonha nenhuma, fará caras e bocas e muitas outras coisas mais sem sequer perceber, e se estiver percebendo, espere aí, você não está de corpo e alma nesta transa, tente relaxar e deixar o pensamento pra mais tarde, não tente se conter; e se você chegou a essa fase, de não pensar em nada, e só reage aos estímulos do seu corpo vibrando, parabéns, você faz parte da revolução contra esse tabu!

Talvez alguns amigos meus leiam esta postagem me achando a pessoa mais hipócrita do mundo, mas afinal, damos conselhos baseados naquilo que vivemos, não é? Eu sempre fui alguém que pensou na primeira vez ideal, com um ‘cara perfeito pra mim’, e nada foi assim, e eu não quero dizer que não é possível, o que eu quero dizer, que nem sempre é assim. Poderia relacionar à São Paulo, no máximo, contando-lhes que minha primeira vez foi nesta cidade que não quer ser cinza, dizendo-lhes que foi um final de semana de sexo, drogas e rock’n’roll, mas como eu também disse, nem sempre a primeira vez é um mar de rosas, fora uma experiência um tanto quanto traumática, diga-se de passagem, talvez o único momento na capital que eu reluto em querer esquecer, mas a vida agora é outra, os momentos sempre em constante mutação e as pessoas sempre surgem em momentos oportunos…

Tabu

 

“A censura +12 anos está sobre meus olhos, estampada em algum cartaz de alguma saga de filmes famosa. Perco-o de meus olhos ao cerrá-los, ao ouvir a falta de respiração. Logo a frente, um pôster no qual não consigo manter foco, as paredes giram e eu reconheço-o em cada foto pela simples semelhança do olhar, como quando fundo me olha e me deixa adentrar e refletir em seus espelhos d’alma. É um momento entorpecedor, alucinante, louco e que me faz perder o controle. É uma sensação de êxtase que muito dura depois da passagem de fase pro ‘não me importar com nada do que está ao redor’. Perco o controle do volume do que soa de minha boca, da força atribuída às pontas dos dedos, do movimento de todo corpo. Já não me importo com a vergonha, com estado do cabelo ou conforto. É um momento de fusão, Onde ritmados seguimos um mesmo compasso¸ numa mesma canção. Diversas são as posições, ora encaro posters, ora fotos, ora o teto, ora apenas seus olhos fechados e depois abertos a me encarar. Inúmeras são as formas de sentir meu corpo vibrar aos seus toques, seja com um toque doce aos cabelos, dos lábios percorrendo o corpo, do repouso do seu peito sobre as costas, da língua no pescoço, do tapa, do puxão, da mão na cintura, na perna, na bunda. Me sente calmamente, me possui intensamente e nada brevemente…. Ahhh! E não penso esse texto enquanto o faço, penso no feito enquanto escrevo.”

Texto por: Thaís Calado

Foto por: Google.

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A Interiorana – The stress doesn’t seek address

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I haven’t been very well in the last days. I have been very tired, exausted, and with the weight on my head about things that doesn’t leave me in peace.

One fact? The stress doesn’t seek address, you can live in countryside or big cities, all people have problems.

I think if all this stress makes us earn something. We worry with work, with our friends, with things of house, fears, love, we see ourselves so bogged down with thoughts that won’t let us breathe and remember the why all this. If we work, we work because we need, but why do we need? Why do we need to worry? Why can’t we lay our heads down on pillow and have a good night of sleep? I don’t have a good night sleep for days, the pain consumed my body, the music already can’t relax my head.

What’s the price of all this stress? Maybe we should ourselves worry less and give value for little things that us make fine.

Text: Thais Calado.
Phtoto: Reproduction.

A Interiorana – O ‘perto’ de paulistano.

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Tive relacionamentos próximos e distantes, nem sempre propriamente ditos ‘namoros’, pode até ser julgados relacionamentos de amizade, digam-se de passagem, ganhei amigos bem importantes que fizeram toda uma diferença na minha vida. Costumo dizer que as pessoas tem um momento totalmente oportuno ao adentrarem meu caminho, enfim.

Tenho pensado muito nessas relações que mantive e depois vi partir, as vezes nem percebia que já chegava ao fim… e em muitas dessas vezes, me pegava aqui pensando, como foi que esse partiu mesmo?

Mas a questão que quero expor aqui hoje é a seguinte: como as pessoas na capital mantém as suas relações, e como as pessoas no interior as mantém… o ‘perto’ de paulistano, não é o mesmo que do paulista. Considerando que muita gente da capital, às vezes leva pra chegar no trabalho, um tempo que talvez ultrapassasse o tempo pra atravessar uma cidade do interior, elas estão acostumadas a percorrerem longas distancias, ter os mais variados ciclos de amizade.

Talvez quem vive no interior, não tenha dessa disponibilidade, busque por coisas mais próximas, mesmo que as vezes pareça, mas só pareça, que quem está distante, é mais interessante. Contraposto a esta disponibilidade do paulistano, está a diversidade de escolha, eles se veem em variados ciclos, num mesmo tempo, e de repente, ciclos que nunca se encontrarão em qualquer ou determinado momento em suas vidas.

Já aqui, estamos acostumados a conhecer e encontrar sempre as mesmas pessoas, e é difícil sair desta zona de conforto, é difícil ficar longe, sentir a saudade apertar o peito.

Houveram instantes em que só me via rodeada de conhecidos distantes, e quando precisava, não tinha alguém pra abraçar, um colo pra chorar, um carinho a receber, já hoje me vejo envolta de pessoas queridas, que estão pertinho de mim, e não quero diminuir a importância de quem está longe, mas hoje, são estas pessoas próximas quem tem da minha atenção, não mais o mundo virtual que me privava até mesmo e me relacionar com quem estava perto.

De repente 30

De repente 30

Hoje, não corro muito mais que uma rua pra estar ao lado de alguém especial, isto é o perto pra interiorana.

Texto por: Thaís Calado.
Foto por: Google.

A Interiorana – Efemeridade Cotidiana.

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– Bom dia, Thaís! – ela disse.

Qual será seu nome mesmo? Esta mulher me deseja bom dia todas as manhãs e eu não sei seu nome e só hoje me dei conta disto.

Estou no ônibus a caminho do trabalho, me indagando sobre o porquê de não saber o nome desta mulher, que todo dia, gentilmente, me diz bom dia e ainda por cima, sabe meu nome.

Talvez a resposta esteja no caos do dia a dia, de repente, tão logo e cedo já me pego entre livros e escritos, que sequer me preocupei em perguntar seu nome, penso em tudo que tenho que adiantar antes do trabalho… Mas, como é que ela sabe o meu nome mesmo? Pior, como eu não sei o dela, se todo santo dia ela me é tão simpática, com um sorriso no rosto e tudo.

Lembro-me de vezes em que estive no metrô em São Paulo, sempre muito preocupada com o meu destino por não saber andar muito bem pela capital, e então me vem à mente, ainda junto com o questionamento sobre não saber o nome desta mulher, o pensamento sobre a probabilidade daquelas centenas de pessoas se encontrarem todos os dias.

Algumas vezes, cheguei até a ser xavecada no metro, aquilo muito me fez morrer de vergonha, mas agora chego a conclusão de que as pessoas não tem culpa d’eu morar no interior e não saber que elas não tem tempo e nem condições de perder alguém que lhes é interessante, de repente simpático, então por mais que a interiorana esteja com medo de perder o último ônibus pra casa, e receber um xaveco em meio a tanta tensão a deixe envergonhada, é assim o cotidiano paulistano, sem oportunidades a perder, e eu, continuo aqui, sem saber o nome desta mulher, mas como posso vê-la todos os dias, no mesmo horário, no mesmo ponto, talvez um dia pergunte seu nome.

Texto por: Thaís Calado

A Interiorana – RANCORE – Tour da Despedida – Capítulo SJC

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A vez era do Rancore na Hocus Pocus e a trupe de Taubaté dessa vez colou em peso.

Chegada, algumas cervejas, passagem pelo merch do Anzol, ressaltando o fato do Sonrisal ter sido muitíssimo simpático e na minha compra de uma camiseta, logo me encheu de adesivos, descolou um chaveiro e tudo mais. Eis que vemos no merch do Rancore o senhor Jesus Teco Martins (risos). E como esse cara vende bem. Com o olhar fixo em nossos olhos, minha vontade era de rir casa vez que ele dizia ‘você gosta?’. Apertou-me firmemente a mão depois da minha compra, desejou-me bom show e perguntou se eu tinha alguma sugestão, eu fiquei… Fiquei em estado de choque, era uma puta responsabilidade, pois se fossem mesmo tocar o que eu pedisse, poderia não ser o que metade daquelas centenas de pessoas queriam, mas o Teco disse que fiz uma ótima escola. Yoga, Stress e Cafeína. E foi o momento mais mágico do show, sem dúvidas. Tornei-me criança novamente, escalei colunas, cantei com o Teco olhando pra mim. Meti um stage dive na base de cambalhotas, que engraçado.

O show encerrou-se com Cresci, que pôs muitas pessoas aos prantos, não dava pra acreditar.

Foto por Nando Jr

Foto por Nando Jr

Foi sim, um show foda, mas com o puta peso de ter sido, talvez, o último show que vi do Rancore. Lembro-me de ouvir uma vez o Nenê num show no Hangar 110, apelar pro Teco não acabar com o Rancore, e foi ali que os nós na garganta começaram.

Eu, que até então só havia visto os shows do Teco Martins, e diga-se de passagem, vipíssima, pois só pra mim ele cantou ‘Bem Aqui’, me senti nas nuvens no show do Rancore, show histórico, um dos melhores da vida.

Tem-se a esperança dos fãs: a volta do Candinho pro Brasil e com isso, o retorno do Rancore, mas enquanto sonhamos com isso, aguardamos pelo primeiro ônibus em mais uma madrugada comendo esfihas de queijo e tomando suco de morango com leito no Habbib’s 24 horas.

Minha coleção de hematomas e lembranças de músicas que fizeram o coração saltar pela boca estarão sempre guardadas no peito com muito carinho.

Texto por: Thaís Calado

A Interiorana – Estúdio Bangue – Taubaté/SP‏

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Desço do ônibus e me pego trilhando o início da Oswaldo Cruz, de mãos dadas e um amigo com passos largos à frente. À minha direita fito as luzes da cidade lá embaixo, à esquerda tenho o brilho das estrelas, a luz do luar e uma luzinha artificial lá no morro, lugarzinho isolado no meio do mato. Logo na portaria trombo um dos caras que compõem uma das bandas que curto desde a infância, segue-se o caminho encontrando alguns conhecidos, mas conhecidos só de vista, músicas de fundo, algumas risadas e adesivos contando histórias. Sentamos nas cadeiras que tinham sobre elas uma iluminação bem bacana revestida com algo que parecia um balaio, que proporcionava aquela luz baixa, estilo interrogatório de filme americano.

Bem, o Bangue existe há mais ou menos um ano e meio, o estúdio proporciona ensaios e gravações, e é administrado pelo Michel Renó (ex-Lunática, atualmente na Moviola-Taubaté/SP). Michel segue sua direção realizando pelo menos dois shows por mês no estúdio, seus eventos trazem bandas do Vale e da capital, no conforto de uma casa bonitinha de madeira, com artes nas paredes e de lei, aquela cerveja pra tirar um lazer.

Esta noite (14/06) era para se apreciar duas bandas do Vale: Chacal (com integrantes de São José dos Campos e Caçapava), começando a levar ao público suas novas músicas, e Anzol (Pindamonhangaba) com suas músicas do ‘Preço do Mefisto’ e dois covers fofos.

O show foi bem gostoso, tinha mais amigos e íntimos das bandas, ainda que me sentisse deslocada, estava sendo uma noite especial, com poucos e verdadeiros amigos, com abraços, beijos e cervejas, a-b-c! Logo era hora de ir embora, sentindo aquele friozinho serrano, já eram quatro e tantas da manhã. Na portaria me despeço do cãozinho Yudi, depois de mais uma noite com a sensação de paz no peito.

Pude perceber mais ainda a proximidade com as bandas quando um dos vocais (Diego) da Chacal, quando se dispôs a levar três jovens que não tinham como voltar para casa, o reconhecimento em casa vez que agradecia nossa presença fazia valer a pena todo o rolê, pois são jovens como nós que mantêm viva a esperança de uma cena ativa no Vale, e enquanto houver mais de nós, iremos nos despedir com a alma lavada e dormir na expectativa de acordar bem para um novo dia.

Texto por: Thaís Calado Foto por: Débora Cea (via Madruga’s cellphone)

A Interiorana – A História Nunca Tem Fim.

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Comecemos por 2007, quando conheci minha banda preferida: Dance Of Days.

Era eu, uma pré-adolescente, até uma criança de 11 anos vagando pelo Tramavirtual onde me deparei com a banda que mudaria toda minha vida!

Com all star de cano médio, preto, com caveira estampada, franja pro lado e lápis preto e forte marcando os olhos, descobria muitas bandas, de diferentes gêneros que possuíssem a pegada forte de guitarra, baixo e bateria. Confesso, não tinha o mínimo de maturidade pra sacar o que vinha por de trás das letras, muitas músicas que cantava sem saber o que estavam dizendo e coisas assim.

Estava em tempo de ir pra uma escola nova, adaptar-me a novas pessoas, ao ensino fundamental com professores distintos para cada disciplina, e então, no primeiro dia de aula, deparo-me também com o professor que também mudaria minha vida, o Geraldo, que por sinal, usava o mesmo all star que eu.

Infelizmente o Geraldo enganou-se de sala e só retornou a minha turma na sétima série! E como aguardei pra ter aula com ele. Muitos falavam que ele era bravo, isso e aquilo, mas a minha melhor amiga, que estava um ano a minha frente, me dissera que o Geraldo havia trabalhado com Inkoma (Ex-banda HC-Punk da Pitty) tocando um Soneto de Gregório de Matos e com Os Funerais do Coelho Branco II (Em Linha Reta) do Dance Of Days.

Pensei ‘CARALHO, eu preciso ter aula com esse professor logo, ele gosta de Dance, usa o mesmo all star que eu e tem uma tatuagem do Sepultura!’. E os alunos sempre se encantam por professores que tem gostos em comum.

Enfim cheguei à sétima série. Era a hora de ser aluna do John Keating da minha vida e ter a aula que tanto esperei, com Inkoma e Dance Of Days. FOI A AULA DA MINHA VIDA.

O Geraldo pediu pra que alguns alunos pesquisassem algumas referências da música, como Sartre, coelho branco, leão covarde, Fernando, enfim, foi onde aprendi a analisar as músicas e ouvir Dance Of Days de um modo totalmente diferente, aí eu saquei a intensidade da coisa.

Em maio de 2010 fui ao primeiro show do Dance, organizado pelo Funil Rock Fest no Esporte Clube Taubaté, FOI INCRÍVEL! Mal podia acreditar que aqueles caras estavam a minha frente. Estavam o Geraldo e seus discípulos, alunos que aprenderam a sentir o DOD assim como eu.

Desde então meu círculo de amizades mudou, a partir daquela época sempre busquei por me envolver com pessoas que curtissem o mesmo que eu, não é grande coisa, eu sei, mas os fãs de Dance são… são diferentes.

Conheci primeiramente o denominado Bonde Of Days, do qual a Nanda fazia parte, como eu fiquei encantada com aquele pessoal, e quem diria que só viria a conhecê-los pessoalmente em 2013/2014.

Minha melhor amiga da faculdade, só virou minha melhor amiga, porque no primeiro dia de aula eu estava com a camiseta do Dance Of Days, eu sou convicta disso. (risos)

Ao longo desses anos fui a um bocado de shows dessa banda que eu nunca enjoo de ver. E mês passado, pude participar de um momento memorável e histórico pra banda, o relançamento do ‘A História Não Tem Fim’, de pensar que no LANÇAMENTO eu tinha apenas 6 anos de idade.

A História Não Tem Fim.

A História Não Tem Fim.

Meu sonho era conhecer o Inferno, a Augusta já era um lugar que muito me encantava. Foi um final de semana LINDO. Acompanhada do meu amiguinho Gabriel Antônio (vulgo xMontagx), tive um dos melhores shows da minha vida, maravilhoso, intenso, com participação da Nicolle Bartolassi em ‘Subúrbia 1986’ e um acústico fodido com uma sequência que me pôs aos prantos.

É incrível como em cada show se tem uma sensação diferente, parece que o set é escolhido exatamente pro momento que você está vivendo. Dance Of Days é o Nenê Altro, e também a parte de cada uma das crianças do campo.

Só tenho a agradecer por todas as influências que a banda me apresentou, as pessoas maravilhosas que me proporcionou e cada show que é uma lembrança ferrada de alegre no meu coração.

Quero dedicar esse texto a todos os meus amigos que conheci por conta dessa banda ou que viraram mais amigos ainda pela mesma! Aline, Belinda, César Henrique, Dora, Felipe, Gabriel, Geraldo, Isac, Larissa Helen, Larissa Monteiro, Madruga, Marcello, Mari Suspiro, Michel, Nanda, Wagner, Za, e com certeza devem haver outros que não me vem a memória agora, mas fica aqui registrado que muitas pessoas lindas me foram proporcionadas!

Texto e foto: Thais Calado.