Agita SP – Esportes!

Por Bruno Rodrigues Yago Rudá.

Neste final de semana, a cidade do Rio de Janeiro recebeu uma das maiores produções esportivas do planeta, uma partida envolvendo duas franquias da NBA – a liga norte-americana de basquete. O time de Anderson Varejão, Cleveland Cavaliers, enfrentou um dos maiores times dos últimos anos na liga, o Miami Heat do astro Dwyane Wade. O jogo era apenas um amistoso, já que os clubes estão em pré-temporada nos Estados Unidos. O evento foi planejado para divulgar o esporte, os patrocinadores das equipes e também a marca das franquias no Brasil – um forte mercado emergente. Segundo a organização do evento, mais de 14 mil pessoas estiveram presentes na HSBC Arena para acompanhar a vitória do Cleveland Cavaliers por 122 a 119 sobre o Miami Heat. Além do jogo, os responsáveis pela estrutura do evento criaram zonas de interação dentro da cidade, como a Fan Zone na praia de Ipanema que sediou alguns shows e partidas amadoras do esporte. A experiência que a cidade do Rio de Janeiro viveu nestes últimos dias, servirá como aprendizado para os cartolas, governantes e demais pessoas e entidades envolvidas no crescimento do esporte nacional. A NBA é um dos campeonatos mais bem organizados do mundo, com regras bem definidas para atletas e dirigentes, fortes patrocínios, visibilidade mundial, e alto nível na prática do esporte. É evidente que o Brasil dificilmente formará uma liga de basquete tão bem organizada e lucrativa como a NBA. No entanto, o exemplo da liga norte-americana pode e deve servir como referência para a criação de um campeonato brasileiro de futebol, por exemplo, mais competitivo, lucrativo e solidificado.

LeBron James completa a enterrada. (Foto: André Durão – Globoesporte.com)

LeBron James completa a enterrada. (Foto: André Durão – Globoesporte.com)

Outro ponto que não poderia passar batido é o acidente sofrido pelo piloto francês Jules Bianchi, da escuderia Marussia, no GP do Japão, realizado no dia 05 de outubro no circuito de Suzuka. O piloto de 25 anos bateu de frente com um guindaste, que retirava o carro do alemão

Adrian Sutil da área de escape da pista, numa velocidade superior a 200 km/h. Bianchi foi levado inconsciente e em estado grave para o hospital, e passou por uma cirurgia para conter uma hemorragia intracraniana. Devido ao gravíssimo acidente, a corrida foi encerrada com 44 das 53 voltas completadas. O vencedor, que acabou sendo ofuscado pelo acidente, foi Lewis Hamilton, da Mercedes.

Hamilton também venceu a prova do GP da Rússia (o primeiro ocorrido no país), no último domingo. O piloto inglês dedicou a vitória a Jules Bianchi, que também recebeu outras homenagens. Sua equipe, a Marussia, deixou o carro de Bianchi montado nos boxes. Todos os pilotos correram com adesivos com mensagens de apoio ao francês, que segue internado em estado crítico, mas estável.

Homenagem da Marussia para Jules Bianchi (Foto: Getty Images)

Homenagem da Marussia para Jules Bianchi (Foto: Getty Images)

#PrayForJules

Texto: Bruno Rodrigues e Yago Rudá.

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Agita SP – Copa Trifon Ivanov.

Por Bruno Rodrigues 

Você já ouviu falar da Copa Trifon Ivanov? Se você tem um twitter, é muito provável que você já tenha lido alguma postagem sobre esse torneio.

A copa, que é disputada em duas edições anuais, surgiu inspirada na ImpedCopa, que é um campeonato criado pelo site gaúcho Impedimento, onde leitores e editores do site disputam, entre goles de cerveja e mordidas em carne, um torneio descontraído, onde ninguém é craque, e o clima de amizade reina no local.

A Copa Trifon Ivanov foi criada pelos jornalistas Felipe Portes, dono do site Total Football, Leonardo Rossatto e Emanuel Colombari, com base na ImpedCopa. Portes convocou pelo twitter, amigos e leitores para uma tarde regada a churrasco e futebol. O nome do torneio homenageia o ex-zagueiro búlgaro, considerado um ícone do futebol alternativo. Assim, no dia 5 de outubro de 2013, a I Copa Trifon Ivanov foi realizada, na unidade Pompéia do Playball. Contando com a presença ilustre de MÁRCIO CANUTO (Cachorro?), o torneio foi um sucesso. O Rad Ourinhograd, do capitão Felipe Portes (Sim, o chefe venceu) foi campeão com todos os méritos. Meu time, o Neuchatel Chavantes, parou nas semifinais, perdendo para o time campeão.

Na segunda edição, abriu-se espaço para as moças também demonstrarem suas habilidades com a bola nos pés, na Taça Kátia Cilene, além de adicionar mais times no torneio masculino, para que mais amigos pudessem participar. No dia 8 de fevereiro, a segunda edição do certame reuniu, pelo menos, o dobro de envolvidos, entre jogadores e torcedores corneteiros. Eu havia rompido um ligamento do joelho, e assumi meu lugar na torcida Cornetão Chopp, do grande amigo Fabio Fleury. Após um dia de calor incessante e algumas cenas lamentáveis, sagraram-se campeões o Raja Casaverde (Série A), o Moocabi Haifa (Série B) e o Olympique de Marsilac (Taça Kátia Cilene). Ah, e teve até matéria no Globo Esporte (Um beijo, Tiago Leifert).

A terceira edição ocorreu neste sábado, dia 27/09. O Playball estava lotado para acompanhar mais uma edição deste torneio. Eu, ainda em recuperação da cirurgia no joelho, preferi ajudar no apito. E apesar de alguns erros e cornetadas vindas de dentro e fora da quadra, tudo correu bem. Ao fim do dia, depois da tradicional guerra do Team Bolacha contra o Team Biscoito, funk carioca rolando solto e zoeiras de todos os tipos, a festa acabou com a alegria do Ourinhense Petrolero (Série A), do Baurussia Dortmund (Série B) e do Salvadortmund (Taça Kátia Cilene). O resumo desta ópera você pode conferir aqui.

Gostaria de agradecer individualmente cada uma das arrobas que me trataram (como sempre) muito bem e fizeram o dia ser memorável, mas o texto ficaria longo demais. Então, um grande abraço em cada um. Mas gostaria de fazer um agradecimento especial a Felipe Portes. Grande cara, grande caráter, que juntamente com os demais capitães e capitãs se esforçou demais para fazer tudo isso acontecer. É um dos principais responsáveis para levarmos a bagunça da internet para o mundo real, e conhecermos pessoas maravilhosas. Grande abraço, meu caro.

 

Tradicional foto de encerramento do torneio. Eu sou um ponto azul celeste, entre uma camisa do Palmeiras e uma blusa do Flamengo, no canto direito da foto. Foto: Marie Lucci Visani.

Um grande abraço de quem acha que o certo é BOLACHA, não BISCOITO.

@brodri_

Texto: Bruno Rodrigues.

Agita SP – Estreia.

Por Bruno Rodrigues Yago Rudá.

Olá, leitores. A partir de hoje, semanalmente teremos uma coluna de esportes aqui no SPNQSC.Começaremos falando da seleção brasileira de vôlei masculino.

O Brasil bem que tentou, mas não conseguiu o tetra campeonato do Mundial de Vôlei masculino. A anfitriã Polônia conquistou seu segundo título, após quarenta anos de jejum. O time europeu até perdeu o primeiro set por 25 a 18, mas venceu os sets seguintes, fechando a partida em 3 sets a 1  (18-25, 25-22, 25-23 e 25-22).

Os 12 mil torcedores presentes no ginásio fizeram a festa com a vitória da seleção local, que impediu o feito inédito da seleção brasileira, que havia vencido os 3 últimos mundiais, em 2002, 2006 e 2010 e buscava o tetracampeonato consecutivo, algo que somente a Itália (90, 94 e 98) chegou próxima de conquistar.

Com a derrota, restou a equipe brasileira se contentar com o vice, após uma bela campanha.

E ainda que o time de Bernardinho tenha ficado com o vice-campeonato, há muito o que comemorar. Desde o começo do século, a seleção masculina de vôlei é a maior vencedora de torneios internacionais, tendo levantado mais de 10 canecos pelo mundo afora.

Além das conquistas, o Brasil revelou, pelo menos, duas gerações campeãs do mundo. Entre eles, estão Giba, Nalbert, Rodrigão, Ricardinho, o paulistano Serginho e muitos outros. Agora, a bola da vez no voleibol nacional é a turma liderada por Bruninho, Lucão, Lucarelli e Vissotto.

BRASILEIRÃO

Neste final de semana, tivemos também a 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. A rodada foi recheada de clássicos estaduais. O líder Cruzeiro finalmente tropeçou, e perdeu para o rival Atlético-MG por 3×2, num jogo eletrizante, decidido no finalzinho.

Na Bahia, o Vitória derrotou o rival Bahia por 2×1, e ganhou um fôlego na luta contra o rebaixamento.
No RJ, o Fla-Flu terminou empatado em 1×1. O Flamengo ainda saiu na frente, mas permitiu o empate do Fluminense na segunda etapa.Na nossa querida São Paulo também teve jogão. O Corinthians venceu o São Paulo de virada, pelo placar de 3×2. O clássico teve muita discussão, devido a dois pênaltis marcados para o Corinthians, que gerou muita reclamação por parte dos São paulinos. Cada um dos times ainda teve um jogador expulso.

Fábio Santos pelo lado alvinegro, e o uruguaio Alvaro Pereira pelo lado tricolor.O Santos venceu bem o Figueirense por 3×1, na Vila Belmiro, e freou a recuperação do time catarinense.

O destaque negativo fica por conta do Palmeiras. O time perdeu mais uma, desta vez para o Goiás, pelo humilhante placar de 6×0, e segue na lanterna do campeonato. O que ainda pode servir de consolo para o torcedor alviverde é que a distância para os times fora da zona do descenso ainda é pequena.

Até a próxima semana.

Bruno Rodrigues e Yago Rudá.