Resenha SP – The Gray Chapter.

Por Elber M. Rock

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Fala galera! Aqui quem fala é Elber M. Rock e hoje vou falar do recém-lançado álbum do Slipknot “.5:The Gray Chapter”, 5º álbum da banda de Des Moines, Iwoa e o primeiro sem o baixista Paul Gray (morto em 2010) e sem Joey Jordison, que teve uma polêmica saída no fim de 2013.

“.5:The Gray Chapter” abre com uma intro bem diferente do que estamos acostumados a ouvir do Slipknot. “XIX” é tocada com um violão e Corey cantando com toda sua rouquidão. Melódico, mas nervoso, o som soa como um chamado e um desabafo: “Então ande comigo, Ande comigo, Não deixe que o simbolismo matar o seu coração, Ande comigo, Ande comigo, Assim como deveríamos ter feito desde o início, Ande comigo Ande comigo, Não deixe que essa porra de mundo rasgar você” diz a canção.

A 2ª faixa do álbum “Sarcastrophe” inicia com um dedilhado e certo mistério, logo depois é seguido de uma inconfundível guitarra pesada, dando início há uma pegada que há anos não víamos em um álbum do Slipknot! Porrada seca e direta, sem espaço para melodias! Lembrando muito as pegadas do Iowa e do self-titled, dando espaço até para scratches!

A 3ª faixa, “AOV”, mostra que o Slipknot não está pra brincadeira e já se inicia com uma batida hardcore nervosa! Logo após ela entra numa batida mais cadenciada, seguida de um refrão melódico e pegajoso, misturando as características do antigo e da “nova” fase da banda.

A 4ª faixa é “The Devil In I”, primeiro single e clipe retirados do novo álbum. A faixa mistura versos melódicos com o refrão explosivo. Apesar de pesada, ela é uma faixa bem “radiofônica”. Uma ótima escolha para single.·.

A 5ª faixa, “Killpop”, também segue uma linha mais melódica, com alguns momentos mais pesados e até com um solo. Possivelmente possa vir a ser um single.

A 6ª faixa é “Skeptic”, uma faixa pesada e maravilhosa! O trecho “herói, mártir, mistério, Deus, Ele foi o melhor de nós, O mundo nunca vai ver outro filho da puta louco como você, O mundo nunca vai conhecer outro homem tão incrível como você”, certamente é uma homenagem há Paul Gray.

A 7ª faixa do álbum, “Lech” já abre com Corey berrando “Eu sei por que Judas chorou filhos da puta!” dando sinal verde para uma batucada frenética! A faixa segue pesadíssima, no melhor estilo clássico do Slipknot!

A 8ª faixa, “Goodbye”, é uma balada, que do meio paro final muda pra um som carregado de guitarras e viradas de bateria sem fim! Mas tudo se mantém com vocais limpos e cheios de melodia.

A 9ª faixa, “Nomadic” é frenética, Slipknot oldschool style. Lembrou-me bastante “My Plague” do Iowa (2001), com peso e um refrão melódico com backings vocals berrados se alternando. Uma das melhores faixas do disco com certeza!

A 10ª faixa do álbum “The one that kills the least” se inicia com guitarras melódicas e vocal bonito, mas logo dá lugar há uma marretada na sua cabeça, com uma bateria q literalmente te martela até te entregar ao aliviante refrão.
Na sequência temos “Custer”, uma faixa que lembra muito as músicas do primeiro álbum do Slipknot, com uma batida destruidora e vocais mais “falados” de Corey, eu sinceramente sentia falta desses sons mais nervosos do Slip. O refrão vem ignorante como há anos não ouvíamos “Foda, foda, foda-me, Corta, corta, corta-me, e Foda, foda, foda-me, Irreverência é a minha doença, É de segunda mão, mas você me conhece, O filho da puta está de joelhos, O último homem em pé fica sem piedade”… Ainda acha que eles estão de brincadeira?

A 12ª faixa se trata de uma pequena e medonha “interlude” chamada “be prepared to hell”… Você está preparado para o que está por vir?

Finalmente chegamos á minha faixa favorita, que pra mim, resume bem o album e também a nova fase do Slipknot. Estamos falando do primeiro som liberado desse novo trabalho, antes mesmo do single oficial. Trata-se de “The Negative One”.
A faixa é extremamente pesada, com uma batida ignorantíssima, que lembra muito a faixa “Surfacing” e ao mesmo tempo me remete ao clima do Iowa.
Peso, batida nervosa, vocais 100% sujos, Scratches e pra mim, o melhor momento do som fica nos exatos 3:07, onde a bateria fica realmente insana, com os vocais absurdamente agressivos e ainda termina essa ignorância toda com um “blast beat” de cair o queixo! Essa faixa chegou a ganhar um vídeo, todo produzido pelo Shawn Crahan (que eu particularmente não gostei nenhum pouco).

Chegamos ao final do álbum com a Faixa “If Rain is What You Want”, uma faixa mais lenta, que lembra mais as faixas do álbum anterior “All Hope is Gone”. Melódica e com um clima mais denso.

O álbum tem ainda 2 faixas bônus na edição especial. A primeira delas é “Override”, que ao menos pra mim não tem muito a ver com o trabalho da banda. Ela tem uma pegada mais metal normal, principalmente no refrão.
A outra faixa bônus é “The burden”, que segue com uma batida mais lenta, mas não menos pesada.
Em minha opinião, essas 2 faixas bônus fogem do clima de peso e resgate ao antigo Slipknot que “.5:The Gray Chapter” traz.

Em resumo, “.5:The Gray Chapter” é o album que os fãs mais antigos, que acompanharam a banda desde o início, estavam esperando desde o “Subliminal Verses” de 2004.

O Clipe de “The Devil in I” mostra o novo Baterista e Baixista, devidamente mascarados e com suas identidades preservadas. Não fosse pelo fato de o baixista ter uma tatuagem em sua mão esquerda, que acabou levando um belo close no clipe, o que acabou revelando a identidade do cara. Ele é Alessandro Venturella, integrante da banda Krokodil e já chegou a tocar no Mastodon. Não demorou muito e o Baterista também teve sua identidade revelada: o cara é Jay Weinberg, filho de Max Weinberg, que ficou conhecido como o responsável pelas baquetas da E Street Band, parceira de Bruce Springsteen.

O cara já tocou no Madball e no Against Me! E acabou saindo das duas bandas por causa de brigas, o que levou a questionamentos, principalmente depois da vocalista do AM!, Laura Jane Grace, ter feito uma série de twits falando mal de Jay, em um deles ironizou a escolha do Slipknot com o Tweet “Querido Slipknot, boa sorte com esse #imbecil“.

Corey Taylor não ficou muito feliz com a rápida revelação da identidade de seus novos parceiros, chegou a declarar que ficou bravo por não ter se atentado á tatuagem de Alessandro. Chegou também a dizer que não sabe se eles vão continuar na banda como membros oficiais, disse que eles têm que fazer por merecer o cargo… Só nos resta esperar!

O que interessa no momento é que o novo álbum está aí, provando mais uma vez q a banda está onde está porque é boa e também prova por A + B que Joey não é insubstituível, já que Jay conseguiu entregar um trabalho de tirar o chapéu nesse novo disco.

Vida longa ao Slipknot!

SERVIÇO.

Clique AQUI para baixar e conferir o album resenhado!

Texto: Elber M. Rock.
Foto: Google.