A Interiorana – UNITAU Com(m)vida!

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A Universidade de Taubaté nos ofereceu pela 4ª vez o grandecíssimo evento “UNITAU Con(m)vida”, que acontece em diferentes departamentos da Instituição e oferece diversas atividades: culturais, esportivas, artísticas entre outras, para os alunos e para a comunidade.

Neste ano, o Departamento de Ciências Sociais e Letras (que é onde estudo) contou com palestras sobre o Golpe de 64, contextualizando o momento anterior ao golpe e como se deu o ato; temas sobre a valorização da cultura regional, com diálogos sobre memórias do Vale; mesas contistas e a visão das personagens mulheres da perspectiva de autores e autoras, apresentação de maracatu, divulgação de livros de alunos da universidade, exposições: da Casa do Figureiro, de desenhos da aluna Bruna Assaf, de varal de poemas de Guido Campos foram apresentados aos alunos. Contudo, quero chegar à palestra que mais me marcou (e que acho oportuno contar a vocês) e que contou com a presença do escritor/roteirista Alexandre Gennari.

Hoje Alexandre vive sua vida entre São Paulo e São Luís do Paraitinga. Para divulgar seus escritos, ousou transformá-los em curtas, chegando a ser premiado pelo The Chamizal Independent Film Festival, evento este que é realizado em El Paso, no México.

Na semana do UNITAU Con(m)vida mostrou-nos dois de seus curtas, e um deles foi ‘Os sons do Divino e o Espírito Santo do silêncio’, nome dado também a seu livro de contos, o qual gerou o curta que se passa na cidade de São Luís, durante a conhecida Festa do Divino, momentos anteriores à catástrofe e que repercutiu nacionalmente, causada pelas fortes chuvas e enchentes na cidade.

A professora de Língua Inglesa, Andréia Alda havia trabalhado um de seus contos na roda de Literatura Inglesa dialogada. ‘A morte do Super-Homem’ me aproximou de um ótimo escritor! E, naquela semana cheia de cultura e luz, pude ter contato com esse homem que… Ah, inspirou-me da forma mais intensa.

Fiz algumas perguntas a ele, e uma delas foi sobre a ausência de diálogo nos seus curtas, apesar de ser esperado obviamente por causa dos nomes que levam consigo; queria saber se era uma visão interiorana que ele tinha (por isso achei oportuno contar dessa experiência a vocês), pois o curta relata-nos a história de Pituinha, uma menina do interior, que mal dialoga com o pai, apenas o segue e se manifesta bem pouco. Alexandre começa a responder me dizendo sobre os tipos de silêncio: o silêncio que nos deixa em paz e nos refugia do mundo e o silêncio que machuca, que nos dá agonia e eu achei incrível a filosofia que estava se seguindo.

Continuou contando que não era uma visão ‘interiorana’ como eu havia achado, mas sim de ‘sociedade’. Disse-me que cada vez mais as pessoas têm perdido o contato falado, sabem? Aquela coisa “à moda antiga” do olho no olho? Com tanta tecnologia, as pessoas têm se distanciado e se privado de um diálogo, de repente, com os pais, etc.

Decidi, então, comprar seu livro de contos! Não só pelo interesse desse homem pelas cidades daqui, não só por ter visitado a nossa Universidade, mas sim por ser, além de inteligente, um poeta! Isso, esse homem tem alma de poeta! Gostaria de compartilhar com vocês um trechinho de um de seus contos e de repente, convidá-los a conhecer mais de seu trabalho e descobrir mais da psique masculina.

Trapézio

[…]

Ao tocar o chão, estava a menos de dois passos de nós. O foco de luz faria dele um anjo. Me olhou de relance mas apaixonadamente. Seu olhar queimava. Era firme, desafiador… e era lânguido. Estendeu a mão para ela que, como que hipnotizada, fixou o olhar em meus olhos, enquanto dava a mão para ele. Entregou-se suavemente, como num transe. Atracou-se ao corpo do trapezista que agora subia pano acima com movimentos ágeis. Podia sentir seu corpo magro, forte, perfeito. Músculos de pernas, braços, tórax, enrijeciam e relaxavam e tornavam a enrijecer. Tudo tão irreal, sonho confuso, mas gostoso de sonhar, sonho lascivo, permissivo… sem culpas ou remorso.

Apertou mais firme o corpo dele, olhos fixos em mim e em seu olhar, também não havia culpa, havia ternura, entrega. Em mim, nenhum desespero.

Quanto mais se achegava ao corpo dele, melhor sentia seu calor e o volume, estranhamente rijo sob a calça muito justa, pulsando contra sua coxa, contrastando com aquele corpo tão delicado, efeminado, quase andrógeno.

Alexandre Gennari

Texto: Thaís Calado.
Foto: Thaís Calado.

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Arte Em Sampa – MASP.

Por @Detachez

O triunfo do detalhe (e depois, nada) é o nome da exposição que teve início em 01 de novembro de 2013 e não tem previsão de se encerrar. A mostra traz obras de artes plásticas que propõe realizar uma nova visão sobre as pinturas. Foi separada em três seções, que retrata um momento diferente da história da arte.

Monet

Monet

A mostra tem trabalhos de Monet, Van Gogh, Cézanne, Velázquez, Tiziano, Frans Hals, Picasso, Regina Silveira e Leon Ferrari. Palavras do curador, Denis Molino: “durante largo período a arte foi, primeiro, a arte do detalhe, de reproduzir o detalhe ou criar detalhes imaginários. O sentido da arte estava não raro no detalhe, um dos indícios fortes do valor do artista. Seguiu-se um período em que o detalhe começa a dissolver-se, e com ele toda a pintura; e, depois, um terceiro tempo em que sai de cena”.

Serviços:
Data(s): A partir de 1 de novembro de 2013 (sem previsão de encerramento).
Horário(s): Terças, quartas, sextas, sábados e domingos das 10h às 18h. Quintas das 10h às 20h.
Preço(s): R$ 7 (meia-entrada) às quartas, quintas, sextas, sábados e domingos. Grátis às terças.
Onde: Museu de Arte de São Paulo – MASP
Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista.

Texto: Fernanda Saraiva.
Fotos: Google.

Arte Em Sampa – Grafite e estencil.

Por @Detachez

Grafite

Grafite

Não me canso de falar sobre grafite e estencil, porque é um modo de os artistas expressarem suas mágoas, sentimentos e toda a mágica que essa arte contém. Já escrevi sobre o assunto na Ressaca, contando mais detalhadamente sobre o assunto, e como todos estamos antenados sobre o que se trata, posso escrever com menos preocupação, porém vamos apenas relembrar.

Estencil.

Estencil.

O estencil é muito utilizado para politizar sentimentos de raiva, amor, pedidos, entre outras coisas, e sempre nos identificamos mais com ele, por ser mais difícil e um pouco mais chamativo, mais bonito de se ver. E hoje eu vou contar sobre um cantinho que já é muito especial para mim, fica na Vila Mariana zona sul de São Paulo, mais precisamente na rua Capitão Cavalcanti. Vou fazer faculdade de jornalismo lá, na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (FapCom) e quando fui entregar os documentos, me deparei com um lindo muro, cheio de grafite e de estencil. A pena maior é que o muro não tinha nenhuma assinatura, e assim ficou mais difícil reconhecer o artista.

De qualquer forma, fica aqui meu amor imenso pela arte que colore cada vez mais a São Paulo que não quer ser cinza.

Texto e fotos: Fernanda Saraiva {Spinelli Détachez}

Ressaca – Estencil.

Por @Detachez

Para quem não sabe, o estencil é um tipo de grafite muito utilizado pelos grafiteiros de todo o mundo. O mais famoso é o londrino Banksy, que usa a arte para expressar sua visão do mundo. O trabalho é feito de cortes únicos em papeis ou telas em que o artista expressa números, imagens e mensagens.

Foto por Spinelli Détachez.

Foto por Spinelli Détachez.

A ideia é um pouco mais complexa que o grafite normal, pois os artistas tem o trabalho de cortar todo o material, até que o molde fique pronto para o trabalho final. Mas com toda a dificuldade do mundo, o estencil é um dos meus favoritos, porque as mensagens parecem ser muito mais bonitas e diretas ao público.

Foto por Spinelli Détachez.

Foto por Spinelli Détachez.

Por todos os lugares da cidade de São Paulo, é possível ver essa tarde  e suas mensagens são as mais variadas. Diariamente, artistas criam suas ideias em cortes no papel ou em plástico, e aqui no Brasil o “movimento” vem crescendo e ganhando espaço e cada vez mais adeptos. Eu conheci um dos artistas mais incríveis que assina como Armamento Visual.

Armamento Visual.

Armamento Visual.

O estencil é simplesmente fantástico e aos poucos tem colorido a cidade que grita dizendo “Não Quero Ser Cinza”.

Foto por Emerson Nascimento.

Foto por Emerson Nascimento.

Texto produzido e revisado por Spinelli Détachez.

Páginas no Facebook:

Armamento Visual: [ https://www.facebook.com/armamentovisual.estencil?fref=ts ]
Emerson Nascimento: [ https://www.facebook.com/nasck?fref=ts ]

Arte em Sampa – SESI.

Por @umaAmyy

Olá leitores, a Galeria de Arte do SESI-SP, no Centro Cultural FIESP – Ruth Cardoso, apresenta até 19 de Janeiro de 2014 a exposição “Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana” com curadoria de  Cándida Fernández, traz ao Brasil, até então, a primeira e maior exposição artística que mostra o legado de criação artesanal Ibero-Americana evidenciando raízes e tradições comuns entre si.

Há uma grande diversidade vinda de um passado indígena, mestiço, crioulo e ibérico, tendo elas origens da  América Latina, Espanha e Portugal.

São 1.300 obras de arte que reúnem mais de 2.300 peças de cerca de 600 artistas. Dentre os 600 artistas, 79 deles são de diferentes regiões do Brasil.

A exposição que já passou pelo México, Espanha e Colômbia nos proporciona diferentes matérias-primas e técnicas reunidas em blocos como cerâmica, trabalho em madeira, papel, tecidos, fibras vegetais, joalheria entre outras manifestações culturais.

Não foi localizado crédito para esta foto.

Não foi localizado crédito para esta foto.

Endereço: Centro Cultural FIESP – Ruth Cardoso
Galeria de Arte do SESI-SP

Av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô.

Período de exposição: Até 19 de Janeiro de 2014, diariamente, das 10h ás 20h com entrada permitida até ás 19h40.

Valor: Gratuito.

Mais informações: 3146 7406 / 7405 ou http://www.sesisp.org.br/cultura/

Texto produzido por Mayara Moreno.

Revisão: Spinelli Détachez.

Sp Urban!

Exposição digital trás cores as noites da Paulista.

SP Urban

SP Urban

A 2ª edição do SP Urban traz o tema “Cidadão Digital”. O projeto visa, através de obras interativas, a exploração do público ao mundo digital por cores e tecnologia. A exposição conta com nove obras sendo oito delas apresentadas no prédio da FIESP/SESI-SP como tela para o publico “brincar”.

A única atração que não é transmitida através do prédio da FIESP é o “Sonic Skate”, sendo essa também a obra que mais atrai visitantes, curiosos, e jovens skatistas, no qual é composta por um pequeno circuito de street skate, tendo a pista inclinada de estrutura de madeira, um corrimão, rampa e half.

“A exposição com a pista se torna uma opção a mais para andar de skate na Paulista, e melhor ainda por preservar o skate devido ao material que é feita.”, declara Dauton, 26 anos, skatista que acaba de voltar a praticar o esporte.

A ideia principal da obra é montar uma “orquestra skate” onde cada manobra é sonorizada e tem os movimentos captados e transmitidos por imagens coloridas e geométricas, e o skatista é marcado por um quadrado amarelo. Cada parte da pista transmite um som e uma cor diferente na tela que projeta tudo em in loco nas telas. “A ideia é original. É diferente andar e ouvir o som dos rodas do skate na pista, e a iluminação colorida”, diz Dauton.

SP Urban

SP Urban

Para andar na “Sonic Skate” é preciso ter mais de 18 anos, pois deve-se assinar um termo de responsabilidade contendo nome, RG e telefone. Caso o interessado em interagir com a obra seja menor de idade, o responsável deve estar presente para a autorização.

O festival digital terá duração do dia 4 a 28 de novembro. As obras são expostas todos os dias sendo as interativas das 20h as 22h, e as não interativas das 22h as 6h.

Para mais informações e verificação da programação e outras obras: http://spurban.com.br/

Texto produzido por Mayara Moreno. Fotos por Ricardo Alencar. Revisão por Spinelli Détachez.