Feliz aniversário, meu amor!

Por Fernanda Saraiva

Não canso de dizer que para mim, São Paulo é como um país dentro do Brasil. Aqui moram mais de 12 milhões de pessoas, dentre elas: paulistas, paulistanos, cariocas, gaúchos, nordestinos e estrangeiros. Um mundo dentro de outro mundo. Essa cidade é simplesmente incrível e eu não escondo JAMAIS o meu amor por ela. Moro aqui há 20 anos. E desde que eu me entendo por gente, me recordo de ser fissurada pela cidade. Meu pai me conta uma história sobre a CPTM, no caso, linha Diamante (Itapevi – Júlio Prestes), que, eu com uns quatro anos já sabia que na Leopoldina tem o túnel e que o trem iria ficar no escuro.

Centro velho. Foto: Fernanda Saraiva

Centro velho. Foto: Fernanda Saraiva

Recordo-me de quando eu iniciei esse projeto, lá em março de 2011. Com tantos altos e baixos, eu penso todos os dias em como isso me tirou de um caminho que eu poderia ter me afundado e lembro de todas as pessoas que já passaram por aqui. Já falei de tantos lugares e vivi experiências de outras pessoas que me fizeram senti viva. Eu lembro também de como aquela pichação na Barra Funda me tocou profundamente.

Hoje, recentemente, o atual prefeito da cidade de São Paulo, João Dória, resolveu que a cidade não precisava mais de cor, dos grafites e fez uma limpa em todos os murais importantes da cidade. Engraçado dizer isso, mas, São Paulo não quer ser cinza gente. Vi vários vídeos que mostram como a cidade ficou feia, com aquele cinza estranho, parecendo uma cidade gótica da era medieval. A verdadeira selva de pedras. Muito me entristece ver a cidade desse jeito. Em 2012, nesta mesma data, eu fui ao centro ver algum show no Anhangabaú e chorei por ver como a cidade estava suja, pessoas sujando as ruas, deixando tudo muito mais cinza e muito mais triste. Não parecia uma festa.

Este ano, em seu 463º aniversário, o que eu desejo para esta linda cidade é que, o prefeito tenha consciência que esta cidade tem vida própria. Ela engole a gente se não tomarmos cuidado. São quatro anos para ter ideia disso tudo. Desejo também que todos os moradores continuem amando e lutando por uma cidade justa para todos. E só para finalizar, uma pequena crítica à pintura do DÓRIAN GREY hahaha.

Rodrificando: Crônica Cinza #1 – Home office

Por Rodri.

Senta. Pega um café, coloca o headphone e tenta se concentrar. “Porra!”, ele diz. Não consegue se concentrar no trabalho com a TV ligada. Desliga a TV, aumenta o volume dos fones, resolve colocar uma música.

Mas qual?

“Eletrônico? Desse jeito vou acabar promovendo uma suruba nos meus neurônios”, pensa. “Funk? Fora de cogitação. Hardcore? Muito agitado. Samba? Muito dançante. MPB? Muito sonolento. Que tal um sert…CHEGA! ” Vai tentar de outra forma.

Acende um baseado, reflete por dois minutos que se não estivesse em home office jamais poderia ter essa atitude. Apaga. Decide se concentrar ao ar livre, vendo pessoas passarem. Chega na praça, mas vê que todos os bancos estão ocupados. Chega no parque e percebe que com tantas crianças fazendo barulho, essa não é a atitude mais inteligente a se tomar.

O que fazer, então?

CAFÉ. CAFÉ é a resposta.

Vai para a cafeteria ao lado do parque, inventa um nome qualquer para colocar no copo e pede um café puro, sem firulas, e no maior tamanho possível. Resolve uma das tarefas. Duas. Três. Quatro. Adianta o relatório que teria que entregar em 3 dias. Liga para o cliente. Confirma a reunião, adianta o máximo de tópicos possíveis. Faz uma pausa para comer, porque o pastel assado da cafeteria havia acabado de sair do forno.

Quando retorna as atenções ao trabalho, percebe que conseguiu liquidar com as tarefas. Olha no relógio e pensa: “ Acabei com tudo o que eu tinha para fazer e ainda é meio-dia? Maravilha! Vou almoçar e tirar o resto do dia de folga”.

Chega em casa. Nada de música, vai ver seriados. Nota que zerou na última semana todas as séries que queria assistir. Na TV aberta, só programa sobre dramas familiares ou bisbilhotando famosos. Na fechada, reprises de filmes e eventos esportivos.

Nota-se tão entediado com um dia todo pela frente que toma uma decisão: “Nunca mais faço home office”.

III Bienal Internacional Graffiti Fine Art

Por Mayara Moreno.

O graffiti é o tipo de arte urbana mais criminalizado pela sociedade, que ironicamente pode ser visto a cada esquina que você cruza na nossa grande cidade cinza e que cada vez mais tem ganhado reconhecimento pelo mundo a fora, em muitos países grafiteiros brasileiros são convidados a viajarem e prestigia-los com sua arte. Aqui no Brasil, ainda precisa-se muito para chegar a esse ponto, já que infelizmente esse tipo de arte só é reconhecida por grande parte da sociedade quando se encontra sob galerias de arte ou alguma exposição. Sim, esse tipo de trabalho com certeza é muito importante para os artistas em questão, mas uma forma de expressão tão pura e com o gostinho brasileiro que muitas vezes explicita problemas sociais e políticos com formas que não precisam ter nada escrito para passar a mensagem do grafiteiro, deveria ter seu devido respeito.

Atualmente, esta acontecendo a III Bienal Internacional Graffiti Fine Art, reunindo pinturas com spray, estêncil e pinceis em paredes e murais. Pode-se ver também instalações esculturas e videoarte.

São 63 grafiteiros, sendo 11 estrangeiros de países como Estados Unidos, Alemanha, França, Italia, Chile, Peru e Japão. Sendo eles conhecidos ou não, antigos no grafiti ou não.

A primeira edição da Bienal aconteceu em setembro de 2010. Este ano sendo exibida no prédio do Pavilhão da Cultura Brasileira, arquitetado na década de 50 por Oscar Niemeyer.

O intuito do projeto é passar ao publico o que o grafiti é, uma arte, mostrando suas técnicas e suas mensagens com mais “calma” e excluindo o cenário da rua.

III Bienal Internacional Graffiti Fine Art

De 18 de abril a 19 de maio

Horário: Terças das 10h às 21h; Quarta a domingo das 10h às 18h Local: Pavilhão das Culturas Brasileiras, Parque do Ibirapuera – Rua Pedro Álvares Cabral, s/n. São Paulo – SP. Preço: Entrada gratuita.

SPNQSC – Praça do Pôr do Sol.

Por @Detachez

Localizada em Praça Cel. Custódio Fernandes Pinheiros – Rua Desembargador Ferreira França SN – Alto de Pinheiros, São Paulo – SP, a Praça do Pôr do Sol é um dos lugares mais bonitos da cidade de São Paulo.

A selva de pedra guarda em suas ruas um lugar incrível como este, do qual a vista para ver o “pôr do sol” é privilegiada. Que tal levar um acompanhante (amigo/ficante/namorado/marido(a)) para conferir com os próprios olhos?

Texto: Fernanda Saraiva.
Foto: Google.

 

Rapidinhas – Av. Paulista.

Por @Detachez

Fiz um passeio inesperado pela avenida mais paulista de São Paulo e acabei vendo tanta coisa bacana. Por conta disso, vou fazer um especial com cada foto que eu tirei, porque assim fica mais rapidinho. Beijos. :*

Muro na entrada da Paulista sentido contrário a Vergueiro.

Muro na entrada da Paulista sentido contrário a Vergueiro.

Assinado por Alexandre e Guga.

Assinado por Alexandre e Guga.

Texto e fotos: Fernanda Saraiva.

Logo menos.

Logo menos.

Arte Em Sampa – Feliz Aniversário, Meu Amor

Por @Detachez

Nesta data gostaria de homenagear a linda e maravilhosa, boba e glamourosa, cidade de São Paulo. Eu simplesmente te amo! Feliz 460 anos de muito amor e muita garoa, muitas meninas lindas, muita luz nas ruas, muita cultura, muita paz e um grito de socorro ao dizer que São Paulo Não Quer Ser Cinza.

Ponte Estaiada.

Ponte Estaiada.

Vista de cima do Edifício Copan.

Vista de cima do Edifício Copan.

Av. Paulista.

Av. Paulista.

São Paulo Aérea.

São Paulo Aérea.

 

Texto: Fernanda Saraiva {Spinelli Détachez}
Fotos: Pesquisa Google – Cidade de São Paulo.

Arte em Sampa – Cidade Cinza.

Por @umaAmyy

Olá galera, hoje vim falar sobre uma estreia que é super a cara do blog, o documentário “Cidade Cinza”, dirigido por Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo.

Com participação de artistas conhecidos internacionalmente por seu estilo de grafite como Os Gêmeos – Otávio e Gustavo Pandolfo – NUNCA – Francisco Rodrigues – e Nina Pandolfo. No exterior, suas obras são expostas em museus e galerias. Em São Paulo, sua cidade de origem, os seus grafites são pintados de cinza pela prefeitura. O filme retrata a luta contra o cinza da cidade que lhe é obtido pelos prédios, que cada vez mais toma conta da cidade e que muitas vezes, substitui o pouco de verde que ainda resta.

 Mostrando uma realidade diferente da que muitas vezes vimos por fora, o filme pode servir como uma boa forma para abertura da mente de muitos que ainda enxergam o grafite como algo criminalizado e “vagabundo”, deixando bem evidente a ignorância do brasileiro ao mostrar as obras apagadas e acompanhando a re-pintura de um enorme mural que obteve o mesmo destino, ser pintado de cinza.

Cidade Cinza

Cidade Cinza

Contando, também com a trilha sonora original com composições de Criolo e Daniel Ganjaman.

 O filme não tem exibição nos cinemas convencionais que estamos acostumados como os de shopping. Então ai vai a lista dos lugares em Sampa que vocês podem assisti-lo e horários – os horários servem para todos os dias até o dia 12/12/2013 – :

Espaço Itaú de cultura de cinema Augusta Sala 1: 14h – 18h – 20h
Espaço Itaú de cultura de cinema Pompéia Sala 10: 13h
Espaço Itaú de cultura de cinema Frei Caneca Sala 5: 18h

Cine Livraria Cultura Sala 2: 18h10

Texto: Mayara Moreno.
Foto: não foram encontrados créditos para esta foto.
Revisão: Spinelli Détachez.

Turma de Áudio Visual.