Rapidinhas – Vire O Disco!

Por @Detachez

Começa hoje o evento anual que a Livraria Cultura promove para a venda de álbuns e livros sobre artistas brasileiros. A ideia, que teve inicio nos Estados Unidos em 2007 visa a venda dos discos a um preço mais acessível, e a festa será feita em todas as livrarias Cultura do Brasil.

Segue programação com os eventos em São Paulo.

CONJUNTO NACIONAL
Av. Paulista, 2073
Consolação – Oeste
São Paulo
(11) 3170-4033

Terça, 22 de abril

12h30 – Jazz ao meio-dia com Tito Martino Jazz Band

Fernanda Takai

Fernanda Takai

Sábado, 26 de abril

Das 12h às 14h – Indicações de CDs com Filipe Catto

11h – Pocket show com a banda Gangorra

12h30 – Pocket show com Marcia Castro

13h30 – Pocket show e sessão de autógrafos com Leo Cavalcanti

16h – Pocket show com Fernanda Takai

17h – Espetáculo musical e sessão de autógrafos de A vingança

19h30 – Pocket show com Jair Naves

IGUATEMI
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232
Jardins – Oeste
São Paulo
(11) 3030-3310

Nando Reis

Nando Reis

Quarta, 23 de abril

18h – Sessão de autógrafos com Nando Reis

Sábado, 26 de abril

15h30 – Bate-papo com Ana Cañas

17h – Pocket show com Bruno de La Rosa

19h – Pocket show com Jair Oliveira

Domingo, 27 de abril

16h – Pocket show com Jair Rodrigues

BOURBON
Rua Turiassú, 2100
Pompeia
São Paulo
(11) 3868-5100

Sábado, 26 de abril

13h – Pocket show com a banda Dance of days

15h30 – Pocket show com a banda Huaska

17h30 – Pocket show com o grupo Projeto Vinagrete

MARKET PLACE
Av. das Nações Unidas, 13947
Vila Cordeiro
São Paulo
(11) 3048-7000

Quinta, 24 de abril

Fresno

Fresno

19h30 – Pocket show e sessão de autógrafos com Thiago Iorc

Sexta, 25 de abril

19h – Pocket show e sessão de autógrafos com a banda Fly

Sábado, 26 de abril

19h – Sessão de autógrafos com a banda Fresno

VILLA-LOBOS
Av. Nações Unidas, 4.777
Alto de Pinheiros
São Paulo
(11) 3024-3599

Sexta, 25 de abril

19h – Pocket show com Duo Calavento

20h – Pocket show com Babi Mendes

Babi Mendes

Babi Mendes

Sábado, 26 de abril

12h – Pocket show com João Taubkin

15h – Pocket show com a banda Louye

17h40 – Pocket show com André Mehmari

20h – Pocket show com Carlos Careqa

Domingo, 27 de abril

18h – Pocket show com o grupo Brasileirinhos

Texto: Fernanda Saraiva.
Fotos: Google.
Informações complementares: Livraria Cultura.

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São Paulo é Cultura!

Caros leitores, venho através deste post falar sobre o Record Store Day, evento que prestigiará muitos artistas nas Livraria Cutura de toda São Paulo este sábado dia 20/04.

O Shopping Villa-Lobos recebe Rafael Bittencourt na Demonstração do game RockSmith, das 12h às 14h no café da livraria. Além deste, Tatá Aeroplano (Cérebro Eletrônico) e Peri Pane (Canções Velhas Para Embrulhar Peixes) fazem um Workshop Show às 18h.

Rafael Bittencourt

Rafael Bittencourt

Patricia Marx abre o Record Store Day na loja do Market Place, às 12h no auditório, faixa etária de 12 anos, 99 lugares. Nasi e o seu Álbum Perigoso, se apresentam às 15h no Mezanino. Hélio Flanders (Vanguart) e Diogo (LosPorongas) se apresentam na loja do Market Place às 20h no auditório, permitida a entrada a partir de 12 anos.

Patricia Marx.

Patricia Marx.

Jair Naves fará um Poket Show acústico na loja do Bourbon Shopping São Paulo, às 18h no auditório.

Jair Naves.

Jair Naves.

A loja dio Conjunto Nacional na Av. Paulista recebe a Banda Rumo às 11h no Teatro Eva Herz, com 166 lugares. Às 13h, é a vez de André Christovam Trio – Album com AC Trio & Hubert Sumlin – Live in POA, no Deck de Madeira. Guilherme Arantes se apresenta logho depois de André Christovam no mesmo local às 14h30. E fechando o dia, Tom Zé, que por acaso esteve no lançamento do livro de Walter Casagrande, se apresentará às 17h no Deck de Madeira.

Tom Zé.

Tom Zé.

Espero trazer fotos do show do Jair, pois farei questão de prestigiar o trabalho dele.

Endereços: Shopping Villa-Lobos – Av. Nações Unidas, 4777 – Jardim Universidade Pinheiros.

Market Place – Av. Dr. Chucri Zaidan, 902 – Vila Cordeiro.

Bourbon Shopping – R. Turiassu, 2100 – Perdizes.

Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 – Bela Vista.

Spinelli Détachez.

Uma entrevista com Jair Naves.

Depois de tantas “promessas”, finalmente, Jair Naves, por Caio C. [ http://www.facebook.com/nardoniattackcrew?fref=ts ]

SPNQSC: Seu primeiro trabalho solo, o “Araguari”, foi uma transição em ter uma banda veterana na cena underground de São Paulo e passar a ter um trabalho com o seu nome. Como você lida com a carreira solo?

Jair Naves: O fato de eu estar em um projeto que leva o meu nome me dá, antes de qualquer coisa, liberdade. Na época da minha banda anterior eu também trabalhava nessas condições, já que as composições também eram minhas, mas agora eu me sinto ainda mais confortável para experimentar o que eu bem entender em termos de sonoridade, conceitos e temáticas.

SPNQSC: Ainda falando sobre o Araguari. Como foi a ideia de fazer um trabalho com esse nome? O que Araguari (município) significa para ti?

Jair Naves: Quando eu decidi começar uma “carreira solo”, me parecia necessário iniciar essa fase falando sobre algo que fosse muito pessoal, que falasse a respeito das minhas origens. E eu optei por falar da cidade em que meu pai nasceu e cresceu, o lugar onde eu passei alguns dos melhores momentos da minha infância e que tem um valor emocional gigantesco para mim, por representar uma ligação com alguém que eu perdi muito cedo – isso sem contar a coisa toda d’O Caso dos Irmãos Naves, episódio que se passou em Araguari. 

Antes do EP sair, eu tinha o receio de que ninguém se interessaria por um disco que leva o nome de uma cidade do interior de Minas Gerais. Felizmente, não foi bem assim. Acabei descobrindo que muitas pessoas possuem suas “Araguaris” particulares.

SPNQSC: De onde saiu a ideia do nome do novo CD?

Jair Naves: “E você se sente numa cela escura, planejando a sua fuga, cavando o chão com as próprias unhas” são versos de uma das músicas que gravamos nas sessões desse disco, mas que acabaram não entrando no álbum. Mesmo a canção tendo ficado de fora, esse trecho resume muito bem o sentimento de inconformismo e inquietação que caracteriza a maior parte das faixas. E, ao contrário do que uma interpretação apressada desse título possa sugerir, não é uma afirmação pessimista. Pelo contrário, é a constatação de que, por pior que lhe pareça o atual estado da sua vida, você sempre pode transformá-lo.

SPNQSC: Uma coisa bem íntima. Como você compõe suas músicas? Prefere um lugar calmo ou mais agitado?

Jair Naves: Prefiro a calmaria, definitivamente. Não consigo produzir ou mesmo concentrar direito em lugares muito agitados – o que é um problema para alguém que mora em São Paulo.

SPNQSC: Jair, eu sinceramente gostei muito da temática do Araguari, mas o novo cd eu não consigo parar de ouvir, porque eu realmente me identifiquei com muitas letras. Qual é a diferença do Araguari para o E Você Se Sente Numa Cela Escura, Planejando A Sua Fuga, Cavando O Chão Com As Próprias Unhas? Houve um amadurecimento musical?

Jair Naves: Há grandes diferenças entre os dois trabalhos. Antes de qualquer coisa, as temáticas são quase opostas: enquanto “Araguari” é um registro nostálgico, que fala muito sobre o passado, enquanto “E você se sente…” é um disco urgente, sobre o agora e questionamentos sobre o futuro. Além disso, o EP foi um disco feito em um período longo, em que eu toquei boa parte dos instrumentos, ao passo que esse disco novo foi feito num esquema “semi ao vivo” e os arranjos tiveram participação de uma banda das mais talentosas: Renato Ribeiro (guitarra, violão de cordas de nylon e vibrafone), Thiago Babalu (bateria), Alexandre Xavier (piano) e Alexandre Molinari e Adriano Parussulo (baixo).

SPNQSC: Escrevi uma resenha sobre o seu novo CD intitulado “E Você Se Sente Numa Cela Escura, Planejando A Sua Fuga, Cavando O Chão Com As Próprias Unhas”. Jair qual é a principal característica desta nova obra?

Jair Naves: Difícil dizer. As músicas são bem diferentes entre si, as letras falam sobre temas bem diversificados… creio que a principal característica seja a tal urgência que eu ressaltei na resposta anterior. E o fato de ser um disco feito à moda antiga, sem correções de pós-produção, sem auto-tune ou coisas similares. É tudo muito cru, verdadeiro, orgânico, sem maquiagem – o que faz com que o disco tenha certas imperfeições aqui e ali, mas ao menos soa autêntico, o que era minha principal preocupação.

SPNQSC: Pensei que “Um passo por vez” entraria neste cd cheio. Fale um pouco para o pessoal do blog sobre essa letra.

Jair Naves: A princípio entraria sim, mas tivemos tantas músicas novas para esse álbum que não faria sentido incluir uma música já lançada anteriormente. Tivemos que excluir quatro canções inéditas do repertório final. Das antigas, só incluímos “Carmem, todos falam por você” e “Vida com V maiúsculo, vida com v minúsculo” porque essas são das preferidas entre o nosso público e ainda não possuíam registro de estúdio.

SPNQSC: Como eu já havia dito, particularmente gostei muito do novo cd. Como foi o processo de composição das músicas?

Jair Naves: Renato, Babalu e eu passamos o primeiro semestre lapidando as composições e trabalhando nos arranjos. As letras, como de costume, foram finalizadas quando já estávamos em estúdio.

SPNSQC: Umas das musicas que eu mais me identifiquei foi “Maria Lúcia, Santa Cecília e Eu”. Como é a relação entre Jair Naves e Maria Lúcia?

Jair Naves: A melhor possível. A letra já diz tudo, minha mãe realmente é a “minha pessoa preferida”. Fico feliz com o fato de as pessoas gostarem dessa, é uma das mais importantes pra mim – e um presente dos melhores por parte do Alexandre Xavier, o coautor da música.

SPNQSC: Jair, hoje (27 de Outubro), estreou o clipe de “Pronto Para Morrer (O Poder de Uma Mentira Dita Mil Vezes)” na MTV. Qual é a sensação de ter um clipe rolando por ai, para todos assistirem e qual foi a sensação de ver a estréia?

Jair Naves: Ótima! É sempre comovente ver um trabalho pronto e indo a público. Os videoclipes ainda são uma forma muito eficiente de divulgação. Espero conseguir fazer também de outras músicas desse disco.

SPNQSC: Tanto no Ludovic, quanto na sua carreira solo eu percebo que você tem uma energia fantástica no palco. Os shows são libertadores para você, assim como são para o pessoal que está lá assistindo?

Jair Naves: Bom, espero mesmo que as pessoas encarem da mesma forma que você. Realmente há uma liberação de energia enorme nos shows, as apresentações são uma válvula de escape para sentimentos reprimidos. Chega a ser terapêutico. A Louise de Bourgeois sempre é lembrada por ter afirmado que a arte é uma garantia de sanidade. É meio que a relação que eu tenho com os shows.

SPNQSC: Sobraram músicas do processo de criação do novo cd? Já está pensando em lançar singles ou outro cd cheio?

Jair Naves: Sobraram duas músicas gravadas e outras que não foram registradas. Ainda não sei o que será feito desse material, acho mais prudente deixar passar mais um tempo para analisá-lo com o devido distanciamento. A princípio, não deveremos levar a público essas canções, mas nunca se sabe. E ainda é muito cedo para pensar num próximo álbum, mas acredito que seguiremos compondo para que o disco seguinte tenha apenas músicas feitas por essa formação.

SPNQSC: Agora Jair, quais são os próximos planos?

Jair Naves: Levar as músicas desse disco a todos os lugares possíveis. E tocar, muito, em todo lugar que esteja disposto a me receber.

SPNQSC: Obrigado pelo tempo que nos concedeu para esta entrevista Jair.

Jair Naves: Eu que agradeço pelo espaço. Espero que a gente se veja em breve por aí.

[[As duas primeiras fotos são de Daniel Moura, a terceira, eu peguei na página pessoal do Jair no Facebook. A quarta imagem peguei na internet.]]

Spinelli Détachez.