Ressaca – Eu Voltei!

Por @Detachez

Fiquei um tempo fora, mas estou de volta. Eu e minha equipe do barulho (risos). Hoje eu queria começar com um texto que eu escrevi para minha coluna Visão Feminina, no blog do Amauri, mas o texto vai sair amanhã, então, semana que vem quem sabe consigo a cópia dele (mais risos).

Sendo assim, vou postar um texto que eu fiz inspirada no livro “O homem que conhecia as mulheres”, de Marcelo Rubens Paiva. E boa semana a todos.

Livro MRP.

Livro MRP.

O homem que desconhecia a mulher.

Ela se rendeu, não teve como. Era linda, cheirosa, todos diziam. Sorria lindamente, cabelos escuros, curtos devido a um surto que teve recentemente, “mudar é necessário” ela vivia dizendo para justificar o que os outros chamavam de loucura. E era mesmo louca, sabia em seu íntimo. A pele morena estava quase coberta por tatuagens. Amava. Faria uma todo dia se pudesse, mas a grana era curta e quando aparecia, saía voando do nada. Não se importava, estava muito mais preocupada em saber porque se rendeu. O tempo passava e ela se perguntando o porque deixou que acontecesse. Depois, sempre vinha na mente, como poderia não deixar? Ou poderia ter escolhido? Claro que não. Bebia para esquecer, e quanto mais bebia mais ele impregnava na mente. Ele, branco, sem sal, daqueles sem gosto. De longe se vê que é insosso. Nem sal, nem açúcar. O tipo que ela nunca ia querer. E porque quis? Pergunta que o tempo ainda não deu resposta. Os olhos dele? Mal dava para ver, e ela tentava, e tentava febrilmente. Não via nada. Mesmo que quisesse, mesmo que ele deixasse. Mas o fato é que ele nunca deixava. E ficavam nesse impasse. Ele o misterioso da Pompeia, ela, apaixonada. Como pode deixar isso acontecer? Quando ela não conseguiu mais segurar, vomitou tudo de uma vez. Deve ter assustado o coitado. Ele, acabou de terminar um relacionamento sério, quatro anos, ele havia dito a ela. Ela, um de três. E qual o problema afinal? O problema era ele. O misterioso. Ela, apaixonada. Só queria estar perto, só queria tê-lo perto. Ele? Nem Deus sabe o que queria aquele homem sem sal. Era tipo um Hugo (ler “O homem que conhecia as mulheres”, conto “Claque Pessoal”, página 67), do tipo que pagava para que rissem dele, assim alguém o veria. Ela mesma, nunca o viu. E no suposto dia que se conheceram, ela lembra bem de ter olhado a camiseta dele. Até chegou a comentar sobre, “NOFX” comentou. Era uma banda que ela também gostava. E porque havia se apaixonado? Não sabia, só sabia que tinha que dar um jeito. Tinha que mudar as coisas, e para melhor. Pensou em excluir do Facebook. Já o havia feito e ele foi atrás, pelo WhatsApp. Teria que dar um jeito. E deu. Apenas deixou para lá, porque ele nunca se importou mesmo, bastou o tempo para que outro viesse, se importasse e nunca mais deixasse um outro existir, e nem alguém do passado voltar…

Texto: Fernanda Saraiva.
Foto: Google.

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Ressaca – Feliz Ano Velho.

Por @Detachez

Marcelo Rubens Paiva

Marcelo Rubens Paiva

Não é segredo para ninguém, meu amor incondicional por Marcelo Rubens Paiva (MRP). Tive o prazer de comprar dois de seus livros, Não és tu Brasil e Feliz Ano Velho, e estou lendo o segundo. Minha paixão começou por Blecaute, e ano passado aprofundou-se com As Verdades Que Ela Não Diz. Também, no ano passado, tive o prazer de passar uma manhã, com o próprio, na Biblioteca de São Paulo, no evento Segundas Intenções, ouvindo suas histórias de vida e de como se deu o trabalho da escrita.

O fato é que, a história da vida dele me toca muito, sou apaixonada por ele, aquelas paixões platônicas mesmo, e cada livro seu faz com que eu me sinta mais próxima dele. Fico emocionada com suas palavras, e uma das histórias mais marcantes foi a morte de seu pai, Rubens Paiva. No livro Feliz Ano Velho, MRP comenta sobre o desaparecimento de seu pai, em Janeiro de 1971. Marcelo era uma criança quando seu pai sumiu, e para sua tristeza, ele não estava perto dele quando sofreu o acidente que o deixou paraplégico. 43 anos depois do desaparecimento de Rubens, a família Paiva teve o mistério dissolvido, com o depoimento de militares envolvidos em seu assassinato. Os militares tiraram Rubens de sua casa no Rio de Janeiro, onde torturaram psicologicamente a família depois de levarem Rubens.

Marcelo Paiva durante o exílio.

Rubens Paiva durante o exílio.

Em seu livro, MRP conta um pouco de como se deu o estado militar no Brasil, após o golpe de 1964. Poucas pessoas sabem, mas foi uma intervenção americana, para evitar que o Brasil se tornasse um país comunista, uma segunda Cuba, como costumavam dizer na época. A ditadura militar foi dura, e houve tortura, muitas mortes e muitos desaparecimentos. Os militares da época acreditavam que o Brasil poderia se tornar uma grande potência mundial e por isso, instalaram violência em cima de violência, não somente contra a população, mas também contra a imprensa.

Surgiu a censura e os considerados “subversivos”, que eram pessoas das quais o governo de militares julgavam ser comunistas, foram exilados, capturados e muitas vezes, mortos. O primeiro ato inconstitucional, AI, começou censurando algumas coisas, até que veio o segundo, terceiro, até o quinto. O AI5 foi o pior de todos, onde estabeleceu-se a censura contra a imprensa, lei de silêncio e toque de recolher. Até a música era censurada, novelas foram censuradas, muitos músicos foram exilados, e usavam mensagens subliminares para falar sobre aquilo que era proibido.

Pacientes com Tifo, em campos de concentração.

Pacientes com Tifo, em campos de concentração.

Que fique claro, o pensamento “O país que não conhece sua história está fadado a repeti-la” serve para o Brasil. Foi feita uma pesquisa, que mostra, boa parte da população brasileira desconhece o fato que fez 50 anos no final do mês passado e começo deste mês. E não faz muito tempo desde que, a ditadura caiu e enfim ganhamos o direito de votar, como um país quase democrático. Fiquei tocada com toda a história do meu ídolo e olha que o livro nem acabou ainda. Vale lembrar, o holocausto com os judeus. A devastação de um povo inocente, de um povo com pele branca, igual a de Hitler, com ideologia diferente, sim, porque graças ao bom deus, ser diferente é nossa maior qualidade.

O mundo viu mais de seis milhões de pessoas morrerem pela mão de um só homem. As bombas de Hiroshima e Nagasaki, histórias que nunca podemos esquecer, para que não se repita. Porque, pessoas que não conhecem suas próprias histórias, também estão fadadas a repeti-la.

Marcelo Rubens Paiva antes do acidente.

Marcelo Rubens Paiva antes do acidente.

Texto: Fernanda Saraiva.
Fotos: Google.

Rapidinhas – As Verdades Que Ela Não Diz.

Por @Detachez

Vou usar a coluna hoje para postar uma das crônicas do livro de Marcelo Rubens Paiva.

E daí que acaba?

Não aguento mais ouvir de uma voz feminina com amargura e rancor que não quer mais casar. Seguidoras de Paulo Mendes Campos acreditam que, se o amor acaba, pra que começar outro?

São aquelas que se casaram de branco no dia mais feliz de suas vidas, apaixonadas e entregues, e que depois enfrentaram a ira de um ciumento, as neuras de um obcecado, as fraquezas de um viciado, se envolveram com suas famílias alheias intolerantes, conheceram a frigidez da rotina, a traição injusta seguida por mentiras incabíveis, e decidiram pôr um fim ao sonho de eterninar aquele instante em que tudo parecia fazer sentido, em que pombinhos nasceram um para o outro e morreriam grudados num fio eletrocutado ou numa praça poluída, na alegria e na desgraça.

Para aquelas que já passaram por um ou dois casamentos e tropeçaram no degrau da separação, em que a decepção trocou de lugar com o amor, e o futuro virou poeira, não aguento mais replicar: “Se o amor nos enlouquece, imagine a loucura que é ficar sem ele”.

Para aquelas que dizem não acreditar mais no amor, proponho então experimentar outros amores e apostar nesse bilhete só de ida.

Uma noite de prazer acaba. Um banquete acaba. Uma viagem inesquecível acaba. O fim de semana na ilha paradisíaca, um campeonato, o dia, o ano, o gozo, um livro, um disco, um banho de banheira e uma nhá benta acabam. Como Sísifo, não por isso evitamos outros.

Os homens?

Vou lhes dizer: amamos tanto as que nos deram à luz, nos deram intuição, formas alternativas de pensar, mostraram detalhes que passavam despercebidos, exigiram atenção, dedicação, carinho, nos fizeram ser românticos, vencer a vergonha, e nos inspiraram músicas, poesias, até guerras, e nos ensinaram os diversos tipos de chocolates…

Se vocês não acreditam mais, quem acreditará? Lembrem-se de Nietzsche, que nos últimos dias numa vila italiana, com o calor na pele, viu alegria no niilísmo e esperança no desamparo: “Cada passo mínimo dado no campo do pensamento livre, da vida moldada no seu formato pessoal, foi desde sempre conquistado por martírios espirituais ou corporais”.

Tégua.

Que venham os clichês. Cá está o ombro para o choro da mudança de humor inexplicável e inesperada. Quer que eu apague a luz na enxaqueca? Explico com toda a paciência a regra do impedimento, quem joga contra quem, e o que significa aquele quadro no alto da tela, quem que três letras, COR, vencem por 2×1 as letras PAL.

Fique na cama na TPM. Trarei uma bolsa de água quente e o jantar. Sim, vamos comprar sapatos. Eu espero. Levo um livro, enquanto você experimenta a loja.

Adorei a cor do esmalte, o corte de cabelo. BAtom vermelho te deixa mais bonita. Não, a calcinha não está marcando. Ah, põe o tubinho preto, se bem que eu gosto quando você coloca aquele vestidinho colorido. Não, o sutiã não está aparecendo.

Eu ligo para o despachante, faço um rodízio nos pneus, troco a bateria, reconfiguro seu computador, mando lavar o tapete, o forro do sofá, também adoro ele com almofadas indianas em cima.

Cuido de você na velhice, não te trocarei por uma adolescente que cheira a titti frutti, nem pela secretária vulgar da firma, amarei a sua pele um pouco mais flácida, seus seios naturalmente instáveis, seu corpo maduro, seus joelhos frágeis. E tomaremos vinho tinto todas as noites. Prefere branco? Que celulite?

Porém a maioria de vocês cohece agora as teclas do atalho, a pressão nos pneus, saber chamar o seguro para uma pane elétrica, e que carrinho por trás do cartão vermelho. Tornaram-se independentes.

Pesquisa da Serasa Experian mostrou que as mulheres são maioria entre os mais ricos do país – segundo o estudo, cerca de 4,9 milhões de mulheres e 4,7 milhões de homens participam do grupo dos mais prósperos do Brasil, as classes A e B, e que as mulheres “ricas” somam cerca de um milhão, e 611 mil mulheres são executivas bem-sucedidas.

E nós. Último censo do IBGE: o número de divórcios triplicou, enquanto o de casamentos formais de papel passado caiu 12%.

O amor se tornou líquido, e não é, Zygmunt Bauman? “Se hoje vivemos em redes virtuais, que aproximam e afastam as pessoas, somos capazes de manter laços fortes e relações verticais?”, pergunta.

Entendi, deixamos de preservar o passado e começamos a viver um presente perpétuo, a era do hedonismo e do consumo desenfreado, vazio difícil de saciar.

Desistimos da sede pelo amor?

Não, as mulheres são o apêndice do homem, mas a fonte original da vida  e a nossa razão de ser. Não nos deixem desamparados. E aprendam com nossas fraquezas e com todos os nossos erros.

Amar ainda é a única maneira de convivermos com a sua delicadeza e de alimentarmos nossa vocação de proteger e cuidar. Não façam do homem uma noite sem vento, um mundo sem gravidade. Parecemos tolos e infantis, controladores e insensíveis. Mas nós as amamos tanto…

Acaba mesmo? Comece outr. Antes que a amargura substitua o brilho dos seus olhos. E a pieguice, a rima e as metáforas sejam extintas.

Texto: Marcelo Rubens Paiva retirado do livro “As verdades que ela não diz”.

Ressaca – Marcelo Rubens Paiva.

Por @Detachez

Muitos não se esquecem do primeiro gol, feito no pátio da escola. Ou do primeiro frango, quando se foi escalado à revelia para jogar debaixo das traves. Do primeiro beijo de língua, da primeira cicatriz, do primeiro fora e da primeira vez em que se ouviu “eu te amo”, ninguém se esquece.

Também não nos esquecemos da primeira vez em que ouvimos “vou para a casa da minha mãe”, do primeiro divórcio, da audiência na Vara da Família, do terno e do cinismo do advogado do outro, e do tédio do juiz, que já ouviu aquela ladainha tantas vezes…

Nem do primeiro reencontro casual com a ex, em que ela, sorridente, está mais bonita, mais loira, menos cacheada, mais magra, com um par de seios novos, maiores e um vestido bem mais curto que os anteriores, muito bem acompanhada por alguém mais bronzeado, simpático, gente fina e absurdamente mais sarado.

Ela também não se esquece do dia em que vê o ex saindo do restaurante mais caro da cidade- enquanto antes só a levava no pé-sujo mais barulhento-, abraçado a uma garota mais nova que os filhos deles, usando boné, tênis All Star, sem os cabelos brancos de antes, mas ainda com aquela eterna barriguinha, fumando [desde quando voltou a fumar?] e entrando num carro que daria para pagar a pensão alimentícia de todas as mulheres presentes no empreendimento gastronômico citado.

Ambos os gêneros não se esquecem do primeiro orgasmo, do dia do sim, da lua-de-mel e da primeira vez em que ele é obrigado a dizer “isso nunca me aconteceu”. Também não nos esquecemos da primeira vez que em ouvimos “não é isso que você está pensando”, “o problema não é você”, “o celular estava no vibracall” e “não bufa”. Nem da primeira camisinha. Muito menos da primeira camisinha estourada.

Diz o pensador Washington Olivetto, que uma garota não se esquece do primeiro sutiã. O que as garotas não sabem é que nós, garotos, não nos esquecemos da primeira vez em que prendemos o bem mais precioso no zíper da calça. Vemos estrelas. É como se o Big Bang se repetisse bilhões de anos depois.

Sr. Marcelo Rubens Paiva

Sr. Marcelo Rubens Paiva

Elas nunca se esquecem da primeira curetagem, e eles, do primeiro exame de próstata. Acho que poucos se lembram da queda do primeiro dente-de-leite. Mas ninguém se esquece da primeira extração do primeiro siso. Ou da primeira operação para extrair as amídalas. Ou da primeira dentadura.
Não nos esquecemos também quando o limite de colesterol passou para o nível inaceitável, ou quando ouvimos pela primeira vez a pergunta: “Você tem caso de diabetes na família?”

Da primeira vez em que o time de coração ganhou a Libertadores, alguém se esquece? Nem os corintianos, da quantidade de vezes em que o time foi eliminado perto das finais. Nem em qual churrasco estava nas finais das Copas do Mundo de futebol. Nem do pênalti perdido pelo craque do time na decisão. Ou da primeira vez que entrou num estádio. Ou dá última, em que passou mal, depois de jantar o dogão com purê e maionese da rua em frente.

Ninguém se esquece da primeira vez em que andou de bicicleta sem rodinhas, da primeira vez em que boiou sem a ajuda dos braços do avô, do primeiro tombo do cavalo. E do primeiro e indigesto fio de cabelo branco, alguém se esquece?

E do tamanho do primeiro celular? E da primeira bicicleta? E do primeiro carro? E da cara do primeiro instrutor da autoescola? E de todas as casas em que morou? E do primeiro cachorro? E de todos os outros? E dos gatos? Da babá? Da primeira escola? E da última? Da primeira namorada? E da última?

Tudo bem se esquecer do número do PIS/Pasep, ou do passaporte, que muda a cada cinco anos. Mas alguém se esquece do número do próprio celular, RG, CPF ou do telefone da mãe? Do aniversário?

Alguém se esqueceu da reação que teve quando soube que o Senna, o Tancredo, a Diana, o John Lennon, os Mamonas e o Michael Jackson morreram? E por qual canal assistiu a queda das Torres Gêmeas no 11 de setembro? E da primeira greve? Do primeiro voto? Da primeira vez diante da urna eletrônica? Da primeira vez que voou de avião, ou helicóptero, ou para o espaço?

E a Zélia anunciando pela tevê que cada brasileiro teria o direito de sacar apenas R$ 50? E das Diretas Já? E dos caras pintadas? E do Collor dando adeus? E do que estava fazendo no dia do blecaute? E do dia em que o PCC parou a cidade?

Alguém se esquece do cheiro da avó? Do perfume do amante? Do gosto da manga, da água de coco, do caju, do figo? Do cheiro do mar? De dizer “feliz ano novo”? De curar soluço? Do primeiro vestibular? Do homem chegando na Lua? Do primeiro porre?

Depois dizem que somos um povo sem memória.

 

Texto: Marcelo Rubens Paiva.
Foto: Ellen Fialho.

Leitores Recomendam – Livros

Por @kia_souee
Hoje não tem Coluna de Música, pois a coluna “Leitores Recomendam” invade com muita leitura!

Em meio a correria do dia-a-dia onde internet e televisão  podem resumir histórias, os livros parecem estar esquecidos, porém a matéria de papel com seu cheiro único sempre promete desvendar um segredo e nos surpreender a cada virar de paginas e acredite isso é encantador.

O famoso Bill Gates disse uma vez “meus filhos terão computadores, sim, mas antes, terão livros. Sem livros, sem leitura os nossos filhos serão incapazes de escrever- inclusive a sua própria história.” Em resumo podemos entender que computador não substitui livro e vice versa, precisamos ter conhecimento de histórias, matérias e mundos para que um dia possamos escrever nossas vivencias.

Ganhar livro é melhor que roupa!

Ganhar livro é melhor que roupa!

Amanda Damião, 18, estudante de secretariado Afirma que os livros dialogam com as pessoas, mexe com sentimentos que muitas vezes o leitor não consegue expor, pois algumas histórias possuem características semelhantes a de quem esta apreciando a literatura. A aluna diz que não há segredo para gostar de livros, porém, encontrar obras de gêneros no qual o leitor se identifique é um bom começo.

Com isso os leitores recomendam de hoje trás uma lista de livros que merecem ser lidos:

1-      A menina que roubava livros – Autor: Markus Zusak

2-      O caçador de pipas –  Autor:  Khaled Hosseini

3-      1984 – Autor: George Orwell

4-      Carrie – Autor: Stephen King

5-      A metamorfose – Autor: Franz Kafka

6-      100 anos de solidão – Autor: Garcia Marquez

7-      Blecaute – Autor: Marcelo Rubens Paiva

8-      Juízo Final – Autor: Sidney Sheldon

9-    A última música – Autor: Nicholas Sparks.

Texto e foto: Keisa Kessia.
Revisão: Spinelli Détachez.

Segundas Intenções.

Segundas Intenções com Marcelo Rubens Paiva

Segundas Intenções com Marcelo Rubens Paiva

Dia 31 de Maio, fui com meus amados, Marciano e Ellen até a Biblioteca de São Paulo para participar do “Segundas Intenções*”, com Marcelo Rubens Paiva.

Conheci o trabalho do Marcelo por uma indicação de um de seus romances. Blecaute, escrito em 1986, conta a história de três amigos que vivem uma “distopia”, termo utilizado para descrever mundos ou situações nas quais pessoas vivem sob totalitarismo, autoritarismo, por opressivo controle da sociedade. No caso de Blecaute, a trama conta que após uma excursão ao Vale do Ribeira, ao retornarem a São Paulo, os três amigos se deparam com toda cidade deserta, tendo apenas estatuas. Mas ainda vou ressaltar sobre este romance.

Marcelo falou sobre seu primeiro romance, “Feliz Ano Velho”, inicialmente “Do Outro Lado dos Trilhos”, título este escolhido pelo autor para insinuar que as pessoas do outro lado do trilho são como “escória”. Mas logo, o título foi alterado, pois um amigo de Marcelo percebeu a piada e “cortou o barato”.

Marcelo acabou aceitando o convite para escrever sobre seu acidente e sua história por causa de sua reabilitação. E falou muito sobre a ditadura, já que seu pai, Rubens Paiva é um desaparecido político. Além disso, citou sua amizade desde 1980 com Eduardo Suplicy, e disse que escrevia sobre seus sonhos. Puxando este gancho, foi de um sonho que saiu o romance Blecaute.

Depois disso o papo correu um pouco mais depressa, pois Marcelo tinha outro compromisso. Citou que escreveu para o filme Bicho de Sete Cabeças. Falou sobre a degradação de São Paulo e sobre o “nascimento” da primeira favela da cidade com a construção do estádio do Morumbi. Comentou sobre suas peças: 525 linhas, pós Blecaute, e a peça que está dirigindo atualmente, chamada “Deus é um DJ**”. Inclusive falou sobre “E aí, comeu?”, que logo depois foi para as telonas.

Também trabalhou nos roteiros de “Malu de Bicicleta” e agora está trabalhando no roteiro de outro de seus livros, o “Bala na Agulha”. E finalizou o bate papo falando sobre seu mestrado, que acabou virando o livro “Quem És Tu Brasil?”, que é adepto do transporte público e que é um dos fundadores do Bloco Augusta, comentando sobre a fanfarra de vários carnavais nos quais comemoravam antes do carnaval, pois nos dias certos, muitos dos integrantes viajavam para o litoral paulista.

Segundas Intenções com Marcelo Rubens Paiva

Segundas Intenções com Marcelo Rubens Paiva

Texto por Fernanda Saraiva.

Somos suspeitos em falar sobre literatura nacional. Principalmente quando se trata dos nossos autores preferidos.  Tudo fica meio “escuro” em mente. No ultimo dia 25/05 fomos ao encontro do escritor, diretor e jornalista Marcelo Rubens Paiva. Encontro proporcionado através do projeto  “Segundas intenções”, na Biblioteca de São Paulo.

Senti-me como uma criança a espera de sua triunfal entrada. E quando chegou, em meio a fotos tremidas, sim conseguimos interagir.

O bate-papo se iniciou com a falha de entre seus livros  expostos em cima de uma mesa, não estar o seu novo “As verdades que ela não diz”. Apesar de não estar em sua prioridade naquele encontro, Marcelo R. Paiva falou bastante sobre seu clássico “Feliz ano velho”, do qual retrata seu acidente. Falou sobre o “merchandising” bem utilizado pela editora, explorando o fato de seu pai ser um dos desaparecidos políticos da época de ditadura militar. Hoje mais parece uma piada tal tática utilizada pela editora. Contou muito sobre seu ponto de vista e pq não, sua vida e as consequências envolvidas com tal atrocidade (ditadura).

Falou “abertamente” sua opinião sobre casos como a blogueira Yoani Sánchez, a repercussão gerada por recente entrevista com  o cantor Lobão e etc… Contou um pouco sobre suas adaptações para o teatro e cinema. Sobre as dificuldades que evolve: “A literatura é um processo muito solitário. Já o teatro e o cinema se criam em conjunto”, afirmou.

Segundas Intenções com Marcelo Rubens Paiva

Segundas Intenções com Marcelo Rubens Paiva

Entre tantos assuntos aguardados, falou sobre um que em geral muito nos agrada: São Paulo. Demonstrou total paixão. Tanto quanto nós, e total descontentamento pela degradação da mesma. E porque não, bastante sobre sua juventude ao lado de outros escritores como Caio Fernando Abreu. Sobre recordações de sua amizade e forma diferenciada de expor seus pensamentos. Foi um grande encontro. E não posso deixar de expor tal acontecimento.

Texto por Ellen Fialho.

Outros assuntos.

Gostaria de ressaltar meus agradecimentos ao Caio C., que por um longo cuidou da coluna de música do blog, deixando o que eu orgulhosamente chamaria de “legado”, com entrevistas carismáticas e engrandecedoras. Foi uma parceria que teve inicio em Agosto de 2012, mas chegou ao fim por esses dias. Obrigada por tudo, de verdade. Lembrando que ainda temos duas entrevistas feitas por ele no pente. Logo menos.

E como dizem, quando se fecha uma porta uma nova se abre, gostaria de dizer que novidade estão por vir. E gostaria também de agradecer a minha amiga de vida, Ellen Fialho, pelos louros que estou colhendo hoje. Muito obrigada!

*Sobre “Segundas Intenções”:

Segundas Intenções com Marcelo Rubens Paiva

Segundas Intenções com Marcelo Rubens Paiva

Segundas Intenções é uma realização da SP Leituras, organização social vinculada à Secretaria de Estado da Cultura. Trata-se de um ciclo de palestras com escritores brasileiros, que acontece no terceiro sábado de cada mês, no auditório da Biblioteca de São Paulo. Já participaram Pedro Bandeira, Ruth Rocha, Fernando Bonassi, Marçal Aquino, Milton Hatoum, Ignácio de Loyola Brandão, Fernando Morais e Reinaldo Moraes.

** Sobre a peça “Deus é um DJ”:

Montado em mais de vinte países, o drama mais famoso do autor alemão ganha tradução de Annette Ramershoven, em parceria com o diretor da montagem, Marcelo Rubens Paiva, a peça mostra a história de um casal de jovens artistas multimídia que é contratado por uma galeria de arte para viver cercado por câmeras. A peça tem 80m de duração e conta em seu elenco com Marcos Damigo e Juliana Schalch.

Bem vindo a cidade cinza.

Caros leitores, depois de um tempo sem postar, pois estou trabalhando muito e meio sem tempo e sem ajuda, venho informar alguns eventos que estão rolando por SP. E recomendar alguns livros, que andei lendo nos últimos tempos.

Amanha, 14/04 a banda RPM se apresenta no Mooca Plaza Shopping no projeto “Vitrine da Cultura”. O show é de graça.

Revoluções por minuto.

Revoluções por minuto.

ONDE: Mooca Plaza Shopping 

Rua Capitão Pacheco e Chaves, 313
Mooca – Leste
(11) 3548-4500

Estação Ipiranga (CPTM – Linha 10 Turquesa)

Dia 16/04 Ziggy Marley se apresenta no Multishow. O show também é na faixa e poderá ser visto no link as 21h
A Av. mais Paulista de São Paulo ganhará mais um centro cultural com a sede do Instituto Moreira Salles. A sede atual se encontra em Higienópolis e logo menos estará se mudando para a Av. Paulista. O novo prédio se situará entre as ruas Bela Cintra e Consolação.

IMS

IMS

O acervo do IMS conta com 800 mil imagens, 100 mil fonogramas, 1,2 mil obras de iconografia do século XIX e 400 mil documentos e livros de arquivos pessoais de escritores e pensadores. A previsão é que a obra seja concluída em três anos. Lembrando que a Livraria Cultura também possui uma loja de mesmo nome, oferecendo parte do acervo do IMS e acesso rápido e fácil aos clientes de todo o país.

Dias 20 e 21/04, próximo sábado e domingo, as 15h. Zelia Duncan e Zeca Baleiro, entre outros ainda não confirmados, se reunirão no Vale do Anhangabaú para homenagear Raul Seixas.

Maluco Beleza.

Maluco Beleza.

O evento será feito pelo Centro Cultural Banco do Brasil que usará o gancho para comemorar 12 anos do CCBB.

Andei lendo muitos livros nos últimos meses, comprei muita coisa e tenho que recomendar um livro em especial. O primeiro livro deste autor, que eu li, já comentei sobre em outro post, Blecaute. Que conta a história de 3 amigos que vão à uma excursão ao Vale do Ribeira, mas ficam presos por uma chuva que inundou tudo, por 3 dias.

Apaixonante.

Apaixonante.

Quando voltam a São Paulo se deparam com estátuas de todo o resto do mundo. Nenhum sobrevivente além de uma velhinha que assusta e anima os amigos. Porém, Marcelo Rubens Paiva, lançou ano passado o seu mais novo trabalho: “As verdades que ela não diz”. Um livro que reune contos sobre relacionamentos (extra)conjugais, com bom humor e boêmia já conhecidos do trabalho de Marcelo. Eu já era apaixonada por ele, e depois de ler o livro fiquei ainda mais encantada.

As verdades que ela não diz.

As verdades que ela não diz.

Então, vale a pena a leitura, visto que Marcelo é um amante da cidade de São Paulo assim como eu. E por enquanto é isso.

Spinelli Détachez.