Arte em Sampa – SOBRE SONHOS E JORNALISMO

Por

Antônio Maria.

Antônio Maria.

Nos anos da década de 1950, por não ter medo de dizer a verdade, o jornalista Antônio Maria Araújo de Morais, que atuava no “Diário de Pernambuco”, foi espancado por um bando de capangas do então governador desse Estado, Agamenon Magalhães. Ao final da surra, os agressores cumpriram a ordem inicial: pisotearam as mãos do jornalista, até quebrá-las, para que ele não pudesse escrever mais nada.

No dia seguinte, na sua coluna, ele cunhava a frase que ficou na história como um símbolo do verdadeiro jornalista:

“QUE BOBOS! ELES PENSAM QUE OS JORNALISTAS ESCREVEM COM AS MÃOS!”

Outro exemplo que merece ser citado é o de Líbero Badaró.

Giovanni Battista Líbero Badaró (ou Dr. João Batista Líbero Badaró), jornalista, político e médico. Formado pelas universidades de Turim e Pávia, na Itália.

Veio para o Brasil em 1826, aos 28 anos.

Aqui, para viver, escolheu a cidade de São Paulo. Militante pelas causas da liberdade filiou-se à corrente liberal, que pregava a autonomia para o Brasil e participou de lutas políticas ligadas à independência.

Em 1829 fundou o jornal “Observador Constitucional”, onde denunciava os desmandos e excessos cometidos pelos governantes.

Já no primeiro dia de circulação, escreveu: “Não devia vegetar no Brasil a planta do despotismo”.

No dia 20 de novembro de 1830, Badaró sofreu um brutal atentado à bala.

A primeira pessoa a socorrê-lo foi o estudante de direito Emiliano Fagundes Varela, pai do futuro poeta Fagundes Varela.

Suas últimas palavras foram:

Líbero Badaró“MORRE UM LIBERAL, MAS NÃO MORRE A LIBERDADE”.

 

Do Papai para sua Filha

EM 09/04/2014

 

Este foi um texto escrito pelo meu pai, Zenóbio Saraiva. Agradeço muito pelo carinho, amor e por toda a ajuda, desde que eu nasci, há 26 anos, até hoje.

 

Fotos: Google.

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Tá na moda… Intercambio

Por @Fernanda__Tozzi

Esse post está inteiramente dedicado a quem é louco para conhecer novos lugares e sonha em morar fora do país um dia. Sempre fui louca para estudar/morar fora, desde pequenina falava isso. Nunca tive medo, afinal estamos nesse mundinho para correr riscos. E quase nunca eles te matam hahaha. Todo fim e começo de ano fico procurando igual uma idiota agencias que fazem intercambio, procurando sempre a melhor, para não cair em uma roubada. Já achei algumas bem justas com preços que parcelados pelo resto da vida do meu pai não vão pesar no bolso. Quem deseja realizar esse sonho vai ter que desembolsar no minimo uns dez mil reais, mais os custos para se sustentar lá. Sim, não é fácil, muito menos barato.

E para quem está pensando em fazer um intercambio maneiro sugiro uma feira que irá acontecer dias  14, 15 e 16 de março das 13h as 20h no Shopping JK Iguatemi.

Serão mais de 70 escolas e universidades de mais de 15 países de todos os continentes com três dias de palestras e workshops.Você vai conhecer as melhores opções de cursos de idiomas,ensino médio, graduação e pós, extensão universitária
e todas as possibilidades de trabalho no exterior.

Para participar da feira terá que ser feita uma inscrição neste site (http://www.gatesp.net/) e lá você poderá tirar todas as suas dúvidas e quem sabe já sair com a notícia de que morará por 06 meses fora!!! E quem sabe não nos encontramos por lá.

É isso galera espero que vocês tenham gostado e corram atrás dos seus sonhos.

Fica A Dica – Apesar da ameaça. Sou só garganta.. Não sou violenta. Não sou maldosa. Sou só um resultado.

Por @kia_souee

Confesso não sou muito fã de carnaval, alias de nada me atrai todo esse auê, eu sempre fui de ficar em casa curtindo da minha maneira e por isso hoje não venho aqui para falar das principais escolas de samba ou dos melhores lugares que poderíamos ter curtido no carnaval, minha dica é o tipo de programa para qualquer momento.

Sinto como se fosse impossível não se fascinar por uma historia narrada pela morte, o filme baseado no bestsale A menina que roubava livros- escrito por Markus Zusak nos convida a pensar em um fato que é morrer. A história da menina Liesel Meminger retrata uma vida de percas, em meio ao nazismo a menina é um exemplo de garra.

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Leisel descobre o que é refugiar-se quando aprende a ler, são os livros as principais fontes de força para a menina e para seu amigo Max que doente e refugiado em um sótão escutava a histórias lidas pela garotinha, porém em meio a essa história a vida ou melhor a morte não pareceu-lhe ser tão justa, mas enfim o que posso considerar injustiça diante desta história? Tirar as vidas de quem Leisel amou ou dar a vida a menina que roubava livros?

O filme ainda está em cartaz pelos cinemas do Brasil, mas podemos encontra-lo também pela internet, eu dou a dica agora cabe a você querido leitor assistir e responder os questionamentos.

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E por fim uma das notas mais encantadora da narradora desta história: O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A conseqüencia disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feirúra e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles tem uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer.  Markus Suzak – A menina que roubava livros

Frase usada como título extraída do livro.

Texto e Imagem por Keisa Kessia

A Terra Vista do Céu.

Por @umaAmyy

Hey Hey Hey leitores, essa é minha primeira postagem como colunista da “Arte em Sampa”. Vou tentar trazer para vocês os mais diversos lugares, exposições e etc para vocês poderem visitar quando estiverem naqueles dias sem saber o que fazer, espero que gostem.

Eu, como uma admiradora de fotógrafos e suas artes, não poderia começar de outra forma que não seja com algo voltado a essa área. Esses dias estava na Av. Paulista e oque me chamou muita atenção foi a exposição que está disponível ao publico no Museu de Arte de São Paulo (Masp) e no contorno do Parque Trianon.

“A Terra Vista do Céu” é um projeto do fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand. O acervo reúne 130 fotos tiradas em um período de 21 anos pelo fotógrafo sobrevoando os lugares com helicópteros e balões.

A exposição que já passou por vários lugares do mundo e veio ao Brasil no meio deste ano (2013) e já passado pelo Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e tendo final em São Paulo. O projeto teve inicio durante a Conferência das Nações Unidas em prol ao meio ambiente a ao desenvolvimento que aconteceu aqui no Brasil em 1992, sendo conhecida como a “Eco 92”.

O objetivo é mostrar a beleza do mundo que as pessoas acabam esquecendo e substituindo por gigantes de cimento e ferro cada vez maiores que tiram a beleza do dia-a-dia com seu cinza. Muitas fotos na exposição mostra a fragilidade de muitos lugares pelo mundo a fora e consequentemente nos faz refletir sobre oque vale mais a pena: a rica diversidade natural do mundo ou uma destruição sem limites.

Mapa Mundi de 200m².

Mapa Mundi de 200m².

Também esta aberta ao publico um mapa mundi de 200m² em que os visitantes tem possibilidade de interagir identificando os pontos geográficos vistos nas fotografias e também caminhar sobre o mesmo obtendo a sensação de estar com o mundo aos seus pés.

A exposição teve inicio, em São Paulo, no dia 15 de outubro e será finalizada em 15 de dezembro de 2013.

É totalmente gratuita e tem possibilidade de ser visitada a qualquer hora do dia ou noite até a meia noite.

Para saber mais sobre a história de criação da obra e horários para visitas escolares e com monitores da uma olhadinha no site: http://terravistadoceu.com/sobre-a-exposicao/.

Texto produzido por Mayara Moreno.

Edição: Spinelli Détachez.

Fotos: Ricardo Alencar.