Feliz aniversário, meu amor!

Por Fernanda Saraiva

Não canso de dizer que para mim, São Paulo é como um país dentro do Brasil. Aqui moram mais de 12 milhões de pessoas, dentre elas: paulistas, paulistanos, cariocas, gaúchos, nordestinos e estrangeiros. Um mundo dentro de outro mundo. Essa cidade é simplesmente incrível e eu não escondo JAMAIS o meu amor por ela. Moro aqui há 20 anos. E desde que eu me entendo por gente, me recordo de ser fissurada pela cidade. Meu pai me conta uma história sobre a CPTM, no caso, linha Diamante (Itapevi – Júlio Prestes), que, eu com uns quatro anos já sabia que na Leopoldina tem o túnel e que o trem iria ficar no escuro.

Centro velho. Foto: Fernanda Saraiva

Centro velho. Foto: Fernanda Saraiva

Recordo-me de quando eu iniciei esse projeto, lá em março de 2011. Com tantos altos e baixos, eu penso todos os dias em como isso me tirou de um caminho que eu poderia ter me afundado e lembro de todas as pessoas que já passaram por aqui. Já falei de tantos lugares e vivi experiências de outras pessoas que me fizeram senti viva. Eu lembro também de como aquela pichação na Barra Funda me tocou profundamente.

Hoje, recentemente, o atual prefeito da cidade de São Paulo, João Dória, resolveu que a cidade não precisava mais de cor, dos grafites e fez uma limpa em todos os murais importantes da cidade. Engraçado dizer isso, mas, São Paulo não quer ser cinza gente. Vi vários vídeos que mostram como a cidade ficou feia, com aquele cinza estranho, parecendo uma cidade gótica da era medieval. A verdadeira selva de pedras. Muito me entristece ver a cidade desse jeito. Em 2012, nesta mesma data, eu fui ao centro ver algum show no Anhangabaú e chorei por ver como a cidade estava suja, pessoas sujando as ruas, deixando tudo muito mais cinza e muito mais triste. Não parecia uma festa.

Este ano, em seu 463º aniversário, o que eu desejo para esta linda cidade é que, o prefeito tenha consciência que esta cidade tem vida própria. Ela engole a gente se não tomarmos cuidado. São quatro anos para ter ideia disso tudo. Desejo também que todos os moradores continuem amando e lutando por uma cidade justa para todos. E só para finalizar, uma pequena crítica à pintura do DÓRIAN GREY hahaha.

SP Cidade Cinza

Por Fernanda Saraiva

São Paulo é a sétima maior cidade do mundo com quase 12 milhões de habitantes, mantendo boa parte da miscigenação brasileira de nosso país. O mundo com seus 7 bilhões de pessoas traz um universo dentro de cada um e dentre os moradores existem pessoas tão parecidas conosco que a gente duvida que seja verdade.

Bruno Santana tem 28 anos. É recém-formado em licenciatura de História e é também um apaixonado pela cidade de São Paulo. Mas não é um apaixonado qualquer. Ele também vê a cidade cinza de forma diferente, com um amor que é difícil expressar. Nas horas vagas Bruno gosta de ler para tentar pôr em dia o que ficou atrasado por conta da faculdade, mas usa a fotografia como um hobby que começou nos tempos do curso.

Foto por Bruno

Foto por Bruno

Ele tinha uma aula relacionada a cinema e com o incentivo dos colegas de sala e dos professores ele conheceu Sebastião Salgado. As primeiras fotos saíram do caminho do trabalho para casa (Bruno trabalhava na São Bento e mora em Pirituba, depois mudou o local de trabalho para a Luz), e o preto em branco saiu para impactar nas fotos, uma vez que, para Bruno, a imagem colorida possui muita informação. Este professor comentou algumas fotos dizendo que, mesmo que fossem tiradas em dias diferentes, no mesmo local, ainda assim apresentariam algo novo, um ângulo novo, formas diferentes.

Foto por Bruno

Foto por Bruno

Fui atrás do Bruno para conhecer um pouco mais do seu trabalho, tão parecido com o meu. Fomos “apresentados virtualmente” pelo Gabriel Ramone, um amigo em comum que estudou com o Bruno e trabalha comigo. “Quando eu vi (o SPNQSC) me perguntei se fui eu que havia tirado as fotos. Achei muita coincidência e fiquei muito contente em ver que outras pessoas também tem a mesma ideia que eu”, comentou Bruno.

A ideia do professor de Bruno sobre mesmo local, imagens diferentes, é conhecida como perspectiva, para a fotografia. Isso o assustou um pouco, pois quando ele viu as minhas fotos achou que alguém talvez pudesse estar usando suas fotos, por sua semelhança.

Foto por Bruno

Foto por Bruno

Foto por SPNQSC

Foto por SPNQSC

Foto por Bruno

Foto por Bruno

Foto por SPNQSC

Foto por SPNQSC

A ideia de Bruno daqui para frente é continuar mostrando uma sociedade que passa despercebida aos olhos daquela convencional. Ele gosta de mostrar em suas fotos moradores de rua ou situações atípicas na vida do paulistano/paulista comum: “Quero retratar aquilo que a sociedade em si não enxerga”. Não existem planos para escrever, mas uma ótima ideia seria aparecer na TV Minuto no metrô, onde qualquer pessoa poderia conferir seu trabalho e para Bruno isso seria emocionante.

Foto por Bruno

Foto por Bruno

E ainda deixa a mensagem para os leitores:

“Eu agradeço a oportunidade, fico muito feliz, é um incentivo a mais também. Deixo a dica para os leitores o meu perfil @sp.cinza011. Quem quiser me seguir. Valeu”.

Bruno Santana

Bruno Santana

Leia ouvindo:
Rats – O Lobo Do Mar
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Musicoterapia

Bruno Rodrigues

Eu me dopo ouvindo música. Não, não faço uso de substâncias alucinógenas. Eu simplesmente estabeleço uma relação entre o momento e a música que está tocando e entro em um estado de transe.

Segundo definição técnica, musicoterapia é a ciência que utiliza as músicas para fins terapêuticos, como promover comunicação, aprendizado e mobilização, entre outros objetivos, e atender necessidades físicas, mentais e sociais, para uma melhor qualidade de vida. Tudo isso é ministrado por um musicoterapeuta qualificado.

Mas quem (realmente) precisa de um especialista quando se é um apaixonado por música?

Em 2013, eu estava no último semestre da faculdade, finalizando meu TCC. Por trabalhar em uma empresa totalmente dependente das variantes econômicas do país, tive uma sobrecarga absurda de trabalho e fui forçado a fazer horas extras. Passando a sair mais tarde, perdi aulas fundamentais e instruções valiosas para o TCC. Mas como a sobrecarga de trabalho era realmente absurda, eu não conseguia dar conta em apenas 10 horas (!) de trabalho.

Passei aproximadamente 20 dias sem conseguir estudar e não consegui finalizar todo o trabalho. Entrava todos os dias na empresa pensando que seria meu último dia naquele lugar, que a qualquer momento alguém me chamaria numa sala de reunião e me dispensaria, mesmo sabendo de tudo o que se passava comigo. Foi aí que passei a me apegar às músicas que escutava na época.

Entre “tapas na cara” e palavras de incentivo, elas me serviram para botar a cabeça no lugar, e perceber que reverter aquela situação dependia mais de mim do que dos fatores externos.

O resultado? Estou formado e continuo trabalhando na mesma empresa, mas em outro departamento.

Além de incentivar, a música também serve para concentrar. Eu mesmo produzo muito mais com um par de fones tocando minhas músicas preferidas do que ouvindo o som ambiente do escritório, cheio de conversas desinteressantes. Meu terceiro hobby favorito, a leitura, também rende muito mais se acompanhada de uma boa música.

Outro exemplo que posso citar aconteceu há menos de um mês. Eu estava lendo a biografia do ex-jogador Casagrande (inclusive recomendo a leitura), conhecido por seus problemas com as drogas e seu comportamento pouco usual para um jogador de futebol. Em um dos capítulos, o autor do livro conta sobre uma experiência que Casagrande teve com demônios, os vendo por vários cantos de sua casa, ficando sem se alimentar ou dormir por aproximadamente 10 dias.

Neste capítulo do livro, o celular colocou para tocar o álbum Avenged Sevenfold, da banda de mesmo nome. A melodia de cada música preenchia a mente de uma tal forma que o álbum se tornou trilha sonora daquele capítulo inteiro, como se no livro houvesse a recomendação ao leitor de ouvir exatamente esse álbum enquanto o capítulo dos demônios é lido.

Além desses exemplos, existem alguns que soam até meio óbvios, como ouvir Sublime enquanto se pega uma estrada em direção à praia, ou ainda ouvir Los Hermanos quando se está vivendo os primeiros momentos de uma paixão, ou mesmo ouvir um Punk/HC quando se está a ponto de destruir a casa de ódio. Isso acalma, relaxa, nos deixa mais leve.

E você, qual a música que estava ouvindo enquanto lia esse texto?

Para escrevê-lo, ouvi “Para mais tarde fazermos a cabeça” do Charlie Brown Jr., e “Mão na cabeça” do Planet Hemp.

III Bienal Internacional Graffiti Fine Art

Por Mayara Moreno.

O graffiti é o tipo de arte urbana mais criminalizado pela sociedade, que ironicamente pode ser visto a cada esquina que você cruza na nossa grande cidade cinza e que cada vez mais tem ganhado reconhecimento pelo mundo a fora, em muitos países grafiteiros brasileiros são convidados a viajarem e prestigia-los com sua arte. Aqui no Brasil, ainda precisa-se muito para chegar a esse ponto, já que infelizmente esse tipo de arte só é reconhecida por grande parte da sociedade quando se encontra sob galerias de arte ou alguma exposição. Sim, esse tipo de trabalho com certeza é muito importante para os artistas em questão, mas uma forma de expressão tão pura e com o gostinho brasileiro que muitas vezes explicita problemas sociais e políticos com formas que não precisam ter nada escrito para passar a mensagem do grafiteiro, deveria ter seu devido respeito.

Atualmente, esta acontecendo a III Bienal Internacional Graffiti Fine Art, reunindo pinturas com spray, estêncil e pinceis em paredes e murais. Pode-se ver também instalações esculturas e videoarte.

São 63 grafiteiros, sendo 11 estrangeiros de países como Estados Unidos, Alemanha, França, Italia, Chile, Peru e Japão. Sendo eles conhecidos ou não, antigos no grafiti ou não.

A primeira edição da Bienal aconteceu em setembro de 2010. Este ano sendo exibida no prédio do Pavilhão da Cultura Brasileira, arquitetado na década de 50 por Oscar Niemeyer.

O intuito do projeto é passar ao publico o que o grafiti é, uma arte, mostrando suas técnicas e suas mensagens com mais “calma” e excluindo o cenário da rua.

III Bienal Internacional Graffiti Fine Art

De 18 de abril a 19 de maio

Horário: Terças das 10h às 21h; Quarta a domingo das 10h às 18h Local: Pavilhão das Culturas Brasileiras, Parque do Ibirapuera – Rua Pedro Álvares Cabral, s/n. São Paulo – SP. Preço: Entrada gratuita.

Coluna de Música – Shows Internacionais pt.1

Por @caio_io

Sem sombra de dúvida, o segundo semestre de 2014 está super agitado. Com shows internacionais para todos os gostos e estilos. Na matéria da Coluna de Música de hoje, começarei falando do lado mais Oldschool dos shows de 2014. E darei continuidade com outros estilos na próxima semana.

Para quem está mais a par do meio underground, deve estar mais do que ciente sobre alguns nomes que irei falar aqui. Seven Eight Life Recordings (Selo Vegan/Straight Edge) muito conhecido na América do Sul. Já trouxe ao Brasil, nomes como: No Turning Back, Vitamin-X, We Ride entre outros. Cada semana que se passa eles vêm anunciando mais e mais shows que emocionam tanto a nova quanto a velha geração do Hardcore nacional.

7Seconds

Banda Norte-Americana de Punk/Hardcore de Reno, Nevada, USA. Formada em 1980, pelos irmãos Kevin Seconds e Steve Youth. Com quase 30 anos de atividades, 16 álbuns de estúdio, 6 EP’s e várias compilações, o 7 Seconds se apresenta pela primeira vez em terras brasileiras em véspera de feriado, dia 6 de Setembro, no Carioca Club. A abertura do show ficará por conta do Jah Hell Kick (SP) e Good Intentions (SP).

Depois de 9 anos sem lançar um álbum de estúdio (Take It Back, Take It On, Take It Over! – 2005) os caras vêm ao Brasil com Leave A Light On, lançado no dia 27 de Maio.

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Já no feriado da Independência do Brasil, dia  7 de Setembro o vocalista Kevin Seconds faz um show na Rock Together Studio, do guitarrista das bandas Manual e xESCUROx, Tyello Silva.

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Para mais informações, acessem os Eventos Oficiais no Facebook: 7Seconds no Carioca ClubKevin Seconds na Rock Together.

AAAAAH, é a única apresentação do 7Seconds na América do Sul. Então, com certeza podemos aguardar nuestros hermanitos.

Quer conhecer mais? Ouve ai: Walk Together, Rock Together, The Crew, The Music, The Message, Kevin Seconds – Off Stockton.

 

Touché Amoré

Franco não está para brincadeira este ano. Na terça feira, dia 10 de junho, ele anunciou na página da Seven Eight Life Recordings o show dos norte-americanos do Touché Amoré. Formada em Bourbank, California, USA em 2007. A Banda de Post Hardcore com 3 álbuns de estúdio e EP’s, apresenta-se no Brasil também em véspera de feriado, no dia 11 de Outubro na Clash Club.

A abertura ficará por conta do God Demise (BH), Campbell Trio (RS) e Institution (SP).

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Para maiores informações, acessem o Evento Oficial no Facebook: Touché Amoré na ClashClub.

Não conhece Touché Amoré? Ouve ai: Is Survived By, Parting The Sea Between Brigtness and Me, To The Beat Of a Dead Horse.

 

Excel

Banda de Crossover Thrash/Hardcore formada em Venice, Califórnia, USA em 1983 com o nome de Chaotic Noise. Em 1985 com a saída do baterista Evan Warech, o nome foi alterado para Excel. Com 3 albúns de estúdio, 2 ao vivos, 3 Splits, 8 Dvd’s e 5 demos, a banda se apresenta no Brasil no dia 25 de Outubro, na Clash Club. A abertura ficará por conta do Questions (SP), Bandanos (SP) e Cruel Face  (SP).

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Para maiores informações, acessem o Evento Oficial no Facebook: Excel na Clash Club.

Nunca ouviu Excel? Ouça! Split Image, The Joke’s On You.

 

Negative Approach

Mundialmente conhecida banda de Punk/Hardcore formada em Detroit, Michigan em 1981. Com 1 álbum de estúdio, 2 EP’s e 4 demos, os veteranos do Negative Approach apresentam-se em terras brasileiras no dia 26 de Outubro, no Clube Outs. A abertura do evento ficará por conta do Final Round (SP), xESCUROx (SP) e Veneno Lento (SP).

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Para maiores informações, acessem o Evento Oficial no Facebook: Negative Approach no Clube Outs.

Não conhece Negative Approach? Conheça agora! Negative Approach EP, Total Recall, Tied Down.

 

Bane e Risk It!

Risk It! – Banda de Punk/Hardcore formada na Alemanha em março de 2009. A banda fará sua turnê brasileira entre os dias 6 e 11 de novembro, onde irá promover o álbum “Who’s Foolin’ Who?“, com lançamento exclusivo no Brasil via Seven Eight Life Recordings.

Bane – Banda de Punk/Hardcore formada por Aaron Dalbec (Converge) e Damon Bellardo em Boston, Massachusetts, USA em 1995. Com 4 álbuns de estúdio, Bane faz sua tour final na América do Sul e  apresenta o último álbum de carreira, intitulado Don’t Wait Up, lançado no dia 13 de Maio.

Veja as data da  tour pela América do Sul:

06.11 Rio de Janeiro – BRASIL
07.11 Belo Horizonte – BRASIL
08.11 Brasília – BRASIL
09.11 São Paulo – BRASIL
10.11 Blumenau – BRASIL
11.11 Curitiba – BRASIL
12.11 Buenos Aires – ARGENTINA
13.11 Santiago – CHILE
14.11 Lima – PERU
15.11 Quito – EQUADOR
16.11 Bogotá – COLÔMBIA
17.11 Panama City – PANAMÁ

No dia 9 de Novembro, eles apresentam-se em São Paulo na Clash Club. A abertura ficará por conta das bandas: Clearview (SP), Bayside Kings (Santos), Wolfdog (SP) e Dedication (SP).

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Para maiores informações, acessem o Evento Oficial no Facebook: Bane na Cash Club.

Não conhece Bane nem Risk It!? Bom conhece-los: Bane: Give Blood, It All Come Down To This. Risk It!: Bandcamp.

 

Judge & Gorilla Biscuits 

Judge – Banda de Punk/Hardcore – Straight Edge formada em Nova York, USA no ano de 1987 pelo guitarrista, John “Porcell” Porcelly e o baterista Mike “Judge” Ferraro, ambos do Youth Of Today.

Gorilla Biscuits  – Banda de Punk/Hardcore formanda em Nova York no ano de 1986. Os caras só começaram a ganhar nome após o lançamento de Start Today (1989), único álbum de estúdio do Gorilla Biscuits, lançado pelo selo do vocalista CIV, Revelations Records.

Em 1992, o Gorilla Biscuits encerrou suas atividades. Seus integrantes montaram outras bandas. Agora, os caras se reúnem para shows beneficentes ou para turnês como essa agora no Brasil.

Os caras apresentaram-se em solo brasileiro no ano de 2011, mas sem o vocalista CIV, que sofreu uma fratura no pé na Argentina. Os fãs brasileiros ficaram intrigados na época, pois achavam que o show seria cancelado, mas a banda não queria isso, foi ai que o guitarrista Walter Schreifels assumiu os vocais.

A produtora Web Rockers, (que ficou com o nome “queimado”, após adiar o Wros fest que ocorreria em Setembro para os dias 21 e 22 de dezembro, alterando todo o Lineup do evento. Algumas semanas antes da data do evento, a produtora emitiu uma nota via Facebook do Wros Fest, informando que o evento estava cancelado por “restrições júridicas e burocráticas”), foi quem trouxe o Gorilla Biscuits para o Brasil em 2011.

Veja como foi a vibe do Carioca Club em 2011:

Agora, a Seven Eight Life Recordings vem com dois grandes ícones do Hardcore Nova Iorquinho, para um Festival que ocorrerá nos dias 6 e 7 de dezembro na Clash Club.

No dia 6 de dezembro é o Judge quem manda na festa. A abertura ficará por conta das bandas: Rethink (SP), Live By The Fist (Santos), 562 (Santiago, Chile), Alhambre (Lima, Peru), Last Warning (BH) e Grito (Medellin, Colômbia)

Já no dia 7 de dezembro a festa ficará por conta do Gorilla Biscuits, que terá o apoio das bandas: Inspire (SP), Las Palabras Queman (Buenos Aires, Argentina), En Mi Defensa (Santiago, Chile), Days Of Sunday (SP), Nunca Inverno (SC) e Dead End (SP).

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Alguns dias atrás surgiu uma imagem no evento do festival, que deixou muita gente agoniada e pensativa, já que tanto os integrantes do Judge quanto do Gorilla Biscuits fazem parte de duas outras bandas ícones do Hardcore Nova Iorquino: Project X e CIV (que leva o nome do vocalista do Gorilla Biscuits).

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Agora só nos resta aguardar a Seven Eight Life Recordings confirmar se as duas bandas farão parte do Line-up do Festival.

Para maiores informações acessem o Evento Oficial no Facebook: Seven Eight Life Recordings Festival 2014 – Judge & Gorilla Biscuits.

Em clima de final de semana Hardcore Nova Iorquino em São Paulo, a Seven Eight Life Recordings também estará organizando no dia 5 de dezembro uma Warm Up Party, na Rock Together Studio com as bandas: O Inimigo (SP), Remission (Santiago, Chile) e Guast! (SP).

Ouve ai: Judge:  Chung King Can Suck It. Gorilla Biscuits: Gorilla Biscuits EP, Start Today.

 

Na próxima semana falarei mais sobre os shows do segundo semestre de 2014.

Texto: Caio C.
Fonte: Google/Facebook.

A Interiorana – Sobre sua primeira postagem.

Por 

Estive pensando cá com meus botões em como começar a escrever pro São Paulo Não Quer Ser Cinza. Coluna esta, que recebe o nome de ‘A interiorana’ deveria ter sua primeira postagem quanto a minha perspectiva da capital? Minha efemeridade cotidiana na cidade de Taubaté? Pontos atrativos do Vale do Paraíba? (região que possui o conjunto de cidades do interior de SP, talvez vocês já tenham ouvido falar de São José dos Campos, Pindamonhangaba, Jacareí, até mesmo de Taubaté, a terrinha do Sítio do Pica-Pau Amarelo, de Monteiro Lobato).

Enfim, vocês já sabem de onde partem os olhos e escritos da interiorana, e meus botões me instigam a dizer um pouco mais sobre minha vida aqui, a princípio. O que faço, como vivo e o que espero do passar dos dias.

Na região existe certa cultura, passada de muitos pais para filhos, que é a vida fabril. Como centro socioeconômico entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, o Vale do Paraíba possui muitas fábricas, multinacionais, e eu, como uma ‘senaiana’, que seguiu o mesmo caminho do pai, atualmente sou montadora de produção.

Sítio do Pica Pau amarelo

Sítio do Pica Pau amarelo

Por muitas gerações, visou-se a estabilidade, a garantia de um emprego e estagnou-se o medo de arriscar. Claro, todos nós teríamos de trabalhar um dia. Nós da classe operária, vemos literalmente o valor do nosso suado dinheiro, mas por que nos prender? Podemos deixar de ser apenas um número e usar nosso trabalho pra almejar a satisfação pessoal, que é o que faço!

Acordo todo dia as 4hrs da manhã, pra entrar as 6hrs e seguir o ritmo ditado pela máquina. E assim segue-se o dia inteiro, em pé, me machucando, suando, enfim, mas é com o dinheiro que recebo lá, que posso pagar a minha faculdade. Não me digo independente, acredito que ninguém, que está preso a algo por obrigação, é independente, mas consigo transformar essa rotina em momentos muito agradáveis.

Sou aluna do curso de Letras da Universidade de Taubaté (UNITAU), meu sonho é ser ‘a John Keating’ na vidinha dos alunos, sabem? A revolta dos pais que sonham com

filhos engenheiros, médicos e administradores, a luz que desperta a intensidade nos alunos, que podem resistir sim a culturas e almejos dos pais para os filhos.

Concluindo, dedico-me o quanto posso ao meu curso, que amo muito por sinal, e em outros tempos, estou por aí, aventurando-me, visitando parques, teatros, shows hardcorianos, e sim, sou amante de São Paulo, a capital é um lugar que me transforma cada vez que vou pra lá! E espero expor aqui, o meu ver desse estado e levar um pouco do interior a vocês!

Texto: Thais Calado.
Foto: Teledossiê.

Tá Na Moda – Dar Valor!

Por @Fernanda__Tozzi

Oi pessoas, eu estou com uma frase de uma música na cabeça a dias, e isso me pegou de tal forma. Vou fazer suspense e só falar que frase é no final, ou no meio, ou no começo… Suspense não vou falar, vai ter que ler tudinho para saber qual é!

Essa frase me fez refletir sobre o quanto a vida é pequena para nos importarmos com coisas banais. Eu acho que somos tão abençoados (desculpem-me os ateus, mas foi o ÚNICO termo que se encaixou com o que quis dizer) pelo simples fato de viver. Olha o céu, o mar, as árvores floridas, tudo é tão perfeito e lindo, para que vamos nos importar com pessoas totalmente desnecessárias? Todos temos problemas, ÓBVIO, mas se pensarmos bem, existem tantas pessoas em uma situação pior que a nossa. Gente que TODO DIA não tem o que comer, que possuem problemas físicos, mentais e psíquicos gravíssimos e que vemos que elas se superam a cada dia. Não querendo mostrar para o próximo que ela é melhor que ele por motivos fúteis, como um camarote na balada (rs) e sim para uma auto afirmação de que ela é capaz de viver bem com os obstáculos.

Eu acho que as pequenas coisas e atitudes te farão uma pessoa excepcional. Temos que passar a amar cada minuto do nosso dia, e agradecer, seja lá quem for, pela existência de pessoas que nos amam e apoiam e pela nossa própria existência.

Música: Eu amo, amo da Manu Gavassi.

Música: Eu amo, amo da Manu Gavassi.

Nessas minhas caças na internet achei esse vídeo fofíssimo da Manu Gavassi, que era para uma campanha de uma revista adolescente, e confesso que achei super válido tudo o que ela cantou. Eu simplesmente AMO quando essas coisas acontecem, não é delicioso uma tarde de domingo ensolarada no parque com pessoas que você ama? Não é gostoso comer aquela sua comida preferida? Então, a proposta é essa, pense em tudo o que você mais ama e comece a dar valor à elas. Com a correria da cidade grande e as mil coisas para fazer acabamos por esquecer todas as delicias da vida. “DECLARE O SEU AMOR PELAS PEQUENAS COISAS QUE TE FAZEM BEM”.

Bom pessoal, a proposta foi dada, vamos nos esforçar. Beijocas e lembrem-se que estar na moda também é se declarar.

Texto e foto: Fernanda Tozzi.
Revisão: Spinelli Détachez.