Terra da Garoa – Valesca Popozuda.

Por @Detachez

Texto publicado originalmente em Détachez Fail dia 14/04/14.

Valesca Popozuda, musa do funk carioca, deu uma entrevista recentemente para a revista Época, da qual saiu um comentário onde ela disse “Ser vadia é ser livre”. Como sempre acontece com comentários polêmicos, a parte em que ela disse isso saiu com destaque, fazendo com que o contexto perdesse o valor.

Valesca disse, exatamente, segundo a revista: “Ser vadia é ser livre. Fazer o que eu quiser, sem dar explicação a ninguém, sem perguntar ‘Será que posso? Será que devo? Será que vou?’. Não! Não! É vadiar em forma de felicidade!”. Assim como em outra resposta, Valesca deixou claro o que as pessoas deveriam fazer ao ler uma entrevista: atentar-se a pergunta. Neste caso, a pergunta foi: O movimento Marcha das Vadias de São Paulo tem a senhora como símbolo da liberdade sexual feminina. O que é ser vadia?

O termo “vadia” ganhou uma conotação muito diferente do que realmente significa e as pessoas se apegam muito ao que aparece na mídia, mais precisamente na TV Globo, que é o veículo que frita a mente dos telespectadores de hoje. Vamos pegar um exemplo, hoje em dia a palavra ignorante serve para mostrar como uma pessoa é grossa, mal educada, e que vive dando patadas em outras, quando na verdade, quer dizer que a pessoa simplesmente não sabe de algo, que está falando algo errado, ou que não tem conhecimento específico no assunto.

Significado: s.f. Informal. Pej. Aquela que possui modos de vida considerados amorais, embora não viva da prostituição.
(Etm. Fem. de vadio).

Feminino de vadio. Mas vadio não quer dizer puto, vagabundo, garanhão ou N coisas, então porque vadia deveria ser considerada uma palavra ruim? Porque as pessoas já ligaram isso a uma coisa ruim, e até explicar que nariz de porco não é tomada, o estrago já foi feito.

Valesca deixou claro em sua entrevista sua posição sobre ser um símbolo sexual tão forte, e que, mesmo assim, mesmo sendo desse jeito, e tendo começado a carreira dessa forma, ela também não merece ser estuprada. Li muitos comentários pejorativos sobre sua entrevista, pessoas comentando que sentem nojo de mulheres como ela, e que ela é hipócrita, por ter começado a carreira na Gaiola das Popozudas e agora, aparecer apelando na campanha #EuNãoMereçoSerEstuprada.

Não estou defendendo nenhum dos lados, apenas comentando sobre a entrevista, porque eu admiro a Valesca por tudo que ela é, e em sua participação no reality show “A Fazenda”, ela comentou sobre sua carreira, como uma forma de se divertir e trazer um pouco de diversão aos seus fãs. É bem fácil essa sociedade hipócrita e com uma péssima memória, julgar uma mulher como ela, chamando-a de puta para baixo, quando, não faz muito tempo, o rei Roberto Carlos, também vivia na gandaia, vidinha de bebedeiras e tudo o mais, e hoje em dia canta para Deus, e isso o fez uma pessoa boa, de índole sempre boa, a vida inteira. Outro exemplo é meu ídolo Rodolfo, que depois de sair dos Raimundos, se converteu e foi salvo, saindo da vida promíscua que levava na antiga banda.

Mulheres com coragem são consideradas vadias, porque dizem o que pensam, sem medo moralista, e os homens que comentaram sobre a entrevista da Valesca que me perdoem, são uns cínicos. Preferem as certinhas, as que calam a boca diante deles, porque mulher que diz o que pensa intimida e não é boa o suficiente.

Mulher: vadia ou certinha, não merece ser estuprada, não merece a humilhação de ter um homem que ela desconhece entre suas pernas sem sua vontade. E homens, por favor, sejamos menos medíocres, hipócritas e cínicos, porque, estuprador não vai perguntar se a mulher é vadia ou certinha, antes de estuprá-la. #Ficaadica.

Texto: Fernanda Saraiva.
Foto: Época Online.
Vídeo: Christina Aguilera – Can’t Hold Us Down, descreve bem o que quis dizer com este texto!

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Terra da Garoa – Saudades Orkut.

Por @ellenDetachez

Quando falamos na palavra ORKUT nos remetemos a alguns anos atrás. Onde fuçar o perfil alheio gerava brigas e transtornos. Pois, podíamos visualizar os stalkeadores. Onde apontar algum amigo como “confiável” ou “sexy” era legal. Onde fazer declarações sobre alguem era quase uma prova de amor. Onde um perfil era quase um termômetro de popularidade. Quantas lembranças nos deixaremos largados lá?

Minhas amigas tiveram sorte que eu conseguia acessar ao meu perfil através do g+. Assim, podemos salvar fotos de quase uma década. Nunca o desativamento de uma rede social foi tão bem explorada e comentada. Eu mesma recebi um e-mail de despedida. Quase chorei. Por entre fotos de passeios que nem mais lembrava. De amigos que não encontramos mais com tanto freqüência. Ainda lembro que no inicio só tinha acesso quem era convidado.

Que por sua vez, os convites eram limitados aos usuários. Depois do primeiro ano, estranho era quem não tinha seu perfil. Em uma de suas ultimas atualizações o perfil ganhou cor e fundo temático. Nada que superasse o furacão FACEBOOK. Falo sim com muita saudade da rede social que mais me causou transtornos. Que mais, ao lado do extinto MSN, manteve os amigos próximos. Fora a diversão que nos proporcionava com suas comunidades cômicas.

E quem não tinha seu próprio buddypoke para mudar com roupas, cabelos e gestos de carinho e com seus amigos? Jogos e a “sorte do dia”? É meus caros, muitos criticamos quando o site se popularizou entre todos. Mas muito nos vai fazer falta sua ” versatilidade” de usuários e suas perolas literárias.

Quase grandes pensadores contemporâneos se iniciaram naquela época (risos) Jaz no ano de 2014, após exatos 10 anos de vida, a rede social mais “popular” já existente. E eu admito, apos breve passeio (não sei se é apenas pela sensação de perda) mas já esta fazendo falta.

Texto: Ellen Fialho.
Foto: Google.

Terra da Garoa – Sebos são locais de memória e não somente de poeira…

Por Marcio Cavalcante

Sempre estou de olho em sebos e vendas de livros e quando soube desta “Mega Promoção” num galpão na Mooca envolvendo LPs e livros e outras tantas coisas já fui logo vendo as condições e possibilidades. Pesquisei o endereço e o histórico das quinquilharias que aquele local mostrava em uma foto mais panorâmica. Mas quando cheguei com minha filha foi como se entrássemos num portal dimensional, em poucos minutos me vi deparado com coisas das quais senti saudades, que me lembraram de pessoas, momentos, coisa, locais, sentimentos, nem liguei para a poeira…

Nem sabíamos por onde começar devido à quantidade de discos neste galpão (muitos destes discos sem condição de acesso, imagina o que deve ter ainda a ser explorado !!!) Então o barato deste local ímpar em São Paulo, nesta aparente situação de “bagunça e amontoamento de coisas”, é colocar a luva branca (fornecida pelo sebo) e começar a caçada, a peneira, a procura, a descoberta e todas as impressões, lembranças, ideias e possibilidades que vão aparecendo à medida que se folheia livros, discos, armários, quadro.

Ate parecíamos os protagonistas do programa “Caçadores de Relíquias” que passa na net. Como disse a Leticia: “É um lugar gigante, quanto mais andava mais tinha espaço pra ver e está lotado, cada parede e cada canto estão abarrotados de coisas, quadros, discos, livros, TVs. Pai vamos passar um tempo aqui kkkkkk.” A saber, ela comprou 02 discos do James Taylor.

Abaixo um de meus achados, um disco Jovem Guarda do Roberto Carlos de 1971 sem riscos e com os plásticos da capa e do LP

Lembrando que não há uma ordem ou catalogo quanto aos discos, gibis ou livros, então divirta-se durante e depois das compras.Não vou nem tentar descrever quais

coisas você encontrará, mas eu indico, apareça por lá, com tempo e garanto que não sairá com menos de dois ou três objetos que você pensou que não mais veria.

Você tem varias possibilidades de troca e compra, entre elas as que tem a intenção humanitária:

– a mesma quantidade de LPs comprados dentro da loja, o cliente retira de brinde no setor específico;

– nas compras acima de R$ 100,00, ganha um quadro do setor específico de presente;

– DOADOR DE SANGUE ganha 10 LPs. Traga o comprovante e deixe uma cópia no caixa;

– cada DOAÇÃO DE AGASALHO remete a 2 LPs de presente.

RUA DA MOOCA, 3401 segunda a domingo em horário comercial.

Texto e foto um: Marcio Cavalcante.
Foto dois: Reprodução.

Notas de Falecimento.

Por @Detachez

Dr. Osmar

Dr. Osmar

Este final de semana foi de grande perda aos fãs e torcedores corinthianos, pois na noite de sexta feira (11/07) morreu o médico e comentarista Osmar de Oliveira, aos 71 anos em São Paulo. O médico estava internado no hospital AC Camargo e perdeu a vida após uma parada cardíaca que se deu após uma hemorragia.

Eternamente em todos os nossos corações.

Homenagem do Corinthians ao eterno torcedor

Homenagem do Corinthians ao eterno torcedor

 

Texto abaixo publicado em Já Dizia O Amauri.

Hoje o dia amanheceu bem triste, a frase “Hey Ho Lets Go!” será tocado bem baixinho, perdemos Tommy Ramone. O lendário baterista e um dos fundadores dos Ramones faleceu em sua residência em Nova York onde estava recebendo cuidados paliativos para colangiocarcinoma (câncer de ducto biliar).

Tommy Ramone

Tommy Ramone

Tommy foi um dos fundadores da maior banda punk que já existiu deixando um legado muito grande e fãs por diversas partes do mundo. Tommy participou como musico de apenas três álbuns da banda  “Ramones” (1976), “Leave home” (1977) e “Rocket to Russia” (1977) quando resolveu sair e se dedicar a carreira de produtor musical.

Um de suas músicas mais famosas e que se tornaram símbolo da banda foi o sucesso Blitzkrieg Bop, que muitos conhecem apenas como Hey ho, let’s Go!. Hit que é cantando por muitos em vários shows sejam eles de punk ou não. Tommy será sempre lembrado por ter fundado o Ramones e criado um novo estilo de rock, que é o punk.

Tommy Ramone

Tommy Ramone

Tommy deixara saudades, mas jamais será esquecido por tudo o que ele fez para o mundo da música, criando um novo jeito de toca e que até hoje serve de inspiração para muitas bandas novas espalhadas pelo mundo.

Tommy obrigado por tudo e vá em paz.

Ramones

Ramones

“O Ramones não era apenas música: era uma ideia. Era o ato de trazer de volta para o rock todo o sentimento que estava faltando – foi uma explosão para dizer algo novo e diferente. Originalmente, era apenas uma coisa artística; depois, finalmente senti que era bom o suficiente para todo mundo.” – Tommy Ramone.

Texto Osmar de Oliveira: Fernanda Saraiva.
Texto Tommy Ramone: Amauri Lava.Vídeo original do texto JDA: AQUI.

Terra da Garoa – Parklets.

Por @Detachez

Você sabe o que é um “Parklet”? Não? Pois bem, esta é uma iniciativa da prefeitura de São Paulo, para aproveitar um espaço na calçada das ruas, dando uma opção para que os pedrestes utilizem a área de forma inteligente. Os espaços ocupam espaços de automóveis e são destinados ao lazer, porém são espaços ainda temporários.

Vale a pena sentar para ler um livrinho, ou descansar. A ideia visa beneficiar mais as pessoas, pois de acordo com estudos, um ‘parklet’ beneficia mais de 300 pessoas por dia, o que é um número muito mais considerável que uma vaga de estacionamento.

Os pedestres agradecem senhor Haddad!

Haddad em 'parklet'.

Haddad em ‘parklet’.

Para mais informações acessem: http://www.capital.sp.gov.br/portal/noticia/2161#ad-image-0

Texto: Fernanda Saraiva.
Foto: Site da Prefeitura de São Paulo.

Terra da Garoa – Músicas que falam sobre São Paulo.

Por @Detachez

Já que estamos reformulando as colunas, vou usar esta, de segunda feira, antiga coluna de esportes, para falar sobre um amor que muitos tem pela cidade. Amam tanto que fazem até músicas que contam a história do cotidiano ou também, sobre suas vidas, experiências pessoais, e afins.

“Trem das onze”, eternizada pelos Demônios da Garoa. Canção de Adoniran Barbosa, fala um pouco sobre a zona norte da cidade, citando Jaçanã e contando uma história com um toque de humor e desespero. Uma bela canção.

Outra canção que conta o amor de um baiano pela cidade de São Paulo é “Sampa”, de Caetano Veloso. Esta sim, comenta sobre as meninas da cidade, expressa um sentimento único que Veloso teve ao cruzar com a Av. Ipiranga e a Av. São João, no antigo centro da cidade. Ouvir essa música é fazer uma pequena viagem pelas ruas de São Paulo.

Uma das minhas favoritas é “São Paulo, São Paulo”, uma versão de “New York, New York”, de Frank Sinatra, feita por Premeditando o Breque. A letra é muito divertida, contando histórias sobre trabalhadores, as dificuldades e coisas boas que a cidade oferece, citando vários bairros de São Paulo. Simplesmente imperdível.

Para finalizar, vou falar sobre a música mais recente feita sobre a cidade, pelo rapper Crioulo Doido. “Não existe amor em SP” é uma verdadeira poesia, com sua sonoridade triste, fala sobre a cidade e sobre o que mais nos deixa tristes pelas ruas de São Paulo.

Texto: Fernanda Saraiva.
Vídeos: Youtube.